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Automobilismo Fórmula 1

Steiner critica imediatismo da Fórmula 1: ‘parece futebol’

Chefe da equipe Haas na Fórmula 1 desde 2014, antes mesmo da entrada da escuderia americana na categoria em 2016, Gunther Steiner não teve seu contrato renovado pelo dono do time, Gene Haas, e está fora do comando da equipe, sendo substituído por Ayao Komatsu.

Para Gunther, as recentes trocas de chefes de equipe refletem uma mentalidade semelhante à adotada pelos dirigentes de futebol, em que os técnicos de futebol dos clubes são demitidos com muita frequência. De acordo com Steiner, isso mostra que alguns proprietários de equipes não entendem a categoria.

”Acho que, se você não tiver um desempenho ou se não obtiver os resultados, é o mais fácil a fazer [demitir o chefe da equipe, caso você seja o proprietário do time]. Mas não acho que seja o melhor caminho, e estou tentando não sentir pena de mim mesmo; tive uma boa experiência. Mas isso parece ser uma tendência do momento.

A F1 em 2024, na minha opinião, olhando para o GP do Bahrein (disputado em 2 de março) este ano, é muito tarde [para uma mudança de gestão ter impacto]. Você não pode mais mudar; o que acontece, está feito. O dano está feito.

É preciso olhar para os planos para 2026/2027. E as pessoas não querem ouvir isso porque tudo é sobre o próximo resultado”, ponderou Steiner, citando a necessidade de uma visão de longo prazo para os proprietários das escuderias da categoria máxima do automobilismo mundial.

Steiner e as mudanças nos últimos tempos

Neste momento, o chefe de equipe da Aston Martin, Mike Krack, que assumiu o cargo no fim de 2021, já é o terceiro comandante com mais tempo à frente de uma equipe da elite global do automobilismo, atrás apenas de Toto Wolff, que chefia a Mercedes desde 2013, e Christian Horner, que comanda a Red Bull desde 2005.

O antecessor de Krack, aliás, protagonizou um caso interessante recentemente: após deixar a Aston em 2021, Otmar Szaufner foi para a Alpine em 2022 e acabou demitido da equipe no meio de 2023, sendo substituído por Bruno Famin.Steiner, na entrevista, fez um paralelo entre as constantes trocas de chefes de equipes e as constantes mudanças de treinadores nos times de futebol.

”Não é como no futebol, onde você troca alguns jogadores e pode fazer uma grande diferença. Na F1, não pode fazer isso, mas acho que esse entendimento não existe. Porque, se as pessoas mudarem e a visão das equipes não vai mudar, não adianta”, completou o ex-chefe da Haas.

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