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Olimpíadas: Piu revela detalhe que pode ter tirado medalha de prata

O brasileiro Alison dos Santos repetiu o resultado das últimas Olimpíadas ao conquistar a medalha de bronze na final dos 400 metros com barreiras no Stade de France, na última sexta-feira (9). Ele cruzou a linha de chegada apenas vinte centésimos atrás do norueguês Karsten Warholm, que ficou com a medalha de prata em Paris.

Em entrevista ao canal de TV por assinatura SporTV, Alison revelou um detalhe que poderia ter feito a diferença para que ele conquistasse a medalha de prata nas Olimpíadas, mencionando o impacto na última barreira da prova.

“Eu bati feio na última barreira. Faço com 13 passadas, uma quantidade confortável, mas acabei chegando muito perto da barreira. Meu joelho está inchado, está doendo, mas é a vida. Nessa batida, perdi um pouco de velocidade, aquela coisinha pequenininha que fez a diferença entre o bronze e a prata. Mas estou no pódio e feliz com o meu resultado”, destacou o medalhista de bronze.

Prova repete pódio das Olimpíadas de Tóquio

O pódio desta edição foi o único que repetiu os mesmos atletas que ganharam medalhas nos últimos Jogos de Tóquio, com a única diferença sendo a medalha de ouro, que naquela ocasião foi de Warholm, e desta vez ficou com o americano Rai Benjamin.

Para Alison, a repetição não foi por acaso, já que durante todo o ciclo olímpico, os três atletas dominaram as etapas da Diamond League na prova.

“Foi o mesmo pódio porque o que estamos fazendo com essa prova é surreal, elevando o nível dos 400 metros com barreiras de tal maneira que os três eram favoritos a ganhar a medalha de ouro. A conversa era: ‘eles já são o pódio’, agora é saber quem vai ficar com qual medalha”, destacou o brasileiro, que ainda projeta a manutenção dessa hegemonia até as próximas Olimpíadas em 2028.

“Eu acho que em 2028 não vai ser muito diferente. Vai ser a gente de novo brigando por essa medalha. Obviamente, novos atletas estão chegando muito bem, mas a gente se acostumou a estar nesse lugar, se acostumou a dividir o pódio. Ter essa rivalidade é muito bom para o esporte, é muito bom para a nossa prova”, concluiu.