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Liverpool desmorona e crise se agrava após goleada histórica do City

A goleada sofrida pelo Liverpool por 4 a 0 diante do Manchester City, no Etihad Stadium, não foi só mais uma derrota pesada na temporada. Foi um retrato claro de um time em crise, sem confiança e cada vez mais distante da versão dominante que encantou a Europa nos últimos anos.

A eliminação nas quartas de final da FA Cup marcou a 16ª derrota dos Reds na temporada, um número que por si só já explica o tamanho do problema. Mas mais do que os números, o que chama atenção são as sensações em campo: um time frágil, previsível e sem reação.

Para Arne Slot, o cenário é ainda mais preocupante. A queda vem justamente às vésperas de um confronto decisivo contra o Paris Saint-Germain pela Champions League, o que aumenta a pressão e reduz ainda mais a margem de erro.

De mentalidade forte a time vulnerável

Durante anos, o Liverpool de Jürgen Klopp ficou conhecido como um time que nunca desistia. A expressão “mentality monsters” não era à toa: a equipe tinha força mental para reagir em qualquer situação, principalmente nos jogos grandes.

Hoje, a realidade é completamente diferente. Mesmo com vários jogadores daquele elenco ainda presentes, o comportamento em campo mudou drasticamente. Basta um golpe para o time desmoronar.

Contra o City, isso ficou evidente. O Liverpool começou até bem, controlando a posse e criando algumas chances. Mas o pênalti cometido por Virgil van Dijk e convertido por Erling Haaland mudou tudo. A partir dali, o time simplesmente desapareceu.

O colapso e a falta de reação

Depois do primeiro gol, o Liverpool perdeu completamente o controle emocional. O segundo de Haaland, ainda no fim do primeiro tempo, praticamente matou o jogo. Na volta do intervalo, o terceiro gol veio rapidamente, e o quarto foi só consequência de um time já entregue.

As imagens dos jogadores cabisbaixos, andando em campo e sem reação, resumem bem o momento. Não há liderança, não há resposta, não há reação. É um time que aceita o golpe e não consegue se levantar.

Esse tipo de postura preocupa ainda mais pensando no que vem pela frente. Enfrentar o PSG em um cenário assim pode ser perigoso, principalmente contra um adversário que vive um momento oposto, de confiança e intensidade.

Salah simboliza o momento do time

Se existe um jogador que representa bem esse momento do Liverpool, esse nome é Mohamed Salah. Ídolo absoluto do clube, o egípcio vive seus últimos meses em Anfield e atravessa uma fase bem abaixo do que já mostrou.

Contra o City, Salah teve uma atuação apagada. Perdeu uma chance clara no início do jogo e ainda desperdiçou um pênalti, algo que tem se repetido com frequência preocupante.

A queda de rendimento é visível, e isso impacta diretamente o time. Durante anos, Salah foi o diferencial em jogos grandes. Hoje, já não consegue mais assumir esse papel com a mesma consistência.

Mercado mal conduzido cobra preço

Outro ponto que ficou evidente na derrota foi o impacto de decisões equivocadas no mercado. O Liverpool deixou passar nomes importantes e viu alguns deles brilharem justamente contra o clube.

Um exemplo claro é Marc Guéhi, que era alvo dos Reds e acabou reforçando o Manchester City. Sua atuação sólida reforça a sensação de oportunidade perdida.

Além dele, Antoine Semenyo também voltou a castigar o Liverpool, mostrando que poderia ter sido uma peça útil, principalmente pensando na sucessão de Salah.

Esses erros acumulados ajudam a explicar por que o elenco parece curto e desequilibrado em momentos decisivos da temporada.

Slot cada vez mais pressionado no Liverpool

A situação de Arne Slot começa a ficar insustentável. Mais do que os resultados, o que pesa é a forma como o time vem perdendo. Falta identidade, falta reação e, principalmente, falta evolução ao longo da temporada.

A torcida já começa a perder a paciência, e o ambiente nas redes sociais reflete isso. A confiança no trabalho do treinador caiu bastante, e a sequência de jogos decisivos pode ser determinante para o futuro dele no clube.

O confronto contra o PSG aparece como uma espécie de “última chance” para mudar a narrativa. Um bom resultado pode reacender a esperança. Uma nova derrota, principalmente com atuação ruim, pode acelerar decisões mais drásticas.

No fim das contas, a eliminação na FA Cup foi mais do que um tropeço. Foi um alerta claro de que o Liverpool precisa de mudanças urgentes — dentro e fora de campo — se quiser voltar a ser competitivo no mais alto nível.