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Futebol Premier League

Tottenham tenta espantar os males contra um West Ham em crise

O Tottenham recebe o West Ham a partir das 12 horas (de Brasília) deste sábado (17), em confronto válido pela 22ª rodada da Premier League. Apesar da rivalidade londrina ser bastante tradicional e intensa, o clássico reunirá duas equipes em crise e com pouca perspectiva para este final de temporada 2025/26. Em um campeonato que avança rapidamente para sua reta decisiva, Spurs e Hammers entram em campo pressionados, cada um à sua maneira, tentando minimizar danos e encontrar algum sentido competitivo em meio a um cenário turbulento.

Com apenas 27 pontos no Campeonato Inglês, o Tottenham ocupa a modesta 14ª colocação e está relativamente distante da zona de classificação europeia. O desempenho abaixo das expectativas contrasta com o investimento feito no elenco e com o discurso ambicioso adotado no início da temporada. Para piorar, no último final de semana, a equipe comandada por Thomas Frank perdeu para o Aston Villa e acabou eliminada de forma precoce da Copa da Inglaterra, aumentando o clima de frustração interna. No recorte recente, o cenário é ainda mais preocupante: o Tottenham soma apenas um triunfo nos últimos sete jogos, sequência que evidencia a irregularidade e a dificuldade em manter um padrão competitivo.

A situação só não é pior que a do West Ham. Apesar da classificação na Copa da Inglaterra diante do Queens Park Rangers, os “Hammers” vivem um drama na Premier League e têm chances reais de queda. Atualmente, o time abre a zona de rebaixamento, na 18ª colocação, com apenas 14 pontos — sete a menos que o Nottingham Forest, primeiro clube fora da região de descenso. A fragilidade defensiva, a baixa produção ofensiva e a instabilidade no comando técnico transformaram a campanha do West Ham em uma das mais decepcionantes da temporada.

Spurs têm chance de ouro para reabilitação

Mesmo em má fase e convivendo com um ambiente interno desgastado, marcado por um relacionamento tenso entre Thomas Frank e parte do elenco, o Tottenham enxerga o clássico como uma oportunidade clara de reabilitação. Jogando em casa, os Spurs contarão com o tradicional apoio incondicional de sua torcida, que costuma transformar o estádio em um fator de pressão sobre os adversários, especialmente em jogos de rivalidade local. Além disso, o confronto será diante de uma das equipes mais frágeis da competição até aqui.

O West Ham não sabe o que é vencer desde 8 de novembro de 2025, quando superou o Burnley, em casa, pela 11ª rodada. De lá para cá, o time dirigido por Nuno Espírito Santo entrou em campo mais dez vezes pela Premier League, acumulando seis derrotas e quatro empates. A sequência negativa afetou diretamente a confiança do elenco, que demonstra dificuldades para reagir mesmo em jogos teoricamente equilibrados. A fase é, sem exageros, terrível.

Para alimentar ainda mais as esperanças do Tottenham, o rival não poderá contar com o brasileiro Lucas Paquetá. O meia já desfalcou o West Ham nos últimos compromissos em razão de uma lesão nas costas e segue sem condições de jogo. Além disso, o jogador tenta deixar o clube inglês, o que levanta a possibilidade de não voltar a vestir a camisa dos Hammers. Sem seu principal articulador, o West Ham perde criatividade e poder de retenção de bola no meio-campo, facilitando a missão dos Spurs. Dentro desse contexto, a chance de uma vitória do Tottenham para elevar o moral e aliviar a pressão é considerável.

Tottenham precisa de uma arrancada

Mais do que vencer um rival em crise, o Tottenham sabe que precisa iniciar imediatamente uma arrancada se quiser dar algum significado ao restante da temporada. A distância para o G-6 ainda é grande, mas uma sequência positiva poderia recolocar o clube no radar de competições europeias ou, ao menos, garantir um final de campeonato mais digno. Para isso, será fundamental transformar jogos como este em pontos certos, especialmente contra adversários da parte de baixo da tabela.

O problema é que a equipe ainda não demonstrou consistência suficiente para sustentar esse tipo de reação. Oscilações táticas, erros individuais frequentes e um elenco que parece sentir o peso da pressão tornam qualquer projeção mais otimista cercada de cautela. Ainda assim, clássicos costumam ter dinâmica própria, e uma atuação convincente pode funcionar como ponto de virada emocional.

Diante de um West Ham abalado e pressionado pela ameaça do rebaixamento, o Tottenham tem a obrigação de assumir o protagonismo e mostrar sinais claros de evolução. Caso contrário, o risco é ver a crise se prolongar e transformar o fim da temporada em mera formalidade.

Foto: Getty Images