Guardiola, Manchester City
Futebol Premier League

Manchester City permanece em “guerra” com a Premier League após divergências na Justiça

Nos bastidores da Premier League, o que já era ruim para o Manchester City, demonstra ter piorado. Após enviar uma carta direcionada aos outros 19 clubes do Campeonato Inglês e à Federação de Futebol da Inglaterra (FA), alegando serem “ilegais” as propostas de mudanças no regulamento da liga sobre acordos comerciais, informações do documento foram divulgadas na imprensa inglesa. Os clubes da Premier League votam na próxima sexta-feira as modificações.

Na carta, o Manchester City afirmou que os seus pares votarão “às cegas” as emendas propostas às regras de Transações entre Partes Associadas (APT). Elas foram inseridas na liga com o objetivo de evitar que os clubes obtivessem maiores receitas com acordos comerciais inflacionados.

Há pouco tempo, os Citizens tiveram uma disputa na Justiça contra a Premier League sobre esse assunto, no qual ambos os lados declararam vitória, porém, o Tribunal Arbitral se encarregou de esclarecer melhor a decisão do mês passado.

A Premier League também encaminhou uma carta aos outros 19 clubes, classificando as afirmações do Manchester City em torno da briga como “infundadas”. Há de se chamar a atenção para o fato de que muitos integrantes da liga inglesa terem obtido empréstimos recentes de seus proprietários, como o Everton.

Tal discussão das regras comerciais na Premier League é um caso paralelo ao “Julgamento do Século”, onde o Manchester City é acusado de 115 violações das regras de fair play financeiro.

As acusações da Premier League ao Manchester City

De acordo com uma apuração da Premier League, as supostas violações financeiras praticadas pelo City teriam sido registradas entre 2009 e 2018. O clube é acusado de ter violado as regras da liga que exigem a “melhor fé” na hora de declarar informações “que forneçam uma visão verdadeira e justa da posição financeira do clube”. Ao longo desse período, a equipe foi campeã do Campeonato Inglês em três edições, incluindo uma quebra de jejum de 44 anos sem títulos na liga.

A Premier League deu início às acusações em fevereiro de 2023, destacando uma série de regras que o Manchester City teria burlado por temporada. A liga citou a falta de transparência em informações com relação as receitas do clube (incluindo patrocínio) e os custos operacionais.

A comissão tem investigado também supostas violações no detalhamento sobre pagamentos de treinadores do City, entre as temporadas de 2009/10 e 2012/13. Nesse período, o treinador do time era o italiano Roberto Mancini.

A liga indica a ocorrência de possíveis problemas nas informações sobre a remuneração de jogadores nos contratos entre 2010/11 e 2015/16. Além disso, a acusação também possui infrações nas regras de sustentabilidade da Premier League e o regulamento no licenciamento da Uefa.

A Premier League cita possível quebra das suas regras, desde dezembro de 2018 até hoje, no que corresponde à cooperação com a própria liga para as investigações.