Parnasse x Holloway UFC
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Parnasse x Max Holloway ? Confira matchmaking do UFC Paris e nomes para renovar categoria dos leves

O UFC viu a categoria dos leves ganhar novos elementos importantes após o evento. Enquanto alguns nomes experientes parecem se aproximar do fim de seus ciclos dentro da organização, uma nova geração começa a surgir com força e promete movimentar uma das divisões mais competitivas de todo o MMA.

Dan Hooker, Salahdine Parnasse e Axel Sola saíram do evento em situações completamente diferentes. Hooker sofreu uma derrota que pode representar um momento decisivo para o futuro de sua carreira. Parnasse confirmou parte da enorme expectativa que existia em torno de sua chegada ao UFC, enquanto Sola conquistou uma vitória impressionante e pode começar a sonhar com adversários cada vez mais relevantes dentro da divisão.

Pensando nos próximos passos dos três lutadores, algumas combinações parecem fazer sentido para movimentar a categoria e definir o espaço que cada um pode ocupar nos próximos meses.

Dan Hooker se aproxima do fim de seu ciclo no UFC

A situação de Dan Hooker é provavelmente uma das mais delicadas entre os lutadores analisados após o evento. Desde a pesagem, o neozelandês já passava uma impressão diferente. Hooker parecia abatido e não demonstrava a mesma energia habitual antes de entrar no octógono para enfrentar um dos grandes prospectos que chegavam à organização.

Dentro da luta, a situação não melhorou. O início foi estudado, com os dois lutadores apostando principalmente na troca de chutes e tentando entender a distância. No entanto, assim que Salahdine Parnasse começou a encontrar seu ritmo e encaixar melhor seu jogo, a diferença entre os dois ficou evidente.

Hooker não conseguiu apresentar uma atuação competitiva e acabou sendo derrotado por nocaute. O resultado diminui consideravelmente as expectativas sobre o que o veterano ainda pode conquistar dentro da divisão dos leves.

Depois de uma longa trajetória no UFC e de ter enfrentado alguns dos principais nomes da categoria ao longo dos últimos anos, Hooker parece estar se aproximando naturalmente dos últimos capítulos de sua passagem pela organização. Isso não significa necessariamente que sua próxima luta será obrigatoriamente a última, mas o momento indica que o UFC poderia começar a pensar em uma despedida adequada para um atleta que construiu uma história importante dentro da divisão.

Por isso, Chris Padilla surge como uma escolha interessante para o próximo compromisso. Um confronto entre os dois na Austrália, durante o evento previsto para fevereiro, teria uma narrativa natural. Hooker poderia lutar próximo de casa e diante de um público que conhece bem sua trajetória.

Além disso, realizar esse combate em um evento numerado daria uma importância maior para o possível último capítulo de sua carreira no UFC. Hooker merece a oportunidade de encerrar sua trajetória dentro da organização em uma luta que tenha significado, principalmente depois de tantos anos enfrentando a elite da categoria.

Chris Padilla seria um adversário interessante por representar um novo desafio sem que Hooker precisasse enfrentar imediatamente outro nome em ascensão próximo do topo da divisão. Seria uma luta adequada para avaliar o que ainda resta para o neozelandês dentro do UFC e, caso realmente seja sua despedida, permitiria que ele encerrasse sua trajetória diante de um público especial.

Parnasse chega para mudar o cenário da divisão

Parnasse UFC
Foto: Getty Images

Salahdine Parnasse não poderia ter imaginado uma estreia mais eficiente. O francês enfrentou um nome experiente e conhecido da categoria, venceu com autoridade e ainda mostrou que a expectativa criada em torno de sua chegada ao UFC não era exagerada.

No entanto, a vitória rápida também deixou uma sensação interessante. Parnasse conseguiu derrotar Dan Hooker com tanta facilidade que praticamente não precisou mostrar todo o seu arsenal dentro do octógono.

O francês é considerado um lutador extremamente completo. Além de possuir qualidade na luta em pé, Parnasse também tem um alto nível de jiu-jítsu e grappling. Contra Hooker, porém, não houve necessidade de utilizar essas armas. A luta terminou antes que o novo contratado pudesse demonstrar todas as ferramentas que possui.

Aos 28 anos, Parnasse chega ao UFC em um momento importante para a categoria dos leves. A divisão possui grandes estrelas e nomes consolidados, mas também precisa encontrar atletas capazes de renovar a disputa pelo topo nos próximos anos.

Parnasse pode ser um desses nomes.

Após a vitória, o francês pediu uma luta contra Max Holloway. Esportivamente, seria um confronto fantástico. Dois atletas extremamente competitivos, com estilos que poderiam proporcionar uma luta de alto nível e grande interesse do público.

No entanto, o combate não parece fazer muito sentido para Holloway neste momento. O ex-campeão possui um status diferente dentro do UFC e está em uma posição que permite escolher adversários e buscar confrontos que estejam mais próximos de seus objetivos dentro da categoria.

Por isso, uma opção mais lógica seria enfrentar o perdedor do confronto entre Arman Tsarukyan e Mauricio Ruffy.

Independentemente de quem saia derrotado, Parnasse encontraria um desafio capaz de mostrar diferentes aspectos de seu jogo. Contra Ruffy, teria pela frente um dos lutadores mais perigosos e criativos da luta em pé. Seria uma oportunidade para o francês provar que também pode competir com os melhores strikers da nova geração.

Já um confronto contra Tsarukyan apresentaria um desafio completamente diferente. O armênio é um dos principais grapplers da categoria e colocaria à prova justamente uma das qualidades que Parnasse ainda não precisou mostrar em sua estreia no UFC.

Seria um grande teste para o francês e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de dar outro salto dentro da divisão. Uma vitória sobre qualquer um dos dois colocaria Parnasse definitivamente na conversa entre os novos nomes que podem chegar ao ranking e disputar posições ainda mais importantes.

Axel Sola merece um teste contra a elite

axel sola
Foto: UFC

Outro nome que deixou o evento com seu valor elevado foi Axel Sola. Sua vitória sobre Faris Ziam não foi apenas importante pelo resultado, mas principalmente pela maneira como aconteceu.

Ziam era visto há algum tempo como um dos grandes prospectos da categoria dos leves. Apesar da derrota anterior para Tom Nolan, ainda existia expectativa sobre sua capacidade de se recuperar e continuar sua evolução dentro do UFC.

Axel Sola, porém, mudou completamente esse cenário.

O francês conseguiu um nocaute brutal, deixando Ziam completamente desacordado dentro do octógono. Foi uma vitória que chamou atenção e serviu como uma grande declaração para o restante da divisão.

Agora, Sola precisa receber um adversário que permita medir seu verdadeiro nível dentro da categoria. Mateusz Gamrot aparece como uma opção extremamente interessante.

Gamrot não vive o melhor momento de sua carreira e precisa recuperar espaço dentro de uma divisão que continua recebendo novos talentos. Ao mesmo tempo, seu nome e sua experiência fazem dele um teste importante para qualquer atleta que queira começar a se aproximar do ranking.

O confronto também teria um interessante choque de estilos. Os dois possuem qualidade no grappling, o que poderia transformar a luta em um duelo técnico e estratégico, principalmente caso o combate se desenvolva no solo.

Para Sola, seria a oportunidade perfeita de provar que sua vitória por nocaute não foi apenas um momento isolado. Depois de derrotar Ziam de maneira tão impressionante, ele merece enfrentar um adversário que represente um passo real em direção à elite da categoria.

Uma vitória sobre Gamrot poderia colocar Axel Sola definitivamente no radar do ranking dos leves e representaria mais um sinal da renovação que começa a acontecer na divisão.

O evento ajudou a mostrar duas realidades diferentes dentro da categoria. Enquanto Dan Hooker parece se aproximar do encerramento de uma longa trajetória no UFC, Salahdine Parnasse e Axel Sola representam parte da nova geração que começa a surgir.

Os próximos confrontos serão fundamentais para definir se os dois franceses realmente possuem condições de se transformar em protagonistas de uma das categorias mais profundas e competitivas de todo o UFC.

(Foto de capa: Zuffa LLC)

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Kaique