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PSG vive o drama do Barça: agora é Dembélé no lugar de Gavi

O PSG vive um momento bem parecido com o que o Barcelona enfrentou em 2024, quando Gavi sofreu uma lesão séria enquanto defendia a Seleção Espanhola durante a Data FIFA. Na época, o clube catalão não poupou críticas à comissão técnica da Fúria pelo ocorrido. Agora, os parisienses seguem o mesmo caminho. Após as lesões de Ousmane Dembélé e Désiré Doué, o atual campeão da Champions League voltou suas baterias para Didier Deschamps e sua equipe de comissão técnica.

No momento, uma discussão de bastidores está movimentando as mídias: o embate entre o PSG e a Federação Francesa de Futebol (FFF). Philippe Diallo, presidente da FFF, chegou a enviar uma carta ao presidente do clube francês, Nasser Al-Khelaïfi, nesta última segunda-feira, segundo o L’Équipe e outros veículos franceses. O objetivo? Tentar acalmar os ânimos e conter o estresse visível entre as duas instituições.

Dembélé está fora por seis a oito semanas (devido a uma grave lesão no tendão da coxa direita), enquanto Doué desfalcará o time por quatro, por conta de uma lesão na panturrilha direita. Nada menos do que as duas principais armas ofensivas do PSG, justamente em um momento delicado, com os jogos da Champions League batendo à porta. Na carta, Diallo reafirma sua confiança no trabalho de Deschamps e sua comissão.

Outro ponto importante do texto enviado pelo presidente da FFF foi o pedido por uma revisão no calendário internacional, cada vez mais lotado de compromissos. Ele também reforçou a necessidade de manter uma colaboração constante entre clubes e seleções. Afinal, como no caso de Gavi, que chegou saudável à convocação de De La Fuente, mas acabou sofrendo uma lesão grave, o futebol vive de imprevistos. E quando eles acontecem, o prejuízo pode durar uma temporada inteira.

PSG não é visto como unanimidade

Luis Enrique, PSG
Foto: RICHARD A. BROOKS/AFP

 

Apesar do PSG bancar os salários de Dembélé, o que daria ao clube certo respaldo para reclamar, isso não livra os parisienses de responsabilidades no debate. A polêmica chegou aos ouvidos de Christophe Dugarry, ex-jogador da seleção francesa e campeão mundial em 1998, que não economizou nas palavras ao sair em defesa de Deschamps.

“Apoio 100% o Deschamps. A lesão do Dembélé é, antes de tudo, culpa do PSG. A gente já viu o cara fragilizado há anos, e agora ele acabou pagando o preço por uma temporada longa demais”, disparou Dugarry.

O PSG chegou a argumentar que Dembélé vinha sendo sobrecarregado com minutos em campo. Mas essa linha de defesa só deu mais combustível para Dugarry criticar com ainda mais força.

“A manipulação que o PSG está tentando implementar é escandalosa e desrespeitosa com a seleção francesa e com o Deschamps.” E sobrou até para a cúpula do clube: “O PSG é o único responsável pela carga de trabalho do Dembélé.”

Mesmo com o tom conciliador, a carta de Diallo não deixou de reforçar que a seleção nacional é, sim, prioridade. Ele pediu mais colaboração e diálogo entre os dois lados, clube e seleção, em nome de uma relação mais profissional e saudável.

Outra reclamação do PSG foi a suposta falta de sensibilidade da comissão técnica de Deschamps em relação aos pedidos do clube para que Dembélé fosse tratado com mais cautela. O atacante atuou em inúmeros jogos na temporada passada, além de ter participado da Copa do Mundo de Clubes. No fim das contas, o excesso de minutos em campo pode ter sido o estopim para sua lesão.

O PSG agora quer virar o jogo. O clube defende a criação de um novo protocolo para lidar com esse tipo de situação. A ideia é implementar uma estrutura mais transparente e colaborativa, com o foco total na saúde dos jogadores. O clube também lamentou publicamente que suas recomendações médicas não tenham sido levadas em consideração.

 

Foto: Franck Fife/AFP/Getty Images