O Chelsea está próximo de transformar Morgan Rogers no jogador britânico mais caro da história. Segundo o FootballTransfers, os Blues chegaram a um acordo com o Aston Villa por € 138 milhões, enquanto o atleta deve realizar exames médicos após retornar à Inglaterra e assinar um contrato de seis anos, com opção de extensão por mais uma temporada.
O valor da negociação naturalmente coloca uma grande responsabilidade sobre o jogador de 23 anos. No entanto, Rogers não chega apenas como mais um nome para aumentar as opções ofensivas do elenco. Suas características podem ter influência direta na maneira como Xabi Alonso pretende organizar o Chelsea em sua primeira temporada no comando da equipe.
Após terminar a última campanha na décima posição, o clube londrino precisa encontrar uma formação capaz de aproveitar melhor o talento disponível no grupo. Nesse cenário, Rogers pode ocupar diferentes funções, aproximar-se de Cole Palmer e também abrir espaço para que o treinador espanhol recupere um sistema que funcionou muito bem durante sua passagem pelo Bayer Leverkusen.
Morgan Rogers aumenta a disputa no ataque do Chelsea
Rogers chega a Stamford Bridge após uma temporada de números importantes pelo Aston Villa. Em 2025/26, o inglês disputou 55 partidas, marcou 14 gols e distribuiu 11 assistências considerando todas as competições. O desempenho despertou também o interesse do Arsenal, que chegou a ser considerado o favorito na disputa pela contratação. O jogador estaria aberto a defender os Gunners, porém a equipe de Mikel Arteta não aceitou atingir o valor exigido pelo Aston Villa. Com isso, o Chelsea encontrou espaço para avançar e fechar um acordo que, caso seja confirmado nos termos divulgados, representará um novo recorde no futebol britânico.
A chegada de Rogers oferece a Xabi Alonso uma peça com capacidade para atuar mais centralizada, próxima do atacante, mas também começando as jogadas pelo lado esquerdo. Essa versatilidade pode ser importante para uma equipe que ainda precisa encontrar a melhor forma de reunir seus principais jogadores ofensivos.
Em uma formação com três defensores, Cole Palmer e Morgan Rogers poderiam atuar atrás de João Pedro. A ideia permitiria que os dois meias recebessem a bola em posições mais próximas da área, sem a obrigação de permanecer abertos durante toda a partida. Palmer já é a principal referência técnica do Chelsea, enquanto Rogers poderia dividir com o amigo a responsabilidade pela criação.
Por outro lado, a contratação também aumenta a concorrência para Estêvão. O brasileiro pode começar a temporada como uma alternativa no banco caso Alonso escolha o 3-4-3 como esquema principal. Ainda assim, isso não significa que o jovem ficará sem espaço. No 4-2-3-1, formação utilizada pelo Chelsea durante a temporada passada, Estêvão poderia entrar pela direita, com Rogers aparecendo pelo lado esquerdo e Palmer centralizado. Desta forma, Alonso teria quatro jogadores ofensivos em campo, contando ainda com João Pedro na referência do ataque.
O desafio neste cenário será encontrar equilíbrio. O Chelsea reúne atletas de muita qualidade com a bola, porém precisará evitar que todos busquem os mesmos espaços. A capacidade de Rogers para circular por diferentes regiões pode ajudar justamente neste ponto, oferecendo ao treinador mais possibilidades para alterar o time durante as partidas.
Xabi Alonso pode recuperar formação utilizada no Leverkusen
Embora ainda não exista uma confirmação sobre o sistema que será utilizado por Xabi Alonso, o 3-4-3 parece oferecer caminhos interessantes para o atual elenco do Chelsea. A formação teve grande importância no trabalho do espanhol pelo Bayer Leverkusen e aproveitaria jogadores que já possuem características adequadas para funções específicas. Na defesa, Reece James poderia atuar como zagueiro pelo lado direito. O capitão do Chelsea enfrentou muitos problemas físicos nos últimos anos, e uma posição um pouco mais conservadora talvez diminuísse a necessidade de percorrer todo o corredor durante os 90 minutos.
Levi Colwill poderia ficar centralizado, enquanto Jorrel Hato completaria a linha defensiva pelo lado esquerdo. Com três zagueiros, a equipe ainda teria uma proteção maior para que os alas avançassem com frequência.
Marco Palestra e Geovany Quenda aparecem como opções para ocupar os lados do campo. Ambos possuem experiência na função de ala e poderiam oferecer a velocidade exigida pelo sistema de Alonso. Pedro Neto também seria uma alternativa pela esquerda, principalmente em partidas nas quais o Chelsea precisasse adotar uma postura mais ofensiva.
No meio-campo, Moisés Caicedo e Enzo Fernández continuariam como os nomes principais. A dupla nem sempre conseguiu apresentar o equilíbrio esperado desde que passou a atuar junta, mas a presença de três defensores poderia oferecer maior segurança para que os dois jogadores participassem mais da construção.
Neste cenário, a venda de Andrey Santos ao Manchester United também diminui as opções disponíveis para o setor, o que fortalece a tendência de Caicedo e Enzo começarem a temporada como titulares.
Enquanto isso, até mesmo a situação do gol parece encaminhada. Apesar das dúvidas recorrentes sobre a posição, o Chelsea não demonstra intenção de buscar um novo goleiro neste momento. Robert Sánchez deve permanecer como titular, enquanto Filip Jørgensen é apontado como um possível nome de saída. Mike Penders, que teve uma passagem por empréstimo pelo Strasbourg, pode ganhar espaço como concorrente do espanhol.
Rogers, portanto, chega a um Chelsea que precisa ser reorganizado após uma campanha decepcionante. O investimento de € 138 milhões aumenta a cobrança sobre o inglês, porém também oferece a Xabi Alonso uma peça capaz de participar de diferentes versões da equipe.
No 3-4-3, o reforço pode atuar próximo de Palmer e João Pedro. No 4-2-3-1, aparece como opção pelo lado esquerdo, permitindo a entrada de Estêvão. Mais do que encaixar Rogers em uma posição, o novo treinador terá que descobrir como transformar tantas opções ofensivas em um time equilibrado e competitivo.
Créditos da foto de capa Getty Images.