Na Libertadores de 2023, Germán Cano e John Kennedy foram alguns dos principais personagens do Fluminense. Seja com a liderança ou com os gols marcados, os dois jogadores deixaram o Tricolor Carioca na história da maior competição da América do Sul.
Campanha do Fluminense na Libertadores
O Fluminense começou a disputa na Libertadores no Grupo D. Com River Plate, Sporting Crital e The Strongest. Terminando como líder do grupo, com 10 pontos, teve a mesma pontuação que o time argentino. Em seis partidas, a equipe carioca perdeu duas vezes. A primeira foi para o time boliviano, por 1 a 0. Na rodada seguinte, foi superado pelo River, por 2 a 0. Ambos os jogos foram como visitante.
Nas oitavas de final, o adversário foi o Argentinos Juniors. Com o primeiro jogo na Argentina, as equipes empataram por 1 a 1. No Maracanã, os gols foram marcados apenas nos últimos minutos. Samuel Xavier e John Kennedy levaram o Flu para as quartas.
O novo oponente foi o Olimpia, contra quem o Fluminense teve total domínio. No Maracanã, o Fluzão venceu por 2 a 0 e foi para o Paraguai com uma boa vantagem. Só que, chegando lá, fez mais uma grande partida e conquistou nova vitória, dessa vez por 3 a 1.
Em uma semifinal brasileira, o Tricolor teve mais dificuldade. Contra o Internacional, Germán Cano foi o grande herói, marcando os dois gols em casa, empatando a partida, e depois fazendo o gol da classificação, no Beira-Rio. O primeiro confronto terminou em 2 a 2 e o segundo em 2 a 1.
Final contra o Boca Juniors

Em decisão de jogo único, a final foi no Maracanã. A partida foi tensa, mas Cano abriu o placar aos 36 minutos do primeiro tempo. O Fluminense se manteve à frente até os 27 do segundo tempo, quando Luis Advíncula empatou o confronto.
A decisão foi para a prorrogação e, com nove minutos, John Kennedy fez o segundo gol do Flu. O resultado deu a taça para o clube carioca pela primeira vez na história. O Boca Juniors ainda ficou com um a mais por alguns minutos, com a expulsão do camisa 9.
No entanto, Frank Fabra também recebeu o vermelho, pouco depois. Sem conseguir buscar o empate e forçar a disputa nos pênaltis, o clube argentino foi vice.
O dizinismo
Com o Fluminense comandado por Fernando Diniz, a equipe aplicava o ‘dizinismo’. O técnico vinha sendo questionado, antes de sua ida para o Tricolor, por não ter grandes resultados em sua carreira. No entanto, começou 2023 com o título do Campeonato Carioca.
Na Libertadores, seu estilo de jogo teve grande sucesso. Em 13 jogos, a equipe carioca só foi superada duas vezes, ambas ainda na fase de grupos. O técnico permaneceu no time a metade de 2024, conquistando também o título na Recopa Sul-Americana.
Seu sucesso foi tanto que, em julho de 2024, assumiu a Seleção Brasileira. De forma interina, comandou a equipe por apenas seis meses.
Herói improvável do Fluminense

Durante todo o ano, Germán Cano viveu uma incrível temporada com a camisa do Fluminense. Seus gols na Copa Libertadores não eram uma surpresa, mas já eram esperados pela torcida tricolor. Foram sete gols marcados a partir das oitavas, colocando o argentino ao nível de ídolo para os torcedores.
Mas John Kennedy apareceu como um herói inesperado. Reserva na maioria das partidas, ainda fez quatro tentos na fase final, com alguns sendo de extrema importância. Contra o Argentinos Juniors, anotou o último, garantindo a classificação.
Na semifinal contra o Internacional, entrou no intervalo e fez o gol de empate. Enquanto que, na decisão, só foi acionado nos últimos minutos do tempo regulamentar e marcou na prorrogação, dando o título ao time. Ainda foi expulso, deixando a partida com um ar ainda mais dramático.
Segurando o resultado até o fim, o Tricolor das Laranjeiras levou a taça que a torcida sonhava há tanto tempo.
Foto: Fluminense