O torcedor do Vasco certamente estava convicto de que a primeira grande missão na final da Copa do Brasil seria deixar o confronto mais aberto possível após deixar o estádio de Itaquera para ter vantagem ou resolver a decisão no Maracanã com igualdade no placar agregado. A vitória na Neo Química Arena não veio no jogo de ida, mas o torcedor certamente está satisfeito em ter visto um time bem organizado e que mais incomodou seu adversário fora de casa do que sofreu, criando boas perspectivas para o jogo de volta neste domingo, um duelo que promete entrar para a história.
Vasco cumpriu muito bem sua missão em Itaquera
Fernando Diniz não abriu de suas características na escalação e o Gigante da Colina pressionou alto em momentos importantes enquanto esteve com a bola, enquanto Léo Jardim precisou fazer somente uma grande defesa (no chute impedido de Yuri Alberto), e parte considerável deste sucesso na primeira missão consistiu nas excelentes atuações de Cauan Barros e Thiago Mendes, volantes que foram ganhando confiança ao longo da temporada e acabaram sendo potencializados pelo treinador.
Isso permitiu que a estratégia defensiva de empurrar as ações ofensivas do Timão para as laterais fosse bem sucedida, impedindo que Rodrigo Garro causasse algum impacto positivo nos quase 90 minutos em que esteve no campo de jogo. No entanto, como citado anteriormente, o Vasco não adotou uma retranca intransponível e teve oportunidades de abrir o placar, acelerando bem a troca de passes buscando explorar as saídas em velocidade de Andrés Gómez, que foi um dos principais jogadores em campo com boa movimentação tática e habilidade individual confundindo a marcação adversária.
Infelizmente para o torcedor do Gigante da Colina, faltou um capricho maior na tomada de decisão para transformar o melhor volume de jogo em vitória. Por exemplo, quando Puma recebeu de Nuno Moreira e limpou a marcação de Matheuzinho, acabou demorando para finalizar e perdeu a chance de abrir o placar aos 30′ do primeiro tempo, tendo sido essa a melhor oportunidade em jogada bem trabalhada. Também faltou sorte para o Vasco no segundo tempo, quando Barros testou firme após lance de bola parada e a bola acabou parando na trave, com Hugo Souza já “vendido” no lance.
Uma prova do bom desempenho vascaíno pode ser observado nas substituições, considerando que Fernando Diniz mexeu pela primeira vez na escalação apenas aos 35′ do segundo tempo e apenas por motivo físico, quando Nuno Moreira precisou deixar o campo e Vegetti foi acionado (dando maior prioridade aos lançamentos na área quando tinha a bola, fechando mais os espaços), sendo que neste momento o técnico Dorival Júnior já havia executado quatro mudanças.
Vasco possui leve favoritismo para conquistar Copa do Brasil
Esse empate sem gols em Itaquera com um desempenho bem convincente deixa o Vasco com o favoritismo para levantar a taça no Maracanã, diante de 65 mil torcedores ansiosos para ver o cruzmaltino ser campeão novamente. No entanto, a irregularidade que o Gigante da Colina passou durante a reta final da temporada do Brasileirão não foi esquecida e por isso uma atenção ainda maior será necessária nos 90 minutos decisivos.
Imagem: AGIF