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Automobilismo Fórmula 1

Verstappen defende mudanças radicais na Red Bull após dificuldades na classificação em Silverstone

Max Verstappen viveu uma sessão de classificação bastante complicada em Silverstone e não conseguiu ir além da sétima posição no grid para a corrida.

Após o desempenho abaixo do esperado, o piloto da Red Bull afirmou que gostaria de promover mudanças significativas em seu carro durante a noite, na tentativa de solucionar os problemas enfrentados ao longo do fim de semana.

A equipe austríaca não conseguiu entrar na disputa pela pole position no sábado. Enquanto isso, Kimi Antonelli garantiu sua quinta pole position da temporada.

Verstappen encerrou a classificação apenas em sétimo lugar e ainda foi superado pelo companheiro de equipe, Isack Hadjar, que conquistou a quinta posição no grid de largada.

Segundo o holandês, a Red Bull não conseguiu corrigir os problemas de equilíbrio do carro que já haviam aparecido durante os treinos de sexta-feira. “O equilíbrio não estava correto desde o começo. Na sexta-feira também não estava bom, então, nesse aspecto, tudo permaneceu igual. Mas também nos faltou velocidade final. Ficamos um pouco para trás durante toda a sessão de classificação.” declarou Verstappen.

Falta de velocidade prejudicou desempenho durante toda a sessão

Verstappen explicou que a deficiência de velocidade nas retas provocou outros efeitos negativos durante a classificação.

De acordo com o piloto, por permanecer acelerando por mais tempo para compensar a falta de desempenho, o carro acaba consumindo mais energia da bateria, comprometendo ainda mais o rendimento ao longo da volta. “Então, é claro, você usa mais energia da bateria porque permanece acelerando totalmente por mais tempo. No setor final, isso se transforma em um verdadeiro desastre.”

Além das dificuldades relacionadas ao equilíbrio do carro, Verstappen afirmou que também identificou um problema na unidade de potência, algo que considera especialmente preocupante para a corrida.

Na avaliação do piloto, a perda de desempenho nas retas poderá deixá-lo vulnerável diante dos adversários durante o Grande Prêmio. “Nós tentamos, mas, em termos de acerto do carro, isso realmente não melhorou nada. Nas retas, por algum motivo, havia algo errado com o motor. Essa é, obviamente, a minha maior preocupação para a corrida.”

Piloto quer alterar o carro antes da largada

Diante do cenário apresentado na classificação, Verstappen afirmou que gostaria de realizar mudanças importantes no carro antes da corrida para tentar resolver os problemas identificados.

Segundo ele, uma revisão mais ampla da configuração seria o caminho ideal para tornar o equipamento mais competitivo. No entanto, realizar essas alterações significaria descumprir as regras de parque fechado, conhecidas como parc fermé.

Caso a equipe opte por modificar a configuração do carro após a classificação, Verstappen teria de largar dos boxes no GP de Silverstone em vez de ocupar sua posição original no grid.

Mesmo com essa consequência, o piloto deixou claro que considera essa possibilidade. “Eu adoraria fazer isso.” Para Verstappen, manter o carro exatamente como está representa um risco ainda maior durante a corrida.

Holandês admite que prefere largar dos boxes a competir com o carro atual

Na visão de Verstappen, permanecer com a configuração atual dificilmente permitirá uma recuperação durante a prova.

Ele acredita que, largando da sétima posição com um carro que continua apresentando problemas, a tendência seria perder ainda mais posições ao longo da corrida. “Se você larga daqui, vai continuar pilotando esse carro do mesmo jeito. Você provavelmente ainda perderá mais posições.”

Por esse motivo, o tetracampeão afirmou que prefere realizar mudanças no carro, mesmo que isso implique uma largada dos boxes. “Nesse aspecto, eu prefiro que façamos alguns ajustes.”

Verstappen voltou a destacar que o principal problema continua sendo o desempenho do motor, que, segundo ele, não está funcionando como deveria. “O motor simplesmente não está funcionando corretamente. Estávamos lentos em todas as retas.”

O piloto concluiu ressaltando que essa deficiência se torna ainda mais evidente em um circuito como Silverstone, conhecido pelas longas acelerações e pela importância da velocidade máxima. “Em uma pista como Silverstone, obviamente é ainda mais doloroso quando você não tem velocidade final.” 

Foto: (Fórmula 1)