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Futebol Copa do Mundo

Técnico da Escócia deixa cargo minutos após eliminação na Copa do Mundo; confira

A primeira participação da Escócia em uma Copa do Mundo após 28 anos terminou de maneira amarga — e trouxe consequências imediatas. Poucos minutos depois de ter sua eliminação confirmada ainda na fase de grupos, Steve Clarke anunciou sua saída do comando da seleção escocesa.

A decisão surpreendeu porque aconteceu apenas alguns meses após o treinador renovar contrato por mais quatro anos antes do início do Mundial de 2026. O novo acordo indicava continuidade no projeto, mas a campanha encerrada precocemente mudou completamente o cenário.

A queda foi confirmada depois da vitória da Croácia sobre Gana, resultado que eliminou matematicamente a Escócia da disputa por uma vaga entre os melhores terceiros colocados.

O desfecho encerrou um ciclo que, apesar da frustração recente, também ficará marcado por um dos períodos mais importantes da história recente do futebol escocês.

Campanha começou com esperança, mas terminou em frustração

O início da trajetória escocesa na Copa indicava um cenário diferente.

A seleção estreou vencendo o Haiti por 1 a 0 e abriu caminho para sonhar com classificação. Mas ainda naquele momento existia a sensação de que o placar apertado poderia cobrar um preço mais adiante, principalmente considerando que os próximos compromissos seriam diante de Marrocos e Brasil.

As derrotas para essas seleções não chegaram exatamente como surpresa.

O problema foi a forma como aconteceram.

Principalmente o revés por 3 a 0 diante do Brasil.

A seleção escocesa sofreu com erros individuais e entregou oportunidades que acabaram pesando diretamente no saldo de gols — fator que posteriormente se mostrou decisivo para o desfecho da campanha.

Depois da eliminação, Clarke divulgou uma mensagem de despedida carregada de emoção.

O treinador fez questão de direcionar os elogios aos jogadores e afirmou que as memórias construídas desde sua chegada ao cargo, em 2019, só foram possíveis graças ao grupo que comandou durante esses anos.

Saída encerra ciclo que recolocou Escócia em uma Copa após quase três décadas

Mesmo com o encerramento precoce da campanha, existe um contexto importante em torno do trabalho realizado.

Antes de analisar o fracasso na Copa, a Escócia precisará olhar para o caminho que levou a seleção até o torneio.

Foi sob comando de Steve Clarke que o país voltou a disputar uma Copa do Mundo depois de 28 anos de ausência.

Um dos momentos mais lembrados do ciclo aconteceu na vitória sobre a Dinamarca em Hampden Park — resultado que consolidou uma reconstrução iniciada logo após a chegada do treinador.

Ao deixar o cargo, Clarke encerra sua passagem como técnico mais longevo da história recente da seleção escocesa, acumulando 81 partidas no comando.

Mas o peso da eliminação parece ter sido forte.

Depois da derrota para o Brasil, o treinador já havia demonstrado abatimento ao interromper uma entrevista para a televisão pouco depois do apito final.

Nos dias seguintes, a sensação dentro do ambiente escocês passou a ser de oportunidade desperdiçada.

Jogadores reconhecem erros e apontam detalhes que custaram caro

Os atletas também reconheceram os problemas da campanha.

Andy Robertson afirmou que a equipe teve momentos em que conseguiu controlar a bola e chegar em zonas perigosas do campo, mas ressaltou que erros individuais acabaram sendo determinantes diante de adversários de alto nível.

A avaliação foi semelhante à de John McGinn na Escócia.

Para o meio-campista, partidas desse tamanho exigem precisão em cada detalhe e qualquer falha acaba sendo imediatamente castigada, seja no futebol de clubes ou em torneios de seleções.

As declarações reforçaram uma percepção que acompanhou a Escócia durante o Mundial: competitividade existiu em alguns momentos, mas faltou consistência para transformar desempenho em resultado.

Clarke não foi o único técnico a deixar o cargo após a Copa

A saída do treinador da Escócia também amplia uma tendência observada nesta Copa do Mundo.

Outras seleções já passaram por mudanças de comando após eliminações precoces.

A Tunísia, por exemplo, trocou de treinador depois de sofrer derrota por 5 a 1 para a Suécia durante a competição.

Outro nome que também deixará o cargo é Marcelo Bielsa.

O uruguaio encerra sua passagem após a eliminação ainda na fase de grupos, resultado que aumentou a pressão sobre um trabalho que já vinha sendo questionado.

No caso da Escócia, porém, existe uma diferença importante.

Apesar do fim frustrante, o legado de Steve Clarke não será lembrado apenas pela eliminação.

Ele deixa uma seleção que voltou ao cenário mundial, recuperou competitividade e recolocou o país em uma Copa do Mundo depois de quase três décadas longe do principal torneio do futebol.

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