A derrota para o Atlético-MG, em São Januário, aprofundou a crise entre Renato Gaúcho e a torcida do Vasco. Sem vencer há três rodadas no Campeonato Brasileiro, o Cruz-maltino entra na pausa para a Copa do Mundo pressionado pelos resultados e cercado por desconfianças.
É nesse aspecto que o técnico entra sob pressão. Sem resultados positivos após a Copa, Portaluppi corre o risco de ter seu ciclo encerrado no Vasco.
Vasco precisa de ajustes

Após um bom início, com três vitórias e dois empates, Renato Gaúcho encontrou o primeiro revés — e da pior forma possível. Em São Januário, o Vasco foi derrotado pelo Botafogo, de virada.
A partir deste momento, a equipe vive de oscilações, entre brilhantismos e tropeços. A gota d’água foi contra o Bragantino, no jogo em que foram derrotados por 3 a 0 e que Renato Gaúcho foi hostilizado pelos torcedores.
A parte psicológica pesou e o treinador chegou a entregar o cargo — algo que o presidente do Vasco, Pedrinho, o fez repensar de tal decisão.
Foi um ato demonstrativo de que Renato Gaúcho não está confortável, tampouco a aceitar críticas do torcedor. É lógico que existem formas de protesto, mas aderir a posturas de: abandonar a área técnica, deixar que o auxiliar comande o time em sua vaga e insistir em peças improdutivas, não corroboram para que Portaluppi seja apenas uma vítima. Ele também é culpado.
O Vasco carece de um time competitivo. É um plantel tecnicamente limitado e com jogadores psicologicamente abalados — vide Brenner e Alan Saldivia.
O chileno acumula falhas consecutivas, enquanto Brenner convive com críticas pela baixa produção ofensiva. — o que ficou ainda pior quando desperdiçou uma penalidade contra o Barracas Central-ARG, na Sul-Americana.
Ao seguir dando chances para atletas que não possuem clima para serem titulares, Renato põe em xeque a confiança do torcedor. Os méritos por potencializar jogadores como Thiago Mendes, Andrés Gómez e Adson existem, mas não compensam os problemas que seguem sem solução dentro da equipe..
Sobrevida no cargo não significa novo crédito a Renato Gaúcho

A situação após a partida contra o Bragantino fez com que Renato mudasse de opinião. Se não fosse Pedrinho, certamente o Vasco estaria a procura de um treinador neste momento.
Porém, esse episódio já não dá mais um crédito ao treinador, que está sempre na iminência de sair — desta vez, sem volta.
Em entrevistas coletivas, ele segue desfilando o personagem de que há um controle sobre a situação e que ele apenas tem méritos. Só que os bons resultados do início de trabalho já não são suficientes para sustentar o discurso de evolução. O Vasco segue apresentando problemas recorrentes e a margem para justificativas diminui a cada rodada.
Em meio a Copa do Mundo, Renato Gaúcho terá muito trabalho com seus comandados. O aviso prévio já foi dado e as férias parecem ser muito mais destinadas a oficinas e melhorias do que descanso propriamente dito.
Vasco na temporada
O Vasco entra na pausa para a Copa do Mundo em situação delicada. Com 20 pontos conquistados, a equipe ocupa a 17ª colocação do Campeonato Brasileiro e abre a zona de rebaixamento.
Os vascaínos só voltam a campo na semana do dia 22 de julho, quando enfrenta o Vitória pelo Brasileirão. A CBF ainda irá confirmar a data e o horário da partida.
Créditos da foto de capa: Thiago Ribeiro/AGIF

