O Liverpool recebeu o Fulham em Anfield buscando dar sequência ao bom momento iniciado na UEFA Champions League. A equipe vinha de uma vitória importante por 2 a 1 sobre o Atlético de Madrid, resultado que aumentou a confiança dos comandados de Iraola e reforçou a expectativa de uma reação também na Premier League.
Depois de um início de temporada abaixo das expectativas, o Liverpool via o confronto em casa como uma oportunidade de recuperar terreno no campeonato inglês. Com o apoio da torcida em Anfield, a equipe precisava transformar a empolgação pela vitória continental em uma atuação consistente diante de um adversário que ainda procurava seus primeiros pontos na competição.
O Fulham, por outro lado, chegava pressionado após um começo muito ruim na Premier League. Em duas rodadas disputadas, o time havia sofrido duas derrotas e ainda não conseguira apresentar o desempenho esperado. O duelo contra o Liverpool, portanto, representava uma chance de reação, mas também um desafio complicado diante de uma equipe embalada e jogando em seus domínios.
Equilíbrio marca o primeiro tempo entre Liverpool e Fulham

O Fulham criou a primeira grande oportunidade da partida após um erro na saída de bola do Liverpool. Alisson tentou encontrar Gravenberch com um passe, mas entregou a posse ao adversário. O Fulham aproveitou a pressão e Gonçalo Garcia finalizou com perigo, em um chute que tinha direção do gol. Porém, Jacquet apareceu muito bem e conseguiu tirar a bola em cima da linha, evitando a abertura do placar.
O Liverpool respondeu aos 22 minutos, quando Victor Munoz levou perigo após uma cobrança de escanteio. O atacante subiu mais alto que a defesa do Fulham e cabeceou com força, mas Leno fez uma defesa espetacular para impedir o gol dos donos da casa.
Apesar das oportunidades, o primeiro tempo foi marcado pelo equilíbrio. Nenhuma das equipes conseguiu dominar a posse de bola ou impor um volume claramente superior de jogo. O Liverpool terminou a etapa inicial com seis finalizações, enquanto o Fulham teve cinco chutes, números que refletiram a igualdade apresentada em campo.
Pouco criativo, Liverpool não passa de empate sem gols contra o Fulham
O equilíbrio visto no primeiro tempo permaneceu até a metade da etapa final. Até os 70 minutos, Liverpool e Fulham haviam registrado três finalizações cada, mas a postura das equipes começou a mudar. O Fulham passou a se preocupar mais em proteger o empate, enquanto o Liverpool aumentou a presença no campo ofensivo em busca da vitória. A mudança também apareceu na posse de bola, que naquele momento era de 63% para os donos da casa contra 37% dos visitantes.
Aos 71 minutos, o Fulham promoveu a entrada do ponta Kevin, buscando mais velocidade e força nos duelos individuais. No Liverpool, Barcola deixou o campo após uma atuação apagada. O atacante terminou a partida com apenas uma finalização sem perigo e uma chance criada, sendo substituído por Ngumoha.
Mesmo com maior controle territorial, o Liverpool continuou encontrando dificuldades para transformar a posse em oportunidades claras. Aos 74 minutos, Joshua King avançou em velocidade durante um contra ataque e preparou a finalização no canto de Alisson. O goleiro brasileiro precisou fazer uma grande defesa para evitar o gol do Fulham.
Na reta final, o Liverpool ainda teve uma boa oportunidade para sair na frente. Aos 90 minutos, Isak subiu bem após uma cobrança de escanteio e cabeceou buscando o canto de Leno. A bola, porém, passou rente à trave e manteve o placar zerado.
O jogo terminou em 0 a 0, resultado que refletiu a falta de criatividade ofensiva do Liverpool. As melhores chances da equipe surgiram principalmente em cruzamentos e chutes de fora da área, sem que o time conseguisse construir jogadas perigosas pelo chão. O Fulham, por sua vez, adotou uma postura mais cautelosa na parte final e saiu satisfeito com o empate conquistado em Anfield.
(Foto de capa: Liverpool)


