A Copa do Mundo de 2026 vem revelando diversos protagonistas, mas poucos têm chamado tanta atenção quanto Michael Olise. O atacante da França chega às oitavas de final vivendo o melhor momento de sua carreira e muito próximo de alcançar uma marca que permanece intacta há mais de cinco décadas. Depois de distribuir mais duas assistências na vitória por 3 a 0 sobre a Suécia, o jogador alcançou cinco passes para gol em apenas quatro partidas e agora está a apenas uma assistência de igualar um recorde histórico de Pelé.
Mais do que os números individuais, Olise simboliza uma das principais virtudes da seleção francesa nesta Copa do Mundo: a capacidade de criar oportunidades constantemente para um ataque repleto de estrelas. Atuando ao lado de Kylian Mbappé, Bradley Barcola e Désiré Doué, o jogador do Bayern de Munique tornou-se uma peça fundamental na construção ofensiva da equipe comandada por Didier Deschamps.
O momento vivido pelo francês também reforça por que a França chega às fases decisivas como uma das grandes favoritas ao título.
Cinco assistências em quatro jogos colocam Olise entre os maiores da história

Poucos jogadores conseguem produzir números tão expressivos em uma Copa do Mundo.
Em apenas quatro partidas disputadas, Michael Olise distribuiu cinco assistências, marca que o coloca ao lado de alguns dos maiores nomes da história do futebol mundial.
Na vitória sobre a Suécia, pelas oitavas de final, o meia-atacante participou diretamente da construção do resultado ao dar um passe preciso para Bradley Barcola marcar e, pouco tempo depois, encontrar Kylian Mbappé com outro lançamento de alta qualidade.
Com esse desempenho, Olise chegou à marca de cinco assistências na competição e ficou a apenas uma de igualar Pelé, que distribuiu seis passes para gol durante a histórica campanha do Brasil na Copa do Mundo de 1970.
O feito do Rei ganha ainda mais importância quando analisado em perspectiva.
Pelé registrou apenas seis assistências ao longo de toda a sua carreira em Copas do Mundo, e todas aconteceram justamente naquele torneio disputado no México, quando também marcou quatro gols e liderou o Brasil rumo ao tricampeonato mundial.
Durante 56 anos, nenhum jogador conseguiu alcançar essa marca.
Agora, Olise terá essa oportunidade diante do Paraguai.
Caso distribua mais uma assistência, entrará definitivamente para a história das Copas do Mundo ao lado do maior jogador da história do futebol brasileiro.
O entrosamento com Mbappé transforma o ataque francês

Embora o recorde individual chame atenção, boa parte do sucesso de Olise está diretamente ligada ao funcionamento coletivo da França.
A equipe de Didier Deschamps talvez possua o setor ofensivo mais completo desta Copa do Mundo.
Kylian Mbappé vive mais uma competição extraordinária e aparece entre os artilheiros do torneio. Bradley Barcola cresce a cada partida, enquanto Désiré Doué amplia ainda mais as opções ofensivas da seleção.
Nesse contexto, Olise desempenha uma função diferente.
Mais do que finalizar, ele é responsável por criar espaços e encontrar companheiros em condições ideais para concluir as jogadas.
Os números comprovam essa importância.
Grande parte das assistências distribuídas pelo jogador nasceu de passes em profundidade ou lançamentos que exploram a velocidade dos atacantes franceses.
Com jogadores capazes de atacar os espaços rapidamente, qualquer passe preciso de Olise possui enorme potencial para terminar em gol.
Não por acaso, a França marcou pelo menos três gols em todas as quatro partidas disputadas nesta Copa do Mundo.
A capacidade da equipe de transformar posse de bola em oportunidades claras explica por que muitos especialistas apontam os franceses como o ataque mais eficiente da competição.
Além de Pelé, Messi e Maradona também entram no radar

O objetivo imediato de Michael Olise é igualar o recorde de Pelé.
Entretanto, se a França continuar avançando na competição e o jogador mantiver o ritmo atual, outro feito histórico poderá entrar em discussão.
Os maiores garçons da história das Copas do Mundo são Lionel Messi e Diego Maradona, ambos com oito assistências ao longo de suas participações no torneio.
Olise já soma cinco.
Isso significa que, caso a França dispute mais algumas partidas e ele continue produzindo assistências, poderá ultrapassar dois dos maiores jogadores da história do futebol mundial ainda nesta edição da Copa.
Naturalmente, trata-se de um desafio difícil.
Mesmo assim, o desempenho apresentado até agora mostra que essa possibilidade deixou de parecer impossível.
A campanha do francês começou logo na estreia, quando encontrou Mbappé para abrir o placar diante de Senegal. Pouco tempo depois, voltou a distribuir duas assistências contra o Iraque e repetiu o desempenho diante da Suécia.
A regularidade talvez seja o aspecto mais impressionante.
Olise não depende de um jogo específico para produzir. Ele participa da criação ofensiva da França em praticamente todas as partidas.
O Paraguai terá uma missão complicada nas oitavas
Se existe uma preocupação para o Paraguai antes do confronto das oitavas de final, ela certamente passa pelos pés de Michael Olise.
Marcar apenas Mbappé já representa um enorme desafio para qualquer defesa.
Quando esse ataque ainda conta com Barcola, Doué e um jogador capaz de criar oportunidades constantemente como Olise, o grau de dificuldade aumenta consideravelmente.
A seleção francesa chega embalada por quatro vitórias consecutivas, média superior a três gols por partida e um futebol ofensivo que vem dominando praticamente todos os adversários.
Nesse cenário, Michael Olise não busca apenas ajudar a França a seguir viva na luta pelo título.
Ele também tem a oportunidade de entrar para um grupo extremamente seleto da história das Copas do Mundo.
Caso distribua mais uma assistência diante do Paraguai, igualará um recorde que resistiu por mais de meio século e passará a dividir espaço com Pelé em uma das marcas mais simbólicas da história do torneio. Para um jogador que iniciou a competição cercado por expectativa após uma grande temporada pelo Bayern de Munique, seria a confirmação definitiva de que seu talento já ocupa um lugar entre os grandes protagonistas do futebol mundial.
(Foto de capa: Maddie Meyer – FIFA/FIFA via Getty Images)