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Mastantuono renasce no Real Madrid no mês de janeiro; Confira

O começo de 2026 tem simbolizado um verdadeiro ponto de virada na trajetória do meia-atacante Franco Mastantuono no Real Madrid. Depois de uma primeira metade de temporada marcada por oscilações, o jovem argentino — contratado no segundo semestre de 2025, logo após o Mundial de Clubes, como uma das joias mais promissoras do futebol internacional — passou a assumir um papel mais relevante no elenco merengue neste mês de janeiro, correspondendo às expectativas e inaugurando uma nova fase de sua carreira na capital espanhola.

Mastantuono desembarcou no Real Madrid no verão europeu de 2025, após uma negociação que envolveu o pagamento de dezenas de milhões de euros ao River Plate — valor considerado histórico para um jogador argentino de sua idade — e firmou contrato válido até junho de 2031. A apresentação oficial aconteceu no dia em que completou 18 anos, em agosto daquele ano. Antes mesmo de vestir a camisa branca, já era apontado como uma das maiores promessas de sua geração, tendo defendido a seleção argentina e quebrado marcas de precocidade no clube de Buenos Aires.

Apesar do status elevado, a adaptação ao futebol europeu esteve longe de ser simples. Após um início animador, com presença frequente entre os titulares sob o comando de Xabi Alonso e atuações que evidenciavam seu talento natural, o argentino teve sua sequência interrompida por problemas físicos — especialmente uma pubalgia — que afetaram seu ritmo competitivo. Com isso, seus minutos diminuíram, passou a aparecer com mais frequência no banco de reservas e, em determinados momentos, sua permanência como titular foi colocada em dúvida pela imprensa esportiva europeia.

A mudança de cenário começou a se desenhar com a chegada de Álvaro Arbeloa ao comando técnico do Real Madrid. A saída de Xabi Alonso coincidiu com um período de instabilidade coletiva — marcado pela eliminação precoce na Copa do Rey e por críticas ao desempenho da equipe —, e muitos analistas já viam a temporada como potencialmente frustrante. No entanto, janeiro de 2026 se revelou um mês decisivo para o jovem argentino. Em partidas recentes, com destaque para a vitória expressiva por 6 a 1 sobre o Monaco, pela fase de grupos da UEFA Champions League, Mastantuono viveu uma noite simbólica.

O meia marcou seu primeiro gol na principal competição de clubes da Europa aos 18 anos, integrando uma escalação que buscava resgatar a confiança do Real Madrid em meio a um cenário turbulento. Além do gol, Mastantuono participou ativamente das ações ofensivas, contribuindo para o rendimento coletivo e sendo aplaudido pela torcida ao deixar o campo — um gesto que representou mais do que um momento individual, mas uma reconexão com os torcedores e com o próprio potencial.

O impacto dessa atuação vai além dos números. Embora o gol o coloque entre os jogadores mais jovens a balançar as redes pelo Real Madrid na Champions League, sua presença em campo ofereceu novas alternativas táticas ao treinador e ajudou a aliviar a carga sobre estrelas como Mbappé e Vinícius Júnior. A imprensa espanhola e internacional passou a tratar o desempenho de Mastantuono como um indício claro de amadurecimento e de maior entendimento das exigências impostas pelo clube mais vitorioso do século XXI.

Mais do que um lance isolado, trata-se de uma mudança de capítulo na carreira de um atleta que enfrentou desafios comuns a quem troca de continente e de ambiente competitivo antes mesmo de completar 19 anos. O mês de janeiro de 2026 — tradicionalmente crucial para ajustes e decisões estratégicas — tem funcionado como um impulso: um período em que Mastantuono conseguiu, com trabalho e maturidade acima da média, converter frustrações em oportunidades e recuperar protagonismo em um cenário tão exigente quanto o Santiago Bernabéu.

Se a ascensão do argentino continuará no Real Madrid, apenas o tempo poderá confirmar. Ainda assim, o que se observa até aqui é a reafirmação de um talento que não se deixou abalar por críticas ou dificuldades iniciais, demonstrando que, em um clube onde a paciência com jovens é limitada, desempenho e resiliência podem redefinir narrativas. O próximo compromisso de Mastantuono será neste sábado (24), às 17h (horário de Brasília), diante do Villarreal, no Estadio de la Cerámica, pela 21ª rodada de La Liga 2025/26.

Foto: Getty Images

Mastantuono terá mais oportunidades com Arbeloa no Real Madrid?

A evolução de Franco Mastantuono voltou a ganhar destaque neste início de 2026, especialmente após as recentes mudanças no comando técnico e o aumento de sua participação nas rotações do elenco. Com Álvaro Arbeloa assumindo a equipe em um momento de transição esportiva, cresce a expectativa em torno do espaço que o meia-atacante poderá ocupar na segunda metade da temporada.

Desde sua chegada, Mastantuono foi tratado internamente como um projeto estratégico de médio e longo prazo. Ainda assim, o processo de adaptação se mostrou mais complexo do que os valores envolvidos na negociação sugeriam. Entre lesões, concorrência intensa no setor ofensivo e a pressão por resultados imediatos, o argentino alternou bons momentos com períodos de menor protagonismo. Janeiro, contudo, marcou uma virada significativa, tanto em rendimento quanto em confiança.

A chegada de Arbeloa representa um novo elemento nesse contexto. Reconhecido por seu perfil formador e pela valorização de jovens desde os tempos nas categorias de base do clube, o treinador tende a enxergar Mastantuono não apenas como promessa, mas como peça funcional dentro de um processo de reconstrução coletiva. Em um elenco pressionado por resultados e desgaste físico, a utilização de atletas jovens passa a ser também uma necessidade prática.

Nos primeiros jogos sob o novo comando, Mastantuono apresentou evolução visível. Atuando com mais liberdade entre as linhas, participou ativamente da construção ofensiva, arriscou finalizações e mostrou intensidade sem a bola — aspecto que vinha sendo cobrado internamente. Essas características dialogam diretamente com a proposta de Arbeloa, que busca uma equipe mais dinâmica, participativa na pressão e fluida na circulação da posse.

Ainda assim, projetar uma titularidade absoluta seria prematuro. O Real Madrid segue contando com jogadores experientes e consolidados no ataque, e a hierarquia do elenco permanece como fator determinante. O cenário mais provável, ao menos no curto prazo, é o de um Mastantuono com minutos mais consistentes, especialmente em partidas de La Liga contra adversários de menor bloco defensivo ou em jogos que exijam alternativas técnicas ao longo dos 90 minutos.

Outro ponto favorável ao argentino é o calendário. Com múltiplas competições e a necessidade constante de rotação, Arbeloa precisará de opções confiáveis fora do núcleo principal. Ao demonstrar personalidade em partidas recentes, Mastantuono começa a se firmar como uma dessas alternativas. Para o clube, trata-se também de proteger um investimento esportivo relevante, acelerando sua adaptação ao mais alto nível.

Assim, a tendência indica que Mastantuono deve, sim, ganhar mais oportunidades sob o comando de Arbeloa, ainda que de maneira progressiva e controlada. Janeiro abriu uma porta que antes parecia apenas entreaberta. Cabe agora ao argentino sustentar o desempenho, compreender o ritmo do futebol europeu e transformar minutos em influência real dentro de campo. No Real Madrid, oportunidades surgem rapidamente — mas apenas permanecem aqueles que conseguem corresponder.

Foto: Getty Images

Após o gol contra o Monaco, Mastantuono pode ganhar mais espaço com a saída de Endrick para o Lyon

O gol marcado por Franco Mastantuono diante do Monaco, pela UEFA Champions League, pode representar mais do que um momento pontual de destaque individual. Em um Real Madrid que atravessa um período de ajustes e redefinições internas, a saída de Endrick para o Lyon surge como um fator capaz de alterar o equilíbrio do setor ofensivo — e o argentino desponta como um dos principais beneficiados desse novo cenário.

A transferência de Endrick, ainda em janeiro, deixou uma lacuna relevante no elenco. Embora o brasileiro não fosse titular absoluto, sua presença oferecia ao treinador uma alternativa de mobilidade, profundidade e agressividade ofensiva. Com sua saída em busca de mais minutos na Ligue 1, o Real Madrid perde uma opção de rotação imediata e, ao mesmo tempo, precisa redistribuir responsabilidades entre seus jovens talentos.

Nesse contexto, Mastantuono ganha protagonismo. O gol contra o Monaco, além do peso simbólico por ser seu primeiro na Champions pelo clube, funcionou como uma resposta direta às dúvidas sobre sua adaptação. O argentino demonstrou personalidade, inteligência tática e capacidade de decisão em um ambiente de alta exigência — atributos altamente valorizados em um clube onde as oportunidades são limitadas.

Com Álvaro Arbeloa apostando em um elenco mais equilibrado e disposto a dar continuidade a processos formativos, Mastantuono passa a ser visto não apenas como promessa, mas como opção concreta para atuar no ataque em diferentes funções, seja flutuando entre linhas, seja partindo dos lados em partidas mais abertas. A ausência de Endrick reduz a concorrência direta e amplia o espaço para testes e variações táticas.

Ainda assim, o processo tende a ser gradual. O Real Madrid costuma adotar cautela para não sobrecarregar jovens atletas, especialmente em um calendário exigente. Porém, com confiança renovada e um cenário mais favorável, Mastantuono tem diante de si a oportunidade real de transformar um gol decisivo em um passo importante rumo à consolidação no elenco principal.

(Foto: Getty Images)