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UFC Edmonton ganha quatro novas lutas e começa a tomar forma com forte presença canadense

O UFC Edmonton começa a ganhar contornos cada vez mais interessantes com a confirmação de quatro novos combates para o evento, marcado para o dia 17 de outubro, na Rogers Place, em Edmonton, no Canadá. As novas adições reforçam uma característica que já estava evidente no card: a organização pretende valorizar os atletas canadenses em uma edição realizada justamente no país.

A luta principal já estava definida e coloca frente a frente Mike Malott e Joaquin Buckley em um confronto de cinco rounds pelo peso meio-médio. Malott terá a vantagem de lutar diante de sua torcida contra um adversário conhecido pelo poder de nocaute e pela capacidade de produzir combates agressivos.

Na luta coprincipal, Erin Blanchfield enfrenta Jasmine Jasudavicius pelo peso-mosca feminino. A canadense terá novamente a oportunidade de lutar em casa, enquanto Blanchfield chega como uma das atletas mais conhecidas da divisão.

Com as quatro novas lutas anunciadas, o card passa a contar com oito combates confirmados, e a tendência é que outros confrontos sejam adicionados até a definição completa do evento.

Canadenses ganham espaço e fazem UFC Edmonton ter identidade própria

mike malott
Foto: UFC

A principal característica das novas lutas anunciadas é a presença de pelo menos um canadense em todos os quatro confrontos. Isso mostra uma estratégia bastante clara do UFC para eventos realizados fora dos Estados Unidos.

No peso-médio, Marc-Andre Barriault enfrentará Kyle Daukaus. O canadense terá a oportunidade de atuar diante do público de seu país, enquanto Daukaus chega ao confronto tentando se recuperar de uma derrota recente.

O norte-americano enfrentou Bo Nickal no UFC Freedom 250, em junho, e acabou derrotado por nocaute no primeiro round. O resultado coloca ainda mais importância no próximo compromisso, já que uma nova derrota poderia dificultar sua recuperação dentro da categoria.

Barriault, por outro lado, terá um fator importante ao seu lado: o apoio da torcida. Lutar em casa pode representar uma motivação adicional para o canadense, especialmente em um evento no qual a organização claramente buscou colocar atletas locais no card.

Outra luta que chama atenção é o confronto entre Tanner Boser e Jhonata Diniz pelo peso-pesado. Boser também é canadense e terá a oportunidade de competir diante de seu público contra um brasileiro conhecido pela força dos golpes.

No peso-pesado, o poder de nocaute costuma ser um dos principais elementos capazes de definir uma luta rapidamente. Por isso, o confronto entre Boser e Diniz apresenta potencial para ser uma das disputas mais explosivas da noite.

A presença canadense também aparece em outras partes do card. Jasmine Jasudavicius estará na luta coprincipal, enquanto Mike Malott lidera o evento. Jamey-Lyn Horth também representa o país no confronto contra Katlyn Cerminara.

Ao todo, considerando os oito combates anunciados até o momento, vários dos principais confrontos contam com representantes do Canadá. Isso cria uma identidade própria para o evento e aumenta a conexão entre o UFC e o público local.

Card começa a ganhar força com confrontos em diferentes categorias

Erin Blanchfield vs. Jasmine Jasudavicius
Foto: IMAGO / ZUMA Press Wire

Além dos combates principais, o UFC Edmonton terá lutas em diferentes divisões, o que ajuda a construir um card equilibrado.

No peso-leve, Mandel Nallo enfrenta Nate Landwehr. A categoria é uma das mais competitivas do UFC e qualquer vitória pode representar uma oportunidade para o vencedor ganhar espaço e se aproximar de confrontos mais importantes.

O card também terá Timmy Cuamba contra Louis Jourdain pelo peso-galo. Já no peso-galo feminino, Melissa Croden enfrenta Chelsea Chandler.

Outro duelo feminino será entre Jamey-Lyn Horth e Katlyn Cerminara, pelo peso-mosca.

A variedade de categorias permite que o evento tenha diferentes estilos de luta. Enquanto os pesos-pesados podem oferecer uma disputa marcada pelo poder de nocaute, os pesos mais leves normalmente apresentam maior volume de golpes, movimentação e combinações durante os três rounds.

O confronto entre Boser e Diniz, por exemplo, pode ser decidido em poucos minutos caso um dos dois consiga conectar um golpe limpo. Já lutas como Nallo contra Landwehr e Cuamba contra Jourdain podem exigir mais estratégia e resistência.

O evento também terá um elemento interessante na luta principal. Mike Malott terá a responsabilidade de representar o Canadá diante de sua torcida contra Joaquin Buckley, um adversário que ganhou bastante notoriedade justamente por seu estilo agressivo e poder de nocaute.

Malott terá a oportunidade de transformar o apoio da torcida em uma vitória importante, enquanto Buckley poderá tentar silenciar a Rogers Place e consolidar seu momento dentro da categoria.

Com oito combates confirmados, o UFC Edmonton ainda não está completo. A organização deve adicionar novas lutas nas próximas semanas, mas o cenário atual já mostra uma estratégia bastante clara.

O UFC quer aproveitar a realização do evento no Canadá para colocar seus principais atletas locais em posições de destaque. Mike Malott será o responsável pela luta principal, Jasmine Jasudavicius estará na coprincipal e outros canadenses aparecem espalhados pelo card.

Essa presença pode ser importante não apenas para os lutadores, mas também para o evento como um todo. Ter atletas locais competindo aumenta o interesse da torcida e cria uma atmosfera mais forte dentro da arena.

Com confrontos distribuídos entre peso meio-médio, peso-médio, peso-pesado, peso-leve, peso-galo e categorias femininas, o UFC Edmonton já apresenta uma boa diversidade.

Ainda faltam novos combates para completar o evento, mas as quatro adições anunciadas recentemente deram um passo importante para transformar o card em uma noite de destaque para o MMA canadense.

(Foto de capa: UFC)

 

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Kaique