George Russell largará no GP de Silverstone, na quarta posição do grid, três colocações atrás de seu companheiro de equipe e pole position, Kimi Antonelli.
O piloto britânico afirmou que ele e a equipe Mercedes estão perplexos com a diferença de velocidade em linha reta apresentada por seu carro em relação a todos os demais carros equipados com motores Mercedes. A situação ficou evidente depois de Russell terminar a sessão de classificação na quarta colocação para a corrida de domingo.
O início da classificação foi complicado para o britânico, que jamais terminou acima da quinta posição em sua corrida em casa. Durante a primeira parte da sessão, ele travou os pneus na curva Luffield, escapou para a brita e acabou tocando levemente as barreiras com a asa dianteira.
Apesar do incidente, Russell conseguiu controlar o carro, retornar aos boxes e registrar uma volta suficiente para avançar às fases seguintes da classificação. Ainda assim, ele não conseguiu igualar o desempenho apresentado por seu companheiro de equipe e líder do campeonato, Kimi Antonelli, que conquistou sua quinta pole position da temporada.
“Eu estava confuso com o meu ritmo depois da classificação de ontem, mas, analisando os dados, percebemos que eu estava perdendo toda a minha velocidade nas retas”, afirmou Russell, que largará na quarta posição pelo segundo ano consecutivo no Grande Prêmio da Inglaterra.
Segundo o piloto, a equipe identificou inicialmente uma possível explicação para o problema, mas essa conclusão acabou não se confirmando. “Ontem perdemos alguns décimos apenas nas retas. Achávamos que tínhamos encontrado o problema nesta manhã, mas acabou sendo uma interpretação equivocada.”
Problema continua sem explicação e preocupa para a corrida
Russell explicou que, mesmo após novas verificações, a perda de desempenho continuou presente durante a classificação. Ao analisar os dados de velocidade, ele constatou que seu carro permanecia significativamente mais lento nos trechos de reta em comparação não apenas com o de Antonelli, mas também com todos os outros carros equipados com motores Mercedes.
“Está acontecendo exatamente a mesma coisa agora quando olhamos os dados da armadilha de velocidade. Estou 6 km/h mais lento no último setor e 3 km/h mais lento no setor intermediário. Não é apenas em relação ao Kimi, mas em relação a todos os carros com motor Mercedes. Nós não sabemos o que está acontecendo.” conta Russell.
O britânico destacou que a equipe trabalha intensamente para entender a origem do problema, mas admitiu que a situação é frustrante. “A equipe está trabalhando duro para entender do que se trata. Certamente isso torna tudo um pouco frustrante.”
Embora a Mercedes normalmente apresente um bom desempenho nas corridas disputadas aos domingos, Russell lembrou que, após um início promissor na Sprint, quando chegou a ocupar uma posição entre os três primeiros, ele não conseguiu manter esse rendimento até o final e acabou terminando na quarta colocação.
Russell teme levar a desvantagem para o Grande Prêmio
Ao projetar a corrida de domingo diante do público britânico, Russell reconheceu que a incerteza em torno do problema representa uma preocupação importante. “Isso me preocupa para amanhã porque, neste momento, não sabemos qual é o problema nem como vamos resolvê-lo.”
Apesar disso, ele demonstrou confiança no trabalho da equipe para buscar uma solução antes da largada. “Mas a equipe vai trabalhar duro para ver se existe alguma coisa que possamos mudar ou descobrir qual pode ser a causa do problema.”
A expectativa do piloto é que a Mercedes consiga identificar a origem dessa perda de velocidade nas retas, já que, até o momento, as análises realizadas ainda não forneceram uma resposta definitiva.
Mercedes acredita em recuperação durante a prova
O diretor-adjunto da equipe Mercedes, Bradley Lord, acredita que Russell ainda tem condições de ganhar posições durante a corrida de domingo. Segundo ele, o desempenho do carro em ritmo de corrida, especialmente no controle do desgaste dos pneus, pode representar uma vantagem importante. “Foi um Q1 complicado quando ele travou os pneus dianteiros e acabou deslizando pela brita”, declarou à F1 TV.
Lord elogiou a reação do piloto durante o incidente, destacando que Russell tomou a decisão correta ao aliviar a pressão sobre os freios, evitando que o carro ficasse preso na caixa de brita. “Acho que ele foi bastante inteligente ao aliviar os freios para não ficar atolado. Ele conseguiu atravessar toda a área de brita e depois retornar aos boxes.”
Segundo Lord, depois do susto inicial, Russell precisou reconstruir sua sessão de classificação. “A partir dali ele teve que recomeçar. Fez uma primeira volta muito forte no Q3. Na segunda tentativa, ele disse que os pneus não estavam exatamente na temperatura ideal depois de esperar no pit lane e precisar aquecê-los novamente.”
Mesmo assim, Lord avaliou de forma positiva o resultado obtido pelo piloto. “Apesar disso, quarto lugar, segunda fila do grid. É uma posição melhor do que a de ontem e acredito que vimos na Sprint que nosso desgaste de pneus em ritmo de corrida é bastante competitivo. Tenho certeza de que ele estará mirando objetivos muito maiores amanhã.”
(Foto: Mercedes)