Em uma entrevista coletiva realizada no último sábado (16), em Lyon, John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, revelou seus planos ambiciosos para a temporada 2025 do clube carioca. Mesmo diante da crise financeira que afeta o Lyon, equipe pertencente à mesma rede multiclubes – a Eagle Football – Textor garantiu que o desempenho do Botafogo não será comprometido. Pelo contrário, o objetivo é fortalecer ainda mais a equipe e continuar sua ascensão no futebol brasileiro e internacional.
“Nossa meta no Botafogo é vender muito e comprar ainda mais. Queremos estar no Top-3 do Brasil todo ano e lutar pela Libertadores constantemente. A água flui para onde tem que fluir, e os jogadores vão para onde devem ir. A maior parte dos torcedores no Brasil acredita em mim”, afirmou Textor, destacando a confiança que mantém na trajetória do clube.
Sobre o planejamento para 2025, o empresário falou sobre a construção do elenco, mencionando que, em 2024, a base foi formada por contratações como as de Luiz Henrique e Almada. Para o próximo ano, Textor tem planos ainda mais ousados.
“Vamos montar um elenco mais forte, com quatro grandes aquisições. Nosso foco será continuar atraindo jogadores de alto nível, como Igor Jesus, que estava nos Emirados Árabes e hoje é titular da Seleção”, revelou.
O Lyon, por sua vez, enfrenta dificuldades financeiras e está proibido de contratar até apresentar um plano para levantar 100 milhões de euros. Textor revelou que o Botafogo poderá ajudar o clube francês, uma vez que ambos pertencem à mesma rede multiclubes, com valores de vendas de jogadores podendo ser direcionados para quitar as dívidas do Lyon.
“Temos um orçamento grande de vendas para ajudar o Lyon, e acreditamos que vamos ultrapassar as projeções que mostramos”, afirmou o empresário
Divisão de receitas e transferências
A relação financeira entre Botafogo e Lyon também gerou questionamentos, especialmente sobre como seriam divididos os recursos provenientes de vendas de jogadores como Almada, Luiz Henrique e Igor Jesus. Textor explicou que as receitas de competições, como premiações por posições no Campeonato Brasileiro ou na Libertadores, provavelmente ficarão para o Botafogo. “O dinheiro de competições ficará no Brasil, mas as receitas das transferências de jogadores serão gerenciadas de forma compartilhada entre os clubes da rede”, disse.
Sobre as projeções de receita, Textor citou o impacto que um título da Libertadores poderia ter no clube: “O Super Mundial, caso participemos, pode render entre 25 e 50 milhões de euros, mas isso depende de vencermos a final da Libertadores.”, ressaltou.
A visão para o futuro do Botafogo
Em sua fala, Textor ressaltou o sucesso do Botafogo desde sua chegada à SAF, destacando a recuperação do clube da falência e sua ascensão da Série B para a Série A. “O projeto Eagle teve que tirar o clube da falência, fazer o time subir de divisão e encher o estádio”, contou.
O empresário também frisou o crescimento do Botafogo no cenário internacional, com o time alcançando a final da Libertadores pela primeira vez em sua história e liderando o Campeonato Brasileiro com seis pontos de vantagem, faltando seis rodadas para o fim da competição.
Textor ainda destacou que, em 2024, o Botafogo colocou mais jogadores nas seleções de seus países do que qualquer outro clube da América do Sul, sublinhando a importância do clube na formação de novos talentos.
Com um plano de investimentos para 2025 ainda mais agressivo, Textor demonstrou confiança no futuro do Botafogo, que almeja se consolidar como uma das principais potências do futebol brasileiro e sul-americano.
(Foto: Thiago Ribeiro/ESTADÃO Conteúdo)