Naná Silva fez a sua estreia em quali de uma WTA 1000 nesta segunda-feira (20). Presente no Madrid Open por um convite, a promessa de 16 anos enfrentou Daria Snigur (98ª). A ucraniana de 24 anos, tanto pela idade quanto pelo ranking, era a clara favorita e venceu por 2 a 0, parciais de 7/5 e 6/1.
A derrota, contudo, não era o que mais interessava para a jovem brasileira. Estar presente em um torneio dessa grandeza já é um excelente passo para a sua evolução. No Brasil, por não ter tantas competições do circuito principal da WTA, e também da ATP, os tenistas sofrem para crescer no ranking.
Jovens de países da Europa ou dos Estados Unidos conseguem essa evolução mais cedo e com mais facilidade, exatamente por conta dos convites distribuídos. Um bom exemplo é a presença de Learner Tien na primeira rodada do US Open desde 2022, quando tinha apenas 16 anos. Até hoje, o tenista ainda não conquistou uma vitória no Grand Slam em Nova York.
Entretanto, só de estar presente, já é algo para se aprender e até se acostumar com esses ambientes. E Naná Silva teve essa oportunidade pela primeira vez.

Naná Silva perdeu no Madrid Open
Essa foi apenas a segunda vez que Naná Silva enfrentou uma top 100. Na segunda rodada do SP Open de 2025, a jovem havia sido superada por Solana Sierra, por 6/0 e 6/4. Agora, a partida foi um pouco mais complicada para Snigur, que chegou a ser quebrada pela brasileira.
No terceiro game do primeiro set, a paulista ainda salvou um break point, mas sofreu e quebra. Ficando atrás no placar, empatou ao quebrar no sexto game. Contudo, a promessa brasileira teve muita dificuldade ao longo de todo o jogo. A adversária não lhe dava ritmo no confronto, atrapalhando muito a adolescente.
Dessa forma, foi quebrada mais uma vez, no 11º game e, na sequência, viu a oponente fechar o set. Já na segunda parcial, Naná não conseguiu fazer muito e, mesmo salvando break points, ficou 4/0 atrás. Com a longa desvantagem, não foi capaz de uma reação e sofreu a derrota em sua estreia.
O duelo foi difícil para a brasileira e também não estava nos melhores dias com seu serviço. Apenas 44% do primeiro saque entrou em quadra, um número bem abaixo do seu normal. Além disso, conquistou somente 67% dos pontos no primeiro serviço e 42% no segundo.

Experiência que vale a pena
Não era o resultado desejado, apesar de, nessa idade, não importar tanto já que o foco maior é no seu futuro. Ainda, Naná Silva já está presente no ranking da WTA e é a atual 684ª do mundo. Sua presença no Madrid Open era mais para ganhar experiência, e foi o que fez.
A paulista vem de um crescimento enorme no último ano. Cada vez mais inserida em torneios profissionais, é preciso continuar essa transição em competições maiores, como um WTA 1000. O wild card vem somente para isso, sem ter qualquer pressão por uma vitória já na sua estreia.
Agora, é continuar com o seu trabalho, intercalando entre o juvenil e o profissional. Sua evolução em quadra já é notável e, com o tempo, irá continuar subindo no ranking. Ainda com 16 anos, não há pressa para que isso aconteça, mas também é importante notar que não se trata de etapas sendo ‘puladas’.
Para crescer, também preciso colocar as promessas em novos desafios e permitir uma análise sob esse cenário. A derrota não importa tanto, mas sim a sua postura e os erros cometidos, para então fazer as correções. Naná Silva segue fazendo um excelente caminho para seu sucesso no futuro.
Foto: Luiz Candido/Agência Brasil



