O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) retomou os trabalhos nesta segunda-feira (22) mirando Rodrigo Caetano. O diretor do Atlético-MG entrou no alvo no tribunal depois que o árbitro Sávio Pereira Sampaio relatou ofensas proferidas no duelo contra o São Paulo, válido pelo Brasileirão 2023.
A partida em questão ocorreu no dia 2 de dezembro válida pela penúltima rodada do Brasileirão 2023. Na súmula, o árbitro relatou que o diretor se aproximou dele em um dos corredores do Mineirão com a seguinte frase: “Eu quero saber o que a família tem contra o Galo. Quando não é seu irmão, é você prejudicando a gente.”
Caetano foi enquadrado no Artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que corresponde à “ofender alguém em sua honra, por fato relacionado diretamente ao desporto”. Com isso, o executivo pode pegar até 90 dias de suspensão no futebol brasileiro.
Punição inicial de 30 dias foi transformada em 60 dias
O diretor do Atlético-MG é reincidente em relação à denúncias do STJD pois foi suspenso por 60 dias em 2023 depois que ofendeu Wilton Pereira Sampaio, justamente o irmão de Sávio, segundo relato na súmula. Na época, o árbitro disse que foi intimidado em três oportunidades nos corredores do Mineirão em duelo contra o América-MG, na reta final do Brasileirão.
Cabe relembrar que a punição inicial do STJD havia sido de 30 dias, mas o Atlético-MG recorreu e a punição aumentou para 60 dias. O dirigente foi liberado apenas para conceder entrevistas e estar presente nos vestiários durante a reta final do Brasileirão.
Rodrigo Caetano pode assumir função na CBF
Por fim, Rodrigo Caetano possui presença incerta na temporada 2024 no Galo pois o executivo está na mira da CBF para trabalhar com o técnico Dorival Júnior na função de coordenador técnico de seleções com a nova comissão técnica principal. Contudo, o clube ainda não recebeu nenhuma proposta oficial, apesar do receio revelado por Felipão na última semana.
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