O Manchester City voltou a movimentar o mercado da bola de forma impactante. O clube acertou a contratação de Elliot Anderson junto ao Nottingham Forest por 116 milhões de libras, valor que estabelece um novo recorde de transferência entre clubes britânicos.
Além de se tornar a negociação mais cara da história do futebol britânico, Anderson passa a ser também a contratação mais cara da história do Manchester City, superando os 100 milhões de libras pagos por Jack Grealish em 2021.
O meio-campista inglês, que também vem chamando atenção por suas atuações na Copa do Mundo de 2026, chega para um City que continua investindo pesado em uma ampla reformulação do elenco.
Com a negociação, o clube alcança a marca de 824 milhões de libras investidos em contratações ao longo dos últimos três anos.
Contratação de Anderson entra para a história da Premier League
O investimento coloca Elliot Anderson entre as maiores transferências já realizadas na história da Premier League.
O valor pago pelo Manchester City aparece atrás apenas das contratações de Alexander Isak, comprado pelo Liverpool por 125 milhões de libras, e de Florian Wirtz, também reforço do clube de Anfield por 116,5 milhões de libras.
Com isso, Anderson ocupa a terceira posição entre as maiores negociações da história da competição inglesa.
O City, por sua vez, quebra o próprio recorde de investimento em um jogador.
Até então, Jack Grealish era a contratação mais cara do clube, quando chegou do Aston Villa por 100 milhões de libras.
Agora, Anderson assume esse posto em um momento de mudanças importantes dentro do elenco.

Gastos do City seguem elevados no mercado
Desde o início da reformulação iniciada em 2023, apenas o Chelsea investiu mais dinheiro que o Manchester City entre os clubes ingleses.
Mesmo assim, o City continua entre as equipes que mais movimentam recursos na Premier League.
Na última temporada, o gasto líquido do clube chegou a 146,3 milhões de libras, o maior registrado desde 2017/18.
A contratação de Anderson representa mais um passo importante nesse processo e indica que a reconstrução do elenco pode continuar sob o comando do técnico Enzo Maresca.
Vendas ajudaram, mas elenco passou por grande transformação
Parte desse investimento foi compensada pelas vendas realizadas pelo clube nos últimos anos.
O Manchester City arrecadou valores importantes negociando jogadores formados nas categorias de base, embora algumas decisões tenham gerado questionamentos posteriormente.
Pep Guardiola, por exemplo, já admitiu que a venda de Cole Palmer para o Chelsea por 42,5 milhões de libras acabou sendo um erro.
Outro caso citado é o de Morgan Rogers, que passou quatro anos no City antes de seguir para o Middlesbrough e posteriormente ganhar destaque defendendo o Aston Villa.
Além deles, Liam Delap, James McAtee e Oscar Bobb também deixaram o clube depois de conseguirem espaço no elenco principal.
Ao mesmo tempo, diversos nomes experientes encerraram seus ciclos no Etihad Stadium desde 2023.
Entre eles aparecem Ederson, Kevin De Bruyne, Bernardo Silva, Kyle Walker, Ilkay Gündogan, Riyad Mahrez, Aymeric Laporte e João Cancelo.

City aposta em elenco mais jovem e intenso
A renovação também mudou completamente o perfil do elenco.
Na temporada 2024/25, cerca de 44% dos titulares do Manchester City tinham 29 anos ou mais.
Já na campanha seguinte, esse percentual caiu para apenas 19%, o menor registrado durante toda a era Guardiola.
A mudança transformou o City em uma das equipes mais jovens da Premier League.
Além da idade média mais baixa, o estilo de jogo também passou por alterações.
O time adotou uma postura mais direta e aumentou o número de tentativas de dribles em relação às temporadas anteriores sob o comando de Guardiola.
Elliot Anderson reforça novo perfil do Manchester City
Diversos jogadores da nova geração ganharam protagonismo na última temporada.
Entre eles aparecem Erling Haaland, Rayan Cherki, Jeremy Doku, Tijjani Reijnders e Nico O’Reilly, formado nas categorias de base do clube.
Outros atletas como Antoine Semenyo, Abdukodir Khusanov, Savinho e Omar Marmoush também se destacaram pelos números físicos, liderando estatísticas como distância percorrida, velocidade máxima e quantidade de sprints.
Elliot Anderson chega exatamente dentro desse perfil.
Na última temporada, o meio-campista terminou entre os líderes da Premier League em distância percorrida durante as partidas, ficando atrás apenas de James Garner, do Everton.
Agora, a expectativa passa a ser sobre os próximos passos do Manchester City.
Além de observar se o clube seguirá investindo no mercado, outro ponto de atenção será a evolução do modelo de jogo de Enzo Maresca e o impacto que a chegada de Anderson poderá ter no elenco, inclusive em relação ao futuro de Rodri, que vem sendo ligado a possíveis movimentações no mercado após sete temporadas defendendo o clube inglês.
Créditos da foto: Getty Images Sport.