Gabriel Medina começou a terça-feira desanimado, mas terminou o dia com um sorriso em Teahupo’o. Após uma semifinal frustrante contra o australiano Jack Robinson, na qual teve a oportunidade de surfar apenas uma onda, o tricampeão mundial de surfe garantiu a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos ao vencer o peruano Alonso Correa, com o mar em condições mais favoráveis.
Depois de assegurar seu lugar no pódio das Olimpíadas de Paris, o brasileiro preferiu comemorar a conquista, em vez de lamentar as difíceis condições do mar na etapa anterior.
Treinei bastante esse ano para isso. Claro que o que faltava era a medalha de ouro, mas sou medalhista olímpico. Estou muito feliz pelo meu trabalho. Sinto que merecia muito essa medalha. Sou apaixonado pelo meu país. Estou feliz de ter representado ele muito bem. Hoje vai rodar essa imagem com a medalha no peito.
— afirmou em entrevista à TV Globo.
Prejudicado pelo mar na semi, Medina destaca a conquista do bronze
Gabriel Medina optou por não se alongar sobre as condições do mar durante a semifinal. Em vez disso, escolheu destacar a conquista da medalha de bronze como forma de encerrar sua participação no Taiti. Ele reconheceu que o mar já lhe trouxe muitas alegrias, e que é preciso saber lidar com ele.
Já me deu muita alegria esse mar. Faz parte. Temos de saber lidar com o mar. Infelizmente, a primeira bateria teve poucas ondas, mas faz parte do esporte.”
Fico feliz, porque dei meu melhor. É isso que importa, independentemente do resultado. Começou triste, mas terminou bem. Fico feliz, amarradão.”
— encerrou Gabriel Medina, tricampeão do mundo de surfe e agora medalhista olímpico.
Participações de Medina em Jogos Olímpicos
Participando pela segunda vez dos Jogos Olímpicos, Gabriel Medina subiu ao pódio pela primeira vez, na edição de Paris. Em Tóquio 2020, o surfista brasileiro foi eliminado em uma bateria controversa na semifinal contra o japonês Kanoa Igarashi, o que gerou reclamações sobre as notas atribuídas pelos juízes.
Na disputa pelo bronze, Medina foi derrotado pelo australiano Owen Wright, ainda abalado pela semifinal. Quatro anos depois, apesar das condições adversas do mar na Polinésia Francesa e uma bateria quase sem ondas contra Jack Robinson, o brasileiro conseguiu se recuperar e alcançar o pódio, fechando um capítulo de sua carreira de forma honrosa.
Foto: William Lucas/COB.