A reta final da Premier League apresenta dois cenários: a maturidade do Manchester City e as falhas do Arsenal
A vitória do Manchester City por 3 x 0 sobre o Chelsea, neste domingo (12), em pleno Stamford Bridge representou mais do que um triunfo. O resultado representou a evolução do time de Pep Guardiola em mais uma reta final de Premier League, em comparação ao Arsenal, líder do torneio.
Em busca de retomar o título inglês, o Manchester City apresenta uma modelo de jogo intenso, claro e organizado contra os rivais. A consequência é clara: a equipe está há nove jogos sem perder na Premier League. A vitória deste domingo é a prova de que a identidade está sendo executada com sucesso.
O modelo de jogo executado pelo City nesta fase da competição é o 4-3-3. Com uma dupla de pontas veloz, a equipe pressiona os adversários pelo lado, especialmente no segundo tempo, quando o cansaço é notável.
O próximo confronto do time será contra o líder Arsenal, no domingo (19), no Eithad Stadium. Ao contrário do Manchester City, os Gunners apresenta uma queda de rendimento. Isso porque, conquistaram um ponto dos últimos seis disputados, aumentando o status de decisão deste jogo.
O retorno da temporada 2022/23?
A derrota do Arsenal por 2 x 1 para o Bournemouth, em casa, trouxe de volta um preocupante pergunta que os Gunners não queria saber. Este resultado simbolizaria uma volta da temporada 2022/23?
Naquela edição da Premier League, o Arsenal abriu cinco pontos de diferença para o Manchester City na 32ª rodada, a mesma deste final de semana. Porém, os Citizens tiveram uma arrancada impressionante e conquistar mais um título da competição.
Outro fator frequentemente nas rodadas finais são as estatísticas dos técnicos Pep Guardiola e Mikel Arteta no mês abril. Enquanto o técnico do Manchester City apresenta 79% de aproveitamento, o treinador do Arsenal tem apenas 44%. O mês, fundamental para definir possíveis campeões, é marcado pela produtividade de Guardiola e e a ineficiência de Arteta.
Contudo, após o jogo contra o City, o Arsenal enfrentará cinco times classificados na segunda página da Premier League. Enquanto, os Citizens jogarão contra Everton e Brentford, clubes que lutaram por vaga em competições europeias.
A mescla do passado com o presente do Manchester City
A constante competitividade no Manchester City sob o comando de Pep Guardiola não surgiu aleatoriamente. Para esta temporada, a equipe não teve medo em se prender ao passado e renovou o elenco.
As chegadas de Donnaruma, Cherki, Guehi e Antoine Semenyo trouxeram vitalidade ao time. Afinal, todos estes titulares possuem idades inferiores a 27 anos. Ao mesmo tempo, relevam também as pressões do Manchester City nos segundos tempos dos jogos.
O alinhamento de jovens atletas com os ídolos dos Citizens, como Bernardo Silva, Haaland e Rodri, deram uma cara mais competitiva, segura e madura. A equipe já conquistou a Copa da Liga Inglesa e busca a tríplice coroa nacional, com a Premier League e a FA Cup.
A competitividade citada faz com que momentos instáveis vividos nesta temporada por Haaland e Rodri não tenham impactado no rendimento atual do City.
Guardiola não importa em ser considerado azarão
Além do pesado investimento, as conquistas recentes elevaram o patamar do Manchester City. Tais feitos fizeram com que a equipe de Pep Guardiola tornasse favorita em diversas competições.
Contudo, o estigma anterior de azarão traz saudade ao treinador. “Éramos os azarões e isso era perfeito. Agora é diferente e essa é uma mentalidade com a qual temos que trabalhar’.
Mesmo com esta nova mentalidade, o Manchester City não tem o costume de se afetar em partidas decisivas, principalmente na Premier League. Em uma declaração recente, o técnico destaca que a mais importante não são os resultados, e sim, a construção de uma reflexão positiva sobre a equipe.
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