Neste sábado (20), o Manchester City venceu o West Ham por 3 a 0, no Etihad Stadium, em atuação segura e dominante. Com brilho de Erling Haaland, autor de dois gols, e de Tijjani Reijnders, os Citizens assumiram a liderança da Premier League de forma provisória e agora torcem por um tropeço do Arsenal na rodada. Do outro lado, o West Ham ampliou o jejum de vitórias e chega ao período natalino em clima amargo, afundado na zona de rebaixamento. Veja como foi a partida.
Bombardeio do Manchester City

A lógica da partida se confirmou logo nos primeiros minutos. Aos cinco, Erling Haaland abriu o placar ao aproveitar o rebote de Areola, em um lance que já sinalizava a noite complicada que o West Ham teria pela frente. O gol precoce deu ao Manchester City ainda mais conforto para impor seu jogo.
Durante todo o primeiro tempo no Etihad Stadium, os Citzens exerceram controle absoluto e foram superiores em praticamente todos os aspectos. A equipe de Pep Guardiola ditou o ritmo com larga vantagem na posse de bola, maior volume de passes e presença constante no terço final. Os Hammers, por sua vez, mal conseguiram ultrapassar a linha do meio-campo, sufocados pela pressão alta e pelas rápidas retomadas dos donos da casa ainda no campo ofensivo.
Nesse cenário de domínio, Reijnders e Cherki foram os grandes motores da equipe. A dupla articulava com fluidez, alternava posições e alimentava Haaland com passes verticais e precisos. O francês e o holandês também se destacaram sem a bola, participando ativamente das ações de recomposição e tornando o meio-campo adversário inoperante.
O reflexo foi um West Ham completamente enjaulado, incapaz de construir jogadas. Paquetá, principal articulador dos visitantes, tentou recuar para buscar o jogo entre Magassa, Potts e Mateus Fernandes, mas encontrou apenas congestionamento, frustração e erros forçados. Em uma dessas tentativas, o brasileiro demorou na tomada de decisão, teve o passe interceptado e iniciou a jogada do segundo gol. Cherki acionou Haaland, que serviu Reijnders para ampliar a vantagem com naturalidade.
Guardiola via sua equipe ser dona do jogo, sem permitir respiro ao adversário. Do outro lado, Nuno Espírito Santo se deparava com um cenário cada vez mais delicado. A vitória era fundamental para aliviar a pressão, afastar o time da zona de playoff do rebaixamento e encerrar um jejum que já durava desde 8 de novembro — objetivos que pareciam distantes diante do que se via em campo.
A vantagem construída foi totalmente condizente com a atuação dominante do Manchester City. O West Ham, inofensivo, sequer finalizou na etapa inicial e viu Areola ser vazado duas vezes, além de ainda precisar trabalhar em outras intervenções para evitar um placar mais elástico.
West Ham esboça reação, mas City responde e sela a vitória

A etapa final começou de forma diferente, com o West Ham chegando com perigo pela primeira vez. Para uma equipe que pouco teve a bola no primeiro tempo, forçar erros no campo adversário mostrou-se uma alternativa viável para criar chances. Assim, os Hammers construíram sua primeira oportunidade após uma roubada já no terço ofensivo — um “veneno” que haviam sentido antes do intervalo. A finalização de Mateus Fernandes, porém, saiu alta demais e passou longe da meta defendida por Donnarumma.
Com postura mais combativa e maior lucidez na circulação da bola, os visitantes encontraram mais facilidade para contra-atacar. O crescimento foi nítido e teve Jarrod Bowen como protagonista. Em duas oportunidades, o camisa 20 levou perigo: na primeira, venceu os zagueiros na velocidade e finalizou na rede pelo lado de fora; na segunda, após belo passe de Lucas Paquetá, chutou rente à trave direita do gol do City.
As chegadas consecutivas ligaram o sinal de alerta de Pep Guardiola. Inquieto à beira do campo, o treinador espanhol respondeu rapidamente com mudanças. As entradas de Khusanov, Rico Lewis e Savinho renovaram o fôlego do time e devolveram o controle aos mandantes.
O impacto foi imediato. Com o City novamente mais agressivo e ocupando o campo adversário, os espaços começaram a surgir nas costas da defesa londrina. Savinho arrancou em velocidade, serviu Haaland, que contou com a falha de Walker-Peters para marcar seu segundo gol na partida. O lance ampliou a vantagem e consolidou o norueguês como um verdadeiro carrasco do West Ham.
Com o terceiro gol, o Manchester City passou a administrar o jogo com tranquilidade, retomou o domínio territorial e controlou o ritmo até o apito final. A vitória foi construída com autoridade e premiou uma atuação consistente, garantindo aos Citzens três pontos fundamentais na briga pelo topo da tabela — ainda que de forma provisória.
Próximos compromissos
A Premier League só retorna após o Natal, e um possível tropeço do Arsenal pode servir como presente antecipado para o Manchester City, que sonha em manter a liderança. Na próxima rodada, os Citzens enfrentam o Nottingham Forest, fora de casa, no sábado, 27 de dezembro, às 9h30 (horário de Brasília).
Já o West Ham vive situação delicada. Com apenas 13 pontos, ocupa a 18ª colocação e segue pressionado na luta contra o rebaixamento. A equipe comandada por Nuno Espírito Santo recebe o Fulham no mesmo sábado, ao meio-dia, em mais um confronto decisivo.
Ficha técnica da partida
Local: Etihad Stadium, Manchester (ING)
Data: Sábado, 20 de dezembro de 2025
Hora: 12h (de Brasília)
Competição: 17ª rodada do Campeonato Inglês
Árbitro: Paul Tierney (ING)
Cartões amarelos:
• Manchester City: Nico González
• West Ham: Jarrod Bowen
Gol(s):
• Manchester City: Erling Haaland, 5’/1°T e 24’/2°T; Tijjani Reijnders, 38’/1°T
Manchester City: Donnarumma; Matheus Nunes, Ruben Dias, Gvardiol e O’Reilly; Reijnders (Lewis), Nico González (Khusanov) e Bernardo Silva (Mukasa); Cherki (Savinho) e Foden; Haaland. Técnico: Pep Guardiola.
West Ham: Areola; Walker-Peters; Kilman, Todibo e Scarles (Mayers); Magassa, Potts (Callum Wilson) e Mateus Fernandes (Guido Rodríguez); Lucas Paquetá (Soucek); Bowen e Summerville (Mavropanos). Técnico: Nuno Espírito Santo.
Créditos da foto de capa: Divulgação / Manchester City