Após o anúncio da saída de Casemiro, o Manchester United já começou a se programar para a temporada 2026/27. Pilar do time de Carrick, o meia-campista brasileiro irá deixar o clube inglês após o fim da atual temporada e um questionamento foi instaurado: Quem o United deve contratar para substituir o volante a altura?
A prioridade número seis: Por que o United precisa de um novo volante defensivo?
A saída de Casemiro representa uma perda significativa no meio-campo defensivo do Manchester United. Aos 34 anos, o brasileiro ainda contribui com experiência e liderança, mas seu desempenho caiu em intensidade física e consistência, especialmente em transições defensivas e na cobertura de espaço.
O clube vê a aquisição de um novo número seis como prioridade absoluta para o verão de 2026, visando um perfil moderno: jovem, dinâmico, com boa saída de bola, capacidade de recuperação e apto a jogar em sistemas de alta pressão.
A busca depende de dois fatores principais: a classificação para a Champions League 2026/27 e a definição do treinador permanente. Michael Carrick tem feito campanha forte pelo cargo fixo, especialmente se conseguir levar o United ao top-4 nesta temporada.
Jogadores de elite continuam atraídos pelo clube mesmo sem garantia europeia (como Bryan Mbeumo, Matheus Cunha e Benjamin Sesko, que escolheram Old Trafford apesar da incerteza continental), mas a vaga na Champions League aumenta o apelo e libera mais recursos financeiros via premiações.
O orçamento para transferências será reforçado pelas saídas esperadas de Rasmus Hojlund e Marcus Rashford, além de possíveis negociações por Harry Maguire. Mesmo assim, o volante defensivo será o investimento mais caro e estratégico, possivelmente consumindo a maior fatia do orçamento.
Os principais alvos para a reposição de Casemiro: Anderson lidera, mas City é rival forte
Elliot Anderson, do Nottingham Forest, surge como o nome mais quente para substituir Casemiro no United. Aos 23 anos, o inglês tem se destacado mesmo em um Forest irregular nesta temporada, com atuações que o colocaram como titular provável na seleção inglesa para a Copa do Mundo de 2026. Sua versatilidade, qualidade técnica e capacidade de recuperar bolas o tornam o perfil ideal para o número seis moderno que o clube busca.
O valor mínimo estimado é de 80 milhões de libras, quantia que o United está disposto a pagar por um dos top targets. No entanto, o maior obstáculo é o Manchester City, que aparece como favorito claro segundo múltiplas fontes. O United não descarta uma disputa, mas teme uma guerra salarial com o rival. Ainda assim, o clube lembra que Benjamin Sesko parecia destinado a Arsenal e Newcastle no verão passado e acabou em Old Trafford, o que mantém a esperança.
Outros nomes na shortlist priorizam experiência na Premier League e que possam substituir o Casemiro a altura:
- Carlos Baleba (Brighton): O camaronês foi sondado informalmente via intermediário. Brighton pede cerca de 100 milhões de libras, valor alto que pode frear o negócio, apesar do potencial do jogador de 22 anos em recuperação e progressão.
- Adam Wharton (Crystal Palace): Muito admirado pela qualidade de passe e visão, mas seu estilo depende de companheiros que corram para ele. Palace estuda nova proposta com cláusula de rescisão para blindá-lo. O fit exato com o sistema do United ainda gera dúvidas.
- Sandro Tonali (Newcastle): O italiano de 26 anos tem interesse em sair, com seus representantes sondando o mercado. Newcastle historicamente dificulta negociações (como com Isak), mas Tonali oferece equilíbrio defensivo e qualidade técnica comprovada.
Fora da Premier League, Ederson (Atalanta) aparece como opção viável no continente, com perfil sólido em duelos e saída de bola.
Cenários possíveis: um ou dois volantes, e o risco de Ugarte sair
O United considera a possibilidade de contratar dois volantes, especialmente se Manuel Ugarte acompanhar Casemiro e deixar o clube neste verão. Nesse caso, um seria o titular principal e o outro rotacionaria mais. A estratégia reflete a necessidade de profundidade no meio-campo, já que o elenco atual tem fragilidades em cobertura e transição.
A janela de transferências de 2026 será decisiva para o projeto de reconstrução. Com a saída de Casemiro abrindo a camisa 18, o foco está em trazer um novo número seis capaz de ditar o ritmo defensivo e apoiar a construção. Anderson segue como prioridade, mas a concorrência do City e os altos valores pedidos por Baleba e outros forçam o United a ser criativo e rápido.
Se Carrick se firmar e o time garantir Champions, o poder de atração aumenta. Caso contrário, o clube ainda tem apelo de marca para fechar negócios caros. O que não muda é a urgência: sem um volante de elite, o meio-campo continua vulnerável. A caça ao sucessor de Casemiro já começou, e os próximos meses definirão se o United acerta o alvo ou perde a oportunidade de reforçar o coração do time.



