O New York Knicks é campeão da NBA pela primeira vez em 53 anos. A espera acabou. As ruas de Nova York explodiram em celebração. O time construído por Leon Rose ao longo de seis anos finalmente chegou ao topo. Jalen Brunson ergueu o troféu Larry O’Brien como Finals MVP. Karl-Anthony Towns, OG Anunoby, Mikal Bridges e Josh Hart celebraram juntos.
Mike Brown, o técnico emocional, foi o grande maestro. Agora, a missão é clara: manter o grupo unido e tentar o bicampeonato na próxima temporada.
O título de 2025-26 marcou o fim de uma era de frustração. Os Knicks terminaram a temporada regular com 53 vitórias e 29 derrotas, no terceiro lugar no Leste. Nos playoffs, foram imbatíveis por longos trechos, com viradas históricas e uma campanha dominante. O troféu foi a recompensa de um projeto paciente. Mas o sucesso tem preço. O elenco é caro e a folha salarial vai apertar. Como manter o núcleo intacto sem explodir o teto salarial?
Finanças apertadas e o desafio do segundo Apron
Os Knicks têm oito jogadores com contratos garantidos para 2026-27: Brunson, Towns, Hart, Anunoby, Bridges, McBride, Kolek e Dadiet. Somando a 24ª escolha do draft e a opção de Alvarado, o salário projetado gira em torno de US$ 209 milhões. Isso deixa pouco espaço abaixo do segundo apron. Para manter o time inteiro, o Knicks provavelmente vão ultrapassar o limite, entrando no repeater penalty a partir de 2027-28.
James Dolan tem mostrado disposição para pagar impostos altos. O time já deve cerca de US$ 45 milhões só nesta temporada. No entanto, o novo CBA pune fortemente quem fica acima do segundo apron por muito tempo. Ficar três anos seguidos pode custar a escolha na primeira rodada em 2034. O plano original era usar o desconto de Brunson para adiar o apron e ter flexibilidade. Agora, com o título conquistado, a prioridade é retenção.
Agentes livres: Prioridades para manter o grupo
Mitchell Robinson é o nome mais importante. O pivô tem direitos Bird completos. Ele é peça-chave na rotação, excelente como reserva para gerenciar carga física. Robinson foi mal pago no último contrato e deve atrair ofertas dos Lakers e Bulls. Os Knicks precisam priorizá-lo, mas a 24ª escolha pode ser usada para draftar um big man caso percam a briga.
Landry Shamet tem direitos Early Bird. É mais fácil mantê-lo. Aos 29 anos e com minutos limitados nos playoffs, ele deve ficar se o salário for razoável. Jose Alvarado tem opção de US$ 4,5 milhões. Ele vale mais, mas Tyler Kolek está pronto para crescer. Uma estratégia possível é fazer Alvarado optar e estender depois.
Mohamed Diawara, restricted free agent, é um caso complicado. Seus direitos Non-Bird limitam o aumento. Para pagar mais, os Knicks entrariam no segundo apron. Diawara mostrou potencial como ala defensivo. Perdê-lo seria um erro, mas manter todos os agentes livres exige sacrifícios.
Extensões e o futuro do núcleo
Karl-Anthony Towns pode ser estendido por valores altos, mas os Knicks devem negociar um contrato mais amigável, como fez Rudy Gobert em Minnesota. Aos 31 anos, Towns ainda é All-Star, mas o clube precisa equilibrar finanças. Josh Hart, aos 31 anos, tem estilo físico exigente. Se um titular precisar ser sacrificado, ele é o nome mais cotado.
Deuce McBride entra no último ano de contrato barato. Uma extensão de US$ 12-14 milhões anuais seria ideal. Mikal Bridges já tem contrato longo. Jalen Brunson, o grande herói, deve receber recompensa generosa pelo desconto anterior. Seu próximo contrato pode chegar a US$ 257 milhões em quatro anos.
Draft e reforços: Manter a profundidade
Com as 24ª e 31ª escolhas, o Knicks pode reforçar a rotação. Se perder Robinson ou Shamet, o draft vira prioridade para preencher vagas no garrafão e no perímetro. O time tem flexibilidade limitada, mas a experiência mostra que acertos certeiros bastam. Leon Rose construiu um campeão. Agora precisa navegar pelas restrições do CBA sem perder a identidade.
O objetivo é repetir o título
Os Knicks têm tudo para brigar novamente. Brunson no comando, Towns dominando o garrafão, Anunoby e Bridges na defesa, Hart na energia. O título de 2025-26 não foi acidente. Foi resultado de planejamento inteligente e cultura vencedora. Manter o núcleo intacto é o caminho. Mesmo caro, o investimento vale a pena.
A torcida vive o sonho. As ruas ainda celebram o desfile. Agora é focar no bicampeonato. Com Dolan disposto a pagar e Rose no comando, os Knicks têm janela aberta. O futuro é azul e laranja. Nova York quer mais um título. E este time tem fome de conquistar.
Foto: NBA.


