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Vasco avança na Copa do Brasil com soluções para o restante da temporada

O Vasco estava naturalmente pressionado pela sua torcida para conseguir um resultado favorável em São Januário nas oitavas da Copa do Brasil diante do CRB, após amargar uma sequência de sete jogos sem vencer e polêmicas extracampo envolvendo a possibilidade de Pedrinho ser sequestrado. O presidente cruzmaltino precisou andar com seguranças privados para mostrar que o ambiente segue tenso, mas a vitória sem grandes sustos obtida pelo time de Fernando Diniz foi essencial para acalmar os ânimos e garantir mais R$ 4 milhões em premiações, apesar do desempenho ter deixado a desejar novamente.

Vasco precisava de resultado convincente para abafar crise

É importante ressaltar obviamente que o CSA possui um nível técnico muito inferior em relação aos demais adversários nas oitavas, com o Vasco naturalmente controlando todas as ações ofensivas no primeiro tempo, enquanto os adversários buscavam se defender. Apostando principalmente nas movimentações de Hugo Moura e Lucas Freitas, além da dupla de volantes formada por Tchê Tchê e Jari, o cruzmaltino pressionou o adversário em todo momento adiantando suas linhas. Além disso, as ações ofensivas se concentraram principalmente pelos lados, onde o cruzmaltino gerava a famosa superioridade numérica buscando uma jogada definitiva tentando o primeiro gol.

O lado esquerdo rendeu melhor graças às atuações de Coutinho e Nuno (cada vez mais habituado ao futebol brasileiro), permitindo a construção de jogadas através da troca de passes e menos pelos cruzamentos que estavam sendo optados pelo lado direito. Depois que o placar foi aberto com o gol de Rayan, o ambiente tenso em São Januário ficou mais tranquilo e isso acabou impactando muito positivamente a atuação do cruzmaltino, que ampliou sua vantagem e transformou a vitória parcial em goleada com gols de Coutinho e Tchê Tchê, numa conclusão que terminou com 11 passes ao todo antes do golaço ter sido marcado.

Diniz repete problemas no Vasco mesmo com larga vantagem no placar

Entretanto, o excelente desempenho do primeiro tempo acabou sendo ofuscado novamente com a atuação na etapa complementar, onde o cruzmaltino tentou ampliar rapidamente sua vantagem (com Nuno Moreira perdendo gol dentro da área). Com mais posse de bola, o CSA acabou ameaçando o time de Fernando Diniz com transições em velocidade, rendendo contra-ataques de enorme perigo pelos lados, aproveitando-se dos espaços cedidos e relembrando problemas que estão marcando a passagem da atual comissão técnica. No gol sofrido, Lucas Freitas errou cabeceio e Nuno não acompanhou o autor do gol, abandonando a marcação mesmo em condições de anular o lance, fazendo o Vasco sofrer um gol desnecessário.

Garré foi um dos poucos destaques positivos do segundo tempo com chances criadas e uma boa finalização de fora da área, mas o Vasco precisará ficar atento às oportunidades cedidas e ainda mais com relação ao argentino Vegetti, que mesmo em um jogo no qual diversos jogadores renderam bem no primeiro tempo, acabou não apresentando bom desempenho. Desta forma, Fernando Diniz precisará repensar a presença do artilheiro no time titular, pois o camisa 99 passou a errar lances de fácil execução e desperdiçar gols que certamente seriam essencial para evitar algumas derrotas na atual temporada.

Imagem: AGIF