O New England Patriots chega como grande favorito, mesmo jogando fora de casa, para a final da AFC. No entanto, a história da NFL mostra que esse cenário costuma ser um mau presságio.
Não é comum ver um time visitante ser favorito em um jogo de playoffs da NFL, mas é exatamente essa a situação neste fim de semana, quando o New England Patriots viaja a Denver para enfrentar os Broncos na final da Conferência Americana.
O que explica o status de favorito dos Patriots?
Atualmente, os Patriots são favoritos por 4,5 pontos contra os Broncos. Caso essa linha se mantenha, New England se tornará o maior favorito visitante da história em uma final de AFC. Houve apenas duas ocasiões em que um time visitante foi favorito por quatro pontos em uma final de conferência, mas nenhum jamais teve uma margem superior.
Os Patriots também igualariam o San Francisco 49ers de 2012 como o visitante mais favorito em uma final de conferência, já que os Niners eram favoritos por 4,5 pontos contra o Atlanta Falcons naquela temporada.
O favoritismo dos Patriots se explica, em grande parte, pela ausência de Bo Nix, que sofreu uma lesão no tornozelo na vitória dos Broncos sobre o Buffalo Bills, na rodada divisional. Sem Nix, Denver deve entregar a posição de quarterback titular a Jarrett Stidham, que não lança um passe em uma partida oficial há cerca de dois anos.
Os Patriots abriram a semana como favoritos por 5,5 pontos, mesmo enfrentando o time de melhor campanha da conferência, mas essa vantagem diminuiu nos últimos dias. Ainda assim, se a linha permanecer acima de quatro pontos, os torcedores de New England têm motivos históricos para preocupação.
A história favorece os Broncos
Times visitantes favoritos por quatro pontos ou mais nos playoffs raramente conseguem corresponder às expectativas. De acordo com o Pro Football Reference, nos últimos 50 anos houve 10 jogos de playoffs em que um visitante era favorito por essa margem, e nenhum deles conseguiu cobrir o spread.
O retrospecto desses times é de 0-10 contra o spread, incluindo um jogo nesta temporada, quando o Los Angeles Rams não cobriu a linha como favorito por 10,5 pontos contra o Carolina Panthers, na rodada de wild card.
No resultado final, os favoritos têm um desempenho de 4 vitórias e 6 derrotas, sendo que as quatro vitórias aconteceram por uma média de apenas quatro pontos de diferença.
Entre essas vitórias, uma delas foi dos Seattle Seahawks em 2015, que só avançaram porque Blair Walsh, kicker do Minnesota Vikings, errou um field goal de 27 jardas nos segundos finais da derrota por 10 a 9. Outra veio do San Francisco 49ers de 2012, que virou uma desvantagem de 17 a 0 contra o Falcons na final da NFC. Já os Rams precisaram de um passe para touchdown de Matthew Stafford, a apenas 38 segundos do fim, para superar os Panthers, grandes azarões naquela partida.
O único time que venceu com relativa tranquilidade foram os Tampa Bay Buccaneers, e mesmo assim o jogo esteve longe de ser confortável. Washington teve a posse da bola nos três minutos finais, com a chance de empatar. Essa vitória chama atenção porque Washington precisou escalar Taylor Heinicke como quarterback titular, mesmo sem ele ter iniciado nenhum jogo na temporada regular, situação bastante semelhante à que os Broncos enfrentam agora com Jarrett Stidham.
Ao analisar os 10 jogos, fica claro que nove deles foram decididos por uma posse de bola. O histórico, portanto, sugere um confronto equilibrado, independentemente de quem avance para o Super Bowl.



