A Suíça deu um passo importante rumo à classificação para os 16 avos de final da Copa do Mundo ao derrotar a Bósnia por 4 a 1 em uma partida que exigiu paciência durante boa parte dos 90 minutos. Depois de um primeiro tempo equilibrado e sem gols, os suíços conseguiram transformar a superioridade em campo em domínio no placar na etapa final, construindo uma vitória que os coloca provisoriamente na liderança do Grupo B.
O jogo foi se desenvolver no segundo tempo, após a entrada de um garoto que já pede passagem na seleção da Suiça, O jovem atacante entrou em campo e rapidamente se tornou a principal referência ofensiva da seleção suíça. Autor de dois gols, participante da jogada que resultou em expulsão, o garoto decidiu o jogo e deu um recado claro para o treinador da Suiça, Manzambi é mais do que apenas um opção no segundo tempo.
Primeiro tempo muito equilibrado, sem grandes emoções

Até a primeira pausa para hidratação, aos 23 minutos, a Suíça era claramente superior dentro de campo. A equipe controlava a posse de bola com impressionantes 76% e conseguia instalar seu jogo no campo ofensivo, obrigando a Bósnia a atuar praticamente o tempo todo atrás da linha da bola.
A principal estratégia suíça era circular rapidamente a posse de um lado para o outro em busca de espaços na defesa adversária. As inversões de jogo apareciam com frequência e ajudavam a movimentar o bloco defensivo bósnio, enquanto os meio-campistas buscavam oportunidades para finalizar de média distância diante da dificuldade de encontrar espaços dentro da área.
O domínio territorial também se refletia nos números. Até a parada para hidratação, a Suíça já havia finalizado quatro vezes, controlando completamente o ritmo da partida e impedindo que a Bósnia conseguisse construir ataques de forma consistente.
Além de controlar a posse de bola, a Suíça também mostrava uma postura agressiva sem a bola. A equipe pressionava alto a saída de jogo da Bósnia, tentando recuperar a posse ainda no campo ofensivo e impedir que os adversários conseguissem construir jogadas com tranquilidade.
Essa estratégia, porém, também trazia riscos. Quando a Bósnia conseguia escapar da primeira linha de pressão, encontrava espaços para acelerar os ataques e avançar rapidamente em direção ao campo suíço. Em alguns momentos, as transições funcionaram e permitiram que os bósnios chegassem ao último terço do campo com relativa liberdade.
O problema para as duas seleções era a falta de qualidade na conclusão das jogadas. A Suíça tinha mais posse, mais volume ofensivo e maior controle territorial, mas encontrava dificuldades para transformar esse domínio em oportunidades claras. Já a Bósnia conseguia aproveitar alguns espaços deixados pela pressão suíça, porém esbarrava na falta de precisão no último passe e nas decisões próximas da área adversária.
O placar de 0 a 0 ao intervalo refletia bem o que foi a partida até aquele momento: um jogo taticamente muito disputado, com bastante pressão dos dois lados, poucos espaços para criação e um equilíbrio que deixava a sensação de que qualquer detalhe poderia ser decisivo no segundo tempo.
Garoto de 20 anos Manzambi, entra e decide o jogo para Suiça

A insistência da Suíça finalmente foi recompensada aos 73 minutos. Depois de controlar a posse de bola durante boa parte da partida, pressionar constantemente o campo adversário e criar as melhores oportunidades do segundo tempo, a equipe encontrou o gol que parecia amadurecer desde o início da etapa final.
A jogada começou em mais uma investida suíça pelos lados do campo. Após um cruzamento para a área, a defesa da Bósnia não conseguiu afastar o perigo de forma definitiva e a bola ficou viva dentro da área. Em meio ao bate-rebate, ela sobrou para Manzambi, que mostrou enorme qualidade técnica para definir a jogada.
Sem deixar a bola cair, o atacante acertou um belo chute de primeira, pegando firme na finalização. O goleiro da Bósnia ainda conseguiu tocar na bola e chegou a fazer a defesa parcialmente, mas a força do arremate foi grande demais. Mesmo com a intervenção do arqueiro, a bola acabou ultrapassando a linha e morreu no fundo das redes.
A situação da Bósnia, que já era complicada após sofrer o gol, ficou ainda pior aos 79 minutos. Em uma das poucas vezes em que encontrou espaço para acelerar a transição, a Suíça construiu uma jogada que praticamente matou a partida.
Manzambi, autor do gol que abriu o placar, voltou a ser decisivo. Após receber a bola no campo ofensivo, ele encontrou um excelente passe em profundidade para Breel Embolo, que disparava livre em direção ao gol. O atacante suíço já havia superado a linha defensiva e ficaria cara a cara com o goleiro, em uma oportunidade claríssima para ampliar a vantagem.
Percebendo o perigo, o zagueiro Muharemovic optou pela única alternativa que lhe restava: cometer a falta antes que Embolo invadisse a área. O defensor derrubou o atacante e interrompeu a jogada quando ele tinha caminho livre para finalizar.
A decisão da arbitragem foi imediata. Como Muharemovic era o último homem da defesa e impediu uma oportunidade manifesta de gol, o cartão vermelho foi aplicado corretamente. A expulsão não gerou grandes reclamações e seguiu exatamente o que determina a regra para esse tipo de lance.
Aos 83 minutos, a Suíça aproveitou os espaços deixados pela Bósnia. Novamente muito participativo no setor ofensivo, Manzambi apareceu pela direita e encontrou Embolo dentro da área com um passe preciso. O atacante suíço mostrou inteligência ao não finalizar e apenas escorar para a chegada de Ruben Vargas.
Livre na entrada da área, Vargas bateu de primeira e colocou a bola no canto do goleiro, marcando um belo gol e ampliando a vantagem para 2 a 0.
Aos 89 minutos, a Suíça ampliou o placar e novamente teve Manzambi como protagonista. A jogada começou com Xhaka, que encontrou um excelente passe para Vargas infiltrando pelo lado esquerdo. Com espaço para avançar, o atacante levantou a cabeça e encontrou Manzambi chegando livre dentro da área.
Bem posicionado e mostrando oportunismo, Manzambi apareceu sem marcação e finalizou para o fundo das redes, marcando seu segundo gol na partida. Depois de abrir o placar e participar diretamente do segundo gol, o atacante coroava uma atuação de destaque ao ser decisivo mais uma vez para matar o jogo e confirmar o domínio suíço no segundo tempo.
A Bósnia ainda conseguiu marcar seu gol de honra nos acréscimos. Aos 93 minutos, após uma cobrança de escanteio, o goleiro suíço não conseguiu afastar a bola de forma eficiente, deixando a jogada viva na entrada da área.
Atento ao lance, Mahmic aproveitou a sobra e acertou um belo chute de primeira, sem chances para o goleiro. A finalização forte e precisa terminou no fundo das redes, garantindo um golaço para a seleção bósnia e diminuindo o placar para 3 a 1
Quando a partida já parecia completamente definida, ainda houve tempo para o principal ídolo da Suíça deixar sua marca. Após uma bola mal afastada pela defesa da Bósnia, Menic tentou fazer o corte dentro da área, mas acabou acertando Sow na disputa pelo lance. O árbitro estava bem posicionado e marcou o pênalti sem hesitação.
Na cobrança, Xhaka assumiu a responsabilidade. O goleiro bósnio até acertou o canto e chegou perto da defesa, mas a finalização foi precisa o suficiente para morrer no fundo das redes. O gol fechou o placar em 4 a 1 e coroou a atuação dominante da Suíça, que construiu sua vitória principalmente através do controle da posse de bola, da pressão constante sobre o adversário e de um segundo tempo muito superior.
Com o resultado, a Suíça chegou aos quatro pontos e encaminhou sua classificação para os 16 avos de final, assumindo provisoriamente a liderança do Grupo B enquanto aguarda o resultado de Catar e Canadá. Os suíços agora terão pela frente justamente o Canadá na última rodada, em um confronto que pode definir a primeira colocação da chave. Já a Bósnia, apesar da derrota, segue viva na disputa pela classificação e terá um duelo decisivo contra o Catar, precisando de um bom resultado para continuar sonhando com a vaga na próxima fase.
(Foto de capa: FIFA)