Riquelme, Palacio e Palermo na Libertadores 2007
Futebol Libertadores

Lendas da Libertadores: o “último 10”, Juan Roman Riquelme, comandou mais uma vez o Boca Juniors, e ao lado da dupla Palermo x Palacios escreveu outro capítulo na história da competição!

O Boca Juniors é um dos maiores campeões da Copa Libertadores. Com seis títulos, está atrás apenas do Independiente. Em 2007, Riquelme comandou a equipe argentina até a última taça conquistada pelo clube. Ao lado de Palacio e Palermo, colocaram os xeneizes no topo da América do Sul mais uma vez.

Boca Juniors nos anos 2000

Foi um período de glórias para o Boca Juniors, principalmente na Libertadores. Em 2000 e 2001, o clube buscou o bicampeonato no torneio. No ano seguinte, teve a sequência interrompida, só que voltou a ser campeão em 2003. Foram três taças conquistadas em quatro anos.

Carlos Bianchi era o técnico e visto como o maior responsável pelo grande sucesso do time. Saiu em 2004 e, nos próximos anos, o Azul y Oro não conseguiu ganhar a taça de novo. Apesar disso, a equipe ganhou a Copa Sul-Americana no período, 2004 e 2005, além das Recopas em 2005 e 2006.

O clube também teve sucesso no âmbito nacional. Foram quatro títulos, em 2000, 2003, 2005 e 2006. Além de também ter conquistado duas Copas Intercontinental em 2000 e 2003.

Campanha na Libertadores de 2007

Riquelme comandou o Boca na Libertadores. Foto: Divulgação

Na fase de grupos, o Boca Juniors não foi tão dominante. Em seis jogos, a equipe argentina teve três vitórias, um empate e duas derrotas. Só que aplicou a maior goleada da edição, ao vencer do Bolívar, último colocado, por 7 a 0. O Toluca, do México, foi o líder do grupo, com Cienciano ficando em 3º.

Nas oitavas de final, enfrentou o Vélez Sarsfield, que tinha o mando de campo no segundo jogo. Mas o Boca aproveitou a partida em casa para abrir 3 a 0. Riquelme abriu o placar com apenas nove minutos e Palermo fez o segundo, enquanto Clemente Rodríguez finalizou. Na volta, o camisa 10 voltou a marcar, aos 32 do primeiro tempo. A derrota veio, por 3 a 1, mas avançou para as quartas.

O Libertad foi o próximo adversário e, de novo, a decisão seria na casa deles. Na La Bombonera, o time apenas empatou, com os paraguaios saindo na frente e Palermo deixando tudo igual no último minuto. Só que, em Assunção, Riquelme e Palacio fizeram um gol cada e deram a classificação para o clube argentino.

Pela primeira vez na fase final, o Boca Juniors iria decidir em casa. O Cúcuta Deportivo saiu na frente, por 3 a 1, e os argentinos precisaram da virada em Buenos Aires. Ela veio e com autoridade, com uma vitória por 3 a 0. Os camisa 9 e 10 voltaram a marcar e, cada vez mais, se classificavam como heróis do time.

Final contra o Grêmio

Diferente das outras partidas, o Boca Juniors teve facilidade contra o Grêmio. Na La Bombonera, a vitória veio por 3 a 0, abrindo uma boa vantagem para o jogo em Porto Alegre. Palacio fez o primeiro aos 18 minutos e Riquelme fez o segundo já na parte final. Patrício ainda marcou gol contra, aumentando o placar.

No Estádio Olímpico, o camisa 10 e um dos maiores ídolos do Boca fez os dois gols do jogo. Garantindo o sexto título do Xeneize na história do torneio. O primeiro veio apenas aos 23 do segundo tempo e o segundo aos 35.

No agregado, o Grêmio foi derrotado por 5 a 0 pelo Boca Juniors, não deixando dúvidas da superioridade argentina em campo.

Riquelme, Palacio e Palermo decisivos

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O trio Riquelme, Palacio e Palermo levaram o Boca ao título da Libertadores. Foto: Divulgação

Durante toda a campanha do Boca Juniors na Libertadores de 2007, os três jogadores foram os que mais apareceram. Riquelme marcou oito gols em 11 jogos, o capitão Palermo fez quatro em 12 e Palacio também anotou quatro, mas em 10 partidas.

Todos apareceram quando a equipe precisava e levaram o clube ao último título na Libertadores. Para a torcida, são ídolos do time, apesar de peso diferente para cada um.

Riquelme é, para muitos, visto como o maior ídolo do clube. Foi com o time que o ex-jogador conquistou três vezes a Liberta. Brilhando em campo, comandava toda a equipe e liderava, mesmo não sendo o jogador a usar a braçadeira nas partidas.

Já Palermo foi o capitão do clube na história campanha de 2007. El Loco terminou a sua carreira como centroavante como maior artilheiro do Boca Juniors. Ao todo, foram 237 tentos marcados, ajudando em duas conquistas na Libertadores. Além de diversos outros títulos, como a Sul-Americana, Recopa Sul-Americana e a Primera División.

Por fim, Palacio chegou apenas em 2005 e não disputou as outras edições da maior competição da América do Sul. No entanto, esteve presente para a Sul-Americana de 2005, três Recopa e três títulos nacionais.

Foto: Divulgação