Soteldo não escapou de atuação ruim do Santos, nesta segunda-feira.
Futebol Brasileirão

Sob vaias da torcida, Santos fica no 0 a 0 com o Ceará e alerta é ligado

Nesta segunda-feira (12), Santos e Ceará ficaram sem balançar as redes em jogo que fechou a 8ª rodada do Brasileirão 2025. Com o resultado, o Peixe manteve-se na zona de rebaixamento e não vence há quatro partidas. O Ceará, por sua vez, manteve a 6ª colocação e ainda não perdeu para equipes paulistas atuando como visitante. Veja como foi o jogo:

A partida foi realizada no Allianz Parque, estádio do Palmeiras. A explicação para que os santistas mandem o jogo no casa do alviverde tem seus motivos, mas entre eles é que a diretoria do Peixe quer realizar jogos na capital e posteriormente atrair mais torcedores. Contudo, a presença do torcedor do Alvinegro Praiano não foi suficiente para incentivar a equipe, que acabou encerrando a partida sem estufar as redes.

Santos com maior posse de bola

Apesar da muita movimentação na primeira etapa, as chances foram escassas. O Santos usou e abusou de ligações diretas para o ataque para que Tiquinho e Thaciano brigassem pelo alto. As tentativas de ganhar a primeira disputa não renderam bons frutos e a dupla acabou carecendo de chances de arremate.

O Ceará foi quem teve o primeiro perigo de gol, em um lance espetacular na cobrança de escanteio de Lucas Mugni. O camisa 10 do Vozão fez uma batida venenosa e quase faz olímpico. Por pouco, os visitantes não saíram na frente em domínios paulistas.

Por outro lado, o destaque positivo foi para Rollheiser, que teve as melhores chances de inaugurar o marcador. Na primeira, o argentino tentou disparo de longe, mas a bola subiu demais. Na segunda, a oportunidade mais clara para deixar sua marcar ao testar o cruzamento vindo da esquerda, porém a pelota foi para a linha de fundo.

A intensidade foi o que mais chamou a atenção, principalmente no setor de meio campo. Ambos os times não abriram mão de dominar as ações do segundo terço e, deste modo, a posse de bola por muitas vezes ficou em contestação. No soar do apito de Felipe Fernandes de Lima, o Santos até encerrou com maior posse de bola (65%), mas ela não refletiu nenhuma superioridade — além disto, o Ceará foi quem conseguiu colocar o goleiro adversário para trabalhar, em duas vezes.

Ceará leva mais perigo

No retorno para o segundo tempo, ficou bem claro a proposta de cada equipe. O Peixe precisava se lançar ao ataque e Rollheiser novamente foi o protagonista das investidas ofensivas. Do outro lado, o Vozão manteve-se em sua estratégia de jogar retraído e segurar o empate — ou esperar um erro da defesa e aproveitar puxar um contragolpe.

A tônica do primeiro tempo seguiu, até mesmo com as trocas feitas por Cléber Xavier. Léo Godoy, Barreal e Gabriel Verón, na concepção do comandante, dariam mais mobilidade e ousadia no último terço do campo, só que isto não se provou na prática. A equipe santista tentava passes em profundidades e, por vezes, usufruía de lançamentos. No entanto, a linha de zaga do time de Léo Condé estava bem atenta e alinhada, gerando muitos impedimentos no ataque do Alvinegro Praiano — sendo seis ao final da partida.

Por hora, o Ceará também fazia usos massivos de ligações diretas para o ataque, mas diferentemente dos anfitriões esta lógica fazia sentido, imaginando que o empate estaria de bom tamanho para o Alvinegro de Porangabuçu. Nesse aspecto que se observava que a qualquer oportunidade de acionar Pedro Raul em condição de disputar no físico seja com Zé Ivaldo ou Luan Peres, era aproveitada.

Nos minutos finais, as chances se replicaram para o clube cearense. Recém entrado na partida, Rômulo recebeu pelo meio e mandou um ‘balaço’ para grande defesa de Gabriel Brazão, mandando para escanteio. Lelê, outro também que entrou no decorrer do certame, desferiu dois chutes para colocar novamente o arqueiro do Santos para trabalhar.

No final, a meta do Santos pareceu mais ameaçada do que a do próprio Ceará ao analisar os números finais: foram seis defesas de Brazão, contra apenas uma de Fernando Miguel. Deste modo, a torcida do Alvinegro Praiano demonstrou todo seu papel crítico e entoou vaias uníssonas após o apito final — em sinal de protesto por mais um jogo fraquíssimo no âmbito coletivo e pela situação crítica no Brasileirão. Placar final: Santos 0 x 0 Ceará.

Próximos compromissos

No próximo jogo pelo Brasileirão, o Santos irá medir forças contra o Corinthians no próximo domingo (18), na Neo Química Arena, às 16h (de Brasília). O time da baixada santista está na vice lanterna do Campeonato Brasileiro, com apenas cinco pontos somados. A crise segue assombrando o clube da Vila Belmiro e, até o momento, o novo treinador Cléber Xavier não venceu nenhuma partida.

O Ceará, por outro lado, está na sexta colocação do Brasileirão 2025, com 12 pontos conquistados. Na 9ª rodada, o Vozão irá encarar o Sport, único que time ainda não triunfou na competição. O jogo será no Castelão, no sábado (17), às 16h e marca a reedição das finais da Copa do Nordeste de 2014 e 2023.

Ficha técnica da partida

Local: Allianz Parque, São Paulo (BRA)
Data: Segunda-feira, 12 de maio de 2025
Horário: 20h (de Brasília)
Público: 35.240 espectadores

Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG)
Assistentes: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Celso Luiz da Silva (MG)
VAR: Paulo Renato Moreira da Silva Coelho (RJ)

Cartões amarelos: Tomás Rincón, aos 39’/1°T (SAN); Lucas Mugni, aos 12’/2°T (CEA); Fernando Sobral, aos 21’/2°T (CEA)

Gols: –

Santos: Gabriel Brazão; Aderlan (Léo Godoy, aos 19’/2°T), Luan Peres, Zé Ivaldo e Escobar; Rincón (Zé Rafael, aos 44’/2°T) e Bontempo (Deivid Washington, aos 32’/2°T); Rollheiser, Thaciano (Barreal, aos 19’/2°T) e Soteldo; Tiquinho Soares (Gabriel Verón, aos 44’/2°T). Técnico: Cléber Xavier.

Ceará: Fernando Miguel; Fabiano Souza (Rafael Ramos, aos 30’/2°T), Marllon, Willian Machado e Matheus Bahia; Fernando Sobral (Lourenço, aos 35’/2°T) e Dieguinho; Galeano, Mugni (Rômulo, aos 29’/2°T) e Pedro Henrique (Bruno Tubarão, aos 35’/2°T); Pedro Raul (Lelê, aos 42’/2°T). Técnico: Léo Condé

Foto: Santos FC/Gazeta Esportiva — Divulgação.