Marcelinho Huertas, Brasil e EUA, Paris 2024
Olimpíadas Basquete

Olímpiadas 2024: Marcelinho Huertas se despede da seleção contra os Estados Unidos: “Vou lembrar sempre”

Com mais de duas décadas representando a seleção brasileira, Marcelinho Huertas anuncia o fim de seu ciclo no time. Após derrota contra a seleção dos EUA nessa terça-feira, o armador se despede aos 41 anos de idade e afirmou que o jogo pelas quartas de final da Olimpíadas de Paris foi especial e que ficará, para sempre, marcado em sua memória.

Um jogo que vai ser lembrado. Com o time que eles (Estados Unidos) vieram, chegar nessa situação. Terminar depois de mais de duas décadas, assim, vou lembrar sempre desse dia.

Aos 41 anos, Marcelinho Huertas optou por retornar à seleção pouco antes do Pré-Olímpico de Riga, onde o Brasil surpreendeu ao vencer a favorita Letônia e garantir sua vaga para Paris. O armador havia se despedido da equipe nacional após o Mundial de 2023.

Participando de sua terceira edição de Jogos Olímpicos, após ter jogado em Londres 2012 e Rio 2016, Marcelinho Huertas teve um desfecho memorável ao enfrentar os Estados Unidos com um elenco repleto de astros da NBA. Mesmo com a derrota e a eliminação, a experiência foi inesquecível para o veterano brasileiro.

Sensação que era um jogo especial, independente do resultado. Nossa ideia era jogar mais de igual para igual e levado o jogo mais amarrado para jogar mais pressão em cima do time deles. Mas eles fizeram um jogo muito completo, com muito acerto. Acabou que não competimos como queríamos.

Além das três participações em Olimpíadas, Huertas também competiu em cinco Copas do Mundo. Ele conquistou duas medalhas de ouro (no Pan-Americano do Rio-2007 e no Sul-Americano de Caracas-2006), além de dois títulos na Copa América e um vice-campeonato no mesmo torneio.

Marcelinho Huertas durante Brasil e EUA, Paris 2024
Marcelinho Huertas no duelo com os Estados Unidos — Foto: Wander Roberto/COB

Marcelinho afirma que Brasil sempre foi respeitado no basquete

Marcelinho Huertas sempre acreditou que a seleção brasileira era respeitada no cenário internacional. Ao final da partida contra os norte-americanos, o jogador saiu mancando, com dores no tornozelo direito.

A seleção, nestas duas últimas décadas, sempre foi muito respeitada fora do Brasil. A gente sempre deu a cara nas competições internacionais. Competiu de igual para igual com qualquer seleção que a gente enfrentou. Isso a gente tem que levar como legado e saber que a molecada mais nova, já está há um tempo, já tem experiência, demonstraram valor. Vão tomar relevo e nos defender no futuro.”

Foto: Aris MESSINIS / AFP