Mirassol
Futebol Brasileirão

Mirassol dá sinais de esgotamento com Rafael Guanaes antes de estreia na Libertadores

No Estádio Campos Maia (popular Maião), o Red Bull Bragantino confirmou sua proposta reativa e venceu o Mirassol por 1 a 0 pela 10ª rodada do Brasileirão. Em um duelo de estilos bem definidos, a equipe de Vagner Mancini foi mais eficiente ao explorar transições e bola parada, enquanto o time paulista da casa voltou a esbarrar em um problema recorrente: muito volume, pouca efetividade, um problema que está marcando a temporada 2026 da equipe que foi a grande sensação do ano passado.

Mirassol repetiu o mesmo cenário da temporada inteira

Desde o início, o jogo apresentou um contraste claro. O Mirassol, organizado em 4-3-3, buscava controlar a posse com construção desde trás, laterais projetados e circulação paciente. Já o Bragantino, também em 4-3-3, adotava postura mais agressiva sem bola, pressionando alto e tentando encurtar o campo. Nos primeiros minutos, essa pressão visitante surtiu efeito. O Bragantino conseguiu forçar erros na saída adversária e criou as primeiras chegadas, principalmente com chutes de média distância e bolas alçadas na área.

Com o passar do tempo, porém, o Mirassol conseguiu ajustar a saída e passou a dominar territorialmente. A equipe de Rafael Guanaes até encontrou espaços pelos lados e começou a empurrar o adversário para trás, criando boas situações, inclusive um gol anulado por impedimento ainda no primeiro tempo.

Mesmo com maior posse e presença no campo ofensivo, o Mirassol repetiu um padrão que tem marcado sua campanha: dificuldade para transformar volume em chances claras. A equipe rondava a área, finalizava com frequência e utilizava cruzamentos como principal arma, mas pecava na definição das jogadas. Em uma das melhores oportunidades, Gabriel Pires acertou a trave já na segunda etapa, simbolizando a falta de precisão nos momentos decisivos.

Se o Mirassol controlava, o Bragantino era mais objetivo, e encontrou o gol justamente em uma de suas principais armas: a bola parada. Logo no início do segundo tempo, após escanteio, Lucas Barbosa desviou e Isidro Pitta apareceu bem posicionado para empurrar para as redes e fazer 1 a 0.

Após abrir o placar, o Bragantino mudou completamente sua postura e recuou demais as suas linhas, passando a defender em bloco médio-baixo, deixando a posse ao Mirassol, uma estratégia que ficou evidente ao longo da etapa final. Com isso, o time de Rafael Guanaes tentou acelerar muito suas jogadas pelos lados, com transições esporádicas como válvula de escape.

Mesmo pressionando, o time da casa não conseguiu romper a organização defensiva rival. Faltava infiltração, criatividade entrelinhas e maior qualidade nas decisões no terço final, sendo este um cenário que se repetiu mais uma vez em jogos do Mirassol na atual temporada.

O que esperar do Mirassol contra o Lanús?

Rafael Guanaes chegou a recusar uma oferta do Botafogo no início da temporada apostando na permanência da força do projeto do Mirassol, mas o time (que se desfez de algumas das peças principais) não conseguiu reposições no mesmo nível em relação à equipe titular, mostrando um domínio territorial sem nenhuma efetividade, dificuldade contra blocos baixos e vulnerabilidade em momentos decisivos.

É com esse cenário que o Maião receberá o Lanús nesta quarta-feira, o sexto colocado do Grupo A da Superliga Argentina, com apenas um ponto atrás do Boca Juniors.

Imagem: AGIF