A australiana Ariarne Titmus, uma das maiores nadadoras dos últimos Jogos Olímpicos, vencedora da prova dos 400 metros livres em Paris e dona de cinco medalhas olímpicas em seu currículo, não poupou críticas à organização das Olímpiadas na capital francesa, realizados no último mês.
A atleta revelou que a vila olímpica oferecia condições muito precárias aos competidores em uma entrevista ao programa The Project de uma TV australiana e foi direta nas críticas à estrutura dos alojamentos.
“A vila não é tão glamorosa quanto as pessoas pensam. O banheiro do meu apartamento é maior que a sala de estar do quarto da Vila Olímpica dividido por atletas. Nossos lençóis foram trocados depois da primeira noite em que estávamos lá e não foram mais trocados até sairmos da Vila. Estávamos vivendo na sujeira.”
Atletas forçavam situação para mais papel higiênico
Titmus revelou ainda que ela e suas colegas de quarto tiveram que mentir para a organização sobre o número de seus quartos para conseguirem uma maior quantidade de papel higiênico.
“Tivemos que mentir sobre sermos colegas de quarto para conseguirmos mais papel higiênico. O papel higiênico acabava e eles nos davam um rolo para quatro dias, para o apartamento inteiro.”
Críticas recorrentes dos atletas das condições em Paris
A higiene e a estrutura da vila olímpica e dos restaurantes de Paris foram muito criticadas pelos atletas que estiveram na competição. Vários atletas reclamaram da comida, inclusive relatando a presença de larvas nas proteínas no restaurante, como foi dito pelo britânico Adam Peaty na última semana, além da ausência de ar-condicionado nos quartos e da falta de conforto nas camas.
O nadador italiano Thomas Ceccon foi visto dormindo no gramado da vila olímpica, alegando que o calor dos quartos e o barulho nos corredores tornavam o descanso mais difícil do que no jardim.