A offseason do Orlando Magic já começou com a demissão do treinador Jamahl Mosley após cinco temporadas. O anúncio não pegou muitas pessoas de surpresa, até porque o técnico falhou ao comandar o time além da primeira rodada dos playoffs da NBA (três eliminações seguidas na primeira fase).
Mosley teve seus méritos ao transformar o Orlando Magic em uma equipe competitiva nos últimos anos, porém vinha sendo criticado por seu trabalho nesta temporada, ainda mais na reta final da temporada regular. Agora o Magic buscará um novo nome para comandar a equipe na próxima temporada. Mas esse não é o único tópico importante
O Orlando Magic teve uma atuação inconstante, para dizer o mínimo, em toda a temporada. De fato, a equipe mais decepcionou do que qualquer outra coisa, inclusive no play-in (derrota vergonhosa para o Philadelphia 76ers). Foi nesse momento, por sinal, que o time acordou.
Eles massacraram o Charlotte para garantir a última vaga nos playoffs da Conferência Leste, deram um golpe certeiro no Pistons, que havia conquistado 60 vitórias na temporada regular, em uma vitória surpreendente fora de casa no Jogo 1, venceram os Jogos 3 e 4 em casa e deixaram o time com a melhor campanha da temporada regular em apuros.
Tudo se encaixou. Depois de sair do top 5 defensivo pela primeira vez desde 2023, o Magic tornou-se repentinamente impenetrável. Uma temporada irregular para Paolo Banchero culminou em mais uma forte série de playoffs. Anos de dados de escalação sugerindo que o Magic era melhor ofensivamente quando Banchero e Franz Wagner jogavam separadamente se inverteram em uma série contra o Detroit, na qual o Magic registrou um ótimo rating ofensivo de 115,6 quando eles compartilharam a quadra. Era tudo o que o Magic esperava que este time pudesse ser. E então, tudo acabou.
Wagner sofreu uma distensão na panturrilha. O melhor defensor de Cade Cunningham, do Orlando, desapareceu repentinamente e, como era de se esperar, o astro do Detroit marcou 45 pontos no Jogo 5. O Magic começou bem o Jogo 6, mas desmoronou sem Wagner criando jogadas ofensivas. Marcaram apenas 19 pontos no segundo tempo e perderam o último jogo em casa. No Jogo 7, no domingo, o Magic estava pronto para virar abóbora. Sua temporada terminou da mesma forma que começou e permaneceu até meados de abril: em profunda decepção. E agora?

Futuro do Orlando Magic
Diferente de outros times de jogos da NBA, o Orlando Magic não tem muito tempo. Após adquirir Desmond Bane, o Magic se preparou para uma folha salarial gigantesca em um futuro muito próximo. Bane e Wagner têm contratos máximos de novato. Jalen Suggs não está muito atrás. E mais três jogadores estão prestes a ter seus contratos significativamente mais caros: Paolo Banchero (US$239 milhões), Wender Carter Jr. (US$58,6 milhões) e Anthony Black (quer renovar; US$20 milhões anuais).
A projeção é de que o Orlando Magic tenha apenas cerca de US$ 4 milhões de espaço abaixo da segunda linha da cesta na próxima temporada, com apenas 12 jogadores no elenco. Eles têm maneiras de gerar mais espaço, principalmente dispensando Jonathan Isaac, que tem contrato parcialmente garantido, mas quando uma hipotética extensão de contrato de Black entrar em vigor para a temporada 2026-27, não haverá como contornar a segunda linha da cesta.
E ainda há as dúvidas em torno do futuro de Paolo Banchero, Jalen Suggs e Franz Wagner. Banchero deixou boa impressão com sua atuação nos playoffs, mas ainda é inconstante. Wagner tem problemas físicos e ficou de fora no momento mais importante, e Suggs também não passa muita confiança. Ambos, por sinal, não são arremessadores confiáveis.
Já pensando na próxima temporada, Billy Donovan é um nome que interessa bastante ao Orlando Magic. O treinador está livre no mercado e já chegou perto de assinar com Orlando em 2007. E como toda equipe que foi eliminada dos playoffs atualmente, por que não pensar em Giannis Antetokounmpo?
O Orlando Magic tem uma base interessante para a próxima temporada, porém tem muitas dúvidas importantes e pouco tempo para aproveitar o atual elenco. Os próximos meses serão decisivos para o sucesso da equipe.
(Foto principal: AP)