Obviamente afirmarmos que a escolha de Ange Postecoglou para assumir o Nottingham Forest foi um erro absurdo de planejamento considerando a ruptura brusca com o estilo de jogo que fez essa equipe triunfar na Premier League durante os últimos anos e sua demissão (mesmo precoce) foi bem acertada para não comprometer o restante da temporada. Por outro lado, existam enormes expectativas sobre qual seria o próximo técnico e Roberto Mancini (que teve seu nome ventilado pelo última vez quando conversou com o Botafogo no início deste ano) chegou a negociar um contrato nos últimos dias, mas quem ganhou a concorrência foi Sean Dyche.
Nottingham Forest voltou a vencer com saída de Postecoglou
A estreia de Sean Dyche no comando do Nottingham Forest aconteceu da melhor forma possível com vitória por 2 a 0 sobre o Porto (atual líder do Campeonato Português) em confronto válido pela fase de liga da UEFA Europa League, encerrando uma sequência indigesta de jogos sem vencer. O que podemos ver em campo foi exatamente o que se esperava, um retorno à abordagem de Nuno Espírito Santo com bastante objetividade na troca de passes no ataque (sem controlar muito a posse de bola) e sustentação tática priorizando o jogo defensivo.
Existe uma preocupação enorme dessa comissão técnica em criar apenas chances reais de gol quando ocupa o campo ofensivo, mas Sean Dyche prioriza que seus times avancem rapidamente somente quando ocorre a recuperação da pose de bola em seu próprio campo, sendo essa uma característica que atende diretamente às funções que o elenco do Nottingham Forest já cumpria anteriormente.
A formação tática preferida do novo técnico consiste no 4-4-2, sendo esta uma variação muito sutil em relação ao 4-2-3-1 utilizado pelo Nottingham Forest em seus melhores momentos nos últimos anos, pois isso não altera em nada a preferência por fugir do padrão atual da Premier League que consiste em longas sequências de posse de bola. Inclusive, quando foi comandado por Nuno Espírito Santo na temporada passada, foi uma das equipes mias diretas do campeonato, sendo extremamente oposto por exemplo ao Manchester City de Pep Guardiola.
Considerando que estamos atravessando uma temporada de Premier League em que algumas ideias de jogo mais direta (como arremessos laterais para dentro da área, menos tempo de bola rolando e quantidade surpreendente de faltas acima da média), existe a possibilidade de que o Nottingham Forest possa alcançar voos maiores a partir deste fim de semana.
Os jogadores que podem ganhar pontos no Nottingham Forest
Por fim, vale destacar alguns jogadores que tendem à ganhar muito com Sean Dyche, sendo Chris Wood o mais candidato à este quesito por já ter trabalhado anteriormente com a nova comissão técnica, pois o centroavante de 33 anos é muito ágil com a bola e importante no aspecto defensivo para evitar bolas aéreas. Nas laterais, Dan Ndoye deve cumprir bem a função de neutralizar seus marcadores adversários por conta de sua enorme resistência física durante os jogos, sendo um do atletas que mais percorrem o campo na atual temporada do Nottingham Forest. No ataque, Igor Jesus (ex-Botafogo) pode vira a ganhar mais espaço, mas precisará superar as concorrências de Morgan Gibbs-White e James McAtee.
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