Superar o Vitória, ontem, na Vila Belmiro, foi o suficiente para tirar o Santos da zona de rebaixamento do Brasileirão. O resultado de 3 a 1 aliviou os torcedores e ainda mostrou um caminho eficiente para o Peixe alcançar os objetivos nesta temporada.
Sem Neymar, convocado para a Seleção Brasileira, o time melhorou o desempenho. Ausente de um protagonista, o Santos demonstrou ser mais coletivo e dispôs de uma estratégia associativa, o que foi fundamental para que o resultado final fosse construído.
A chave para o sucesso do Santos

Cuca pôs em ação uma escalação mais leve e objetiva no meio-campo. Bontempo, Miguelito e Barreal foram os meias, enquanto Willian Arão e Oliva protegiam a zaga. A trinca fez um bom trabalho de movimentação e confundiu o Vitória.
O jogo ficou diversificado em termos de criatividade — não havia apenas uma peça de armação. Os três meias têm qualidade no passe e podem atuar na função de “cérebro” da equipe. Miguelito e Bontempo são ótimos no aspecto de chegar na área para concluir e são velozes para fazer o deslocamento em direção ao gol.
Barreal também fornece o mesmo aspecto, mas ainda conta com uma experiência maior. Em outras ocasiões, já foi utilizado como camisa 10, tanto que são constantes as movimentações do jogador da ponta para o meia. Esse ‘padrão’ já garantiu bonitos gols em partidas anteriores — vide a pintura contra o Corinthians no ano passado.
Descentralizar a função de criador foi um acerto de Cuca, pois o time mostrou independência em relação a Neymar. O camisa 10 não é o único jogador habilidoso que o Peixe tem à disposição. No sábado, Miguelito foi destaque da partida, com um gol e uma assistência, jogando como meia-armador e encostando em Gabigol — escolhido para ser o atacante.
Os objetivos na temporada

Demorou para que o Alvinegro Praiano visse que esta é uma forma de jogar e mostrar que ainda tem um plantel de qualidade. Na temporada, seria complexo estimar que o clube lutaria por títulos, mesmo com Neymar à disposição.
Desde o início, o intuito do jogador seria voltar à Seleção Brasileira primeiramente e, em segundo, ajudar o Santos. Entre controles de carga, lesões frequentes e a recente convocação para a Copa do Mundo, o camisa 10 seria ausência em jogos, principalmente nos decisivos — como contra o Vitória, no último sábado.
A figura do jogador seria importante para o Alvinegro Praiano atingir o objetivo de manter-se na primeira divisão, mas, antes disso, o time teria que arranjar uma forma de jogar sem ele — tendo em mente que seria desfalque. Cuca encontrou um onze inicial eficiente, objetivo e que não valoriza tanto a posse de bola.
As associações e transições rápidas criaram cenários de ataque, em que o Santos esteve em vantagem e conseguiu quebrar as linhas com facilidade. Com Neymar, certamente a referência criativa seria ele, facilitando para o adversário anular a proposta de jogo. Com o astro, era complicado; sem ele, ficou simples e produtivo.
Santos na temporada
O Santos encerrou sua participação na primeira metade do ano. Antes da Copa do Mundo, o Peixe está em 15° lugar, com 21 pontos.
Mesmo com uma possível vitória do Vasco diante do Atlético-MG ainda na rodada, a equipe da Baixada Santista mesmo assim ficaria fora do Z4, em função da derrota do Mirassol para o Athletico.
Após a intertemporada, o Santos volta a campo no dia 22 de julho (quarta-feira) para enfrentar o Botafogo, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. A partida está com o horário ainda a definir. O confronto marca a 1ª jornada do returno do Brasileirão 2026.
Créditos da foto de capa: Maurício De Souza/AGIF

