O Fluminense está entre os clubes com o melhor saldo financeiro em contratações no mundo desde 2015, ocupando o 20º lugar de acordo com um estudo realizado pelo Observatório de Futebol do Centro Internacional de Estudos de Esporte (CIES Football Observatory). No Brasil, o Flu só fica atrás do Athletico-PR, que ocupa a 16ª posição, e do Palmeiras, que está em 17º lugar.
O estudo do CIES é baseado na diferença entre os valores gastos na compra de jogadores e o montante arrecadado com suas vendas, ou seja, considerando os clubes que conseguiram fechar com saldo positivo nesse período. Segundo o relatório, o Fluminense teve um superávit de € 186 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 1,1 bilhão.
Clubes com os melhores saldos financeiros da última década:
- Benfica: € 816 milhões (cerca de R$ 5 bilhões)
- Ajax: € 473 milhões (aproximadamente R$ 2,9 bilhões)
- RB Salzburg: € 401 milhões (R$ 2,4 bilhões)
- Lille: € 391 milhões (R$ 2,4 bilhões)
- Sporting: € 345 milhões (R$ 2,1 bilhões)
- Monaco: € 305 milhões (R$ 1,8 bilhão)
- Porto: € 296 milhões (R$ 1,8 bilhão)
- Braga: € 279 milhões (R$ 1,7 bilhão)
- Dínamo Zagreb: € 255 milhões (R$ 1,5 bilhão)
- PSV: € 250 milhões (R$ 1,5 bilhão)
- Fluminense: € 186 milhões (R$ 1,1 bilhão)
O sucesso financeiro do Fluminense se deve em grande parte à sua base de formação, Xerém, que é reconhecida como uma das mais produtivas do Brasil. A recente venda de André para o Wolverhampton, da Inglaterra, por € 22 milhões (R$ 135,5 milhões), elevou ainda mais os ganhos do clube, que já superou a meta de arrecadação com vendas de atletas para 2024, originalmente fixada em R$ 115 milhões. Com todas as transações, o Flu alcançará cerca de R$ 227 milhões.
Apesar de não contar com grande poder de compra, o Fluminense tem apostado em oportunidades de mercado, o que fez com que as janelas de transferências fossem menos agressivas em comparação com outros clubes brasileiros. No entanto, isso começou a mudar em 2024.
O clube investiu aproximadamente R$ 50 milhões na janela de meio do ano, o que representou o maior gasto desde a saída da patrocinadora Unimed, em 2014. As contratações de Facundo Bernal, Kevin Serna, Ignácio e Gabriel Fuentes superaram os valores investidos em 2016, que era até então o ano de maior movimentação financeira do clube.
Vendas mais lucrativas do Fluminense:
– André para o Wolverhampton: € 22 milhões (R$ 135,5 milhões), com potencial de € 3 milhões adicionais em bônus.
– Gerson para a Roma: 16 milhões de euros (R$ 60 milhões na época), com o Flu recebendo 70% do valor.
– Richarlison para o Watford: € 12,5 milhões (R$ 46 milhões na época), com o Flu ficando com 50%.
– Pedro para a Fiorentina: € 11 milhões (R$ 50,2 milhões na época), com o Flu recebendo 8 milhões de euros.
Além dessas transações, o Flu conseguiu vendas ainda mais vantajosas quando se considera bônus e mecanismos de solidariedade, como nos casos de Kayky, Luiz Henrique e Alexsander.
Maiores contratações do Fluminense na última década:
1.Facundo Bernal: R$ 20,2 milhões
- David Terans: R$ 14 milhões
- Ignácio: R$ 12,3 milhões
- Kevin Serna: R$ 10,1 milhões
- Caio Paulista: R$ 9,2 milhões
Apesar do sucesso em transferências, o clube ainda enfrenta dificuldades financeiras devido a dívidas que datam da década de 1990, como mostrado no demonstrativo financeiro de 2023. A receita total do Fluminense naquele ano foi de R$ 695 milhões, dividida entre receita operacional, venda de ativos intangíveis e receitas financeiras.