Watkins comemora com a torcida do Villa em Stamford Bridge. Foto: Divulgação / Aston Villa FC.
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Villa vira para cima do Chelsea em Stamford Bridge e engata a 11ª vitória consecutiva

Fora de casa, o Aston Villa venceu o Chelsea por 2 a 1, de virada, neste sábado (27). João Pedro abriu o placar para os Blues, mas Watkins, com dois gols, comandou a reação dos Villans e garantiu mais uma vitória para a equipe de Unai Emery, a 11ª consecutiva. O resultado colocou, de vez, o time de Birmingham na briga pelo título, enquanto o Chelsea deixou o G4. Veja como foi a partida, válida pela rodada do Boxing Day da Premier League.

Domínio absoluto do Chelsea em Stamford Bridge

Tielemans vai ao combate de Cole Palmer. Foto: Divulgação / Aston Villa FC.
Tielemans vai ao combate de Cole Palmer. Foto: Divulgação / Aston Villa FC.

 

Por ser um duelo entre o quinto e o terceiro colocado, a expectativa era de um jogo equilibrado. No entanto, o Chelsea tratou de frustrar rapidamente as esperanças dos torcedores do Aston Villa e dominou amplamente todo o primeiro tempo. A equipe mandante teve mais posse de bola e foi muito mais agressiva, como ilustram as estatísticas: dez finalizações e duas grandes chances criadas antes do intervalo.

A construção ofensiva dos Blues passou, sobretudo, pelos lados do campo e pela liberdade concedida a Enzo Fernández. Reece James e Cucurella foram fundamentais nos apoios constantes, dando sustentação às movimentações de Garnacho e Pedro Neto. Essa amplitude abriu espaços na defesa adversária e permitiu que Enzo flutuasse entre as linhas, alternando momentos de participação na saída de bola com infiltrações na área para finalizar.

Do lado do Aston Villa, o primeiro tempo foi bastante abaixo. Diante da superioridade do Chelsea, os visitantes praticamente não conseguiram articular jogadas ofensivas. Unai Emery optou por iniciar a partida com Donyell Malen e Rogers no comando de ataque, deixando Ollie Watkins e Onana no banco. A ideia era clara: dar mais mobilidade ao setor ofensivo e adiantar Rogers, aproveitando sua boa fase.

Na prática, porém, a escolha não funcionou. Rogers, apesar da qualidade técnica, teve sua principal virtude anulada: a finalização. Sem conseguir receber em zonas de arremate, o autor de dois gols contra o Manchester United foi discreto, assim como Malen, que pouco participou do jogo.

A sensação de que o gol do Chelsea era apenas questão de tempo ficou evidente a cada chegada ofensiva. Desde a finalização perigosa de Enzo Fernández, que passou à esquerda de Emiliano Martínez, até a tentativa de João Pedro, defendida pelo goleiro argentino. Na segunda grande oportunidade, porém, o brasileiro contou com um desvio — ainda que involuntário — para abrir o placar em Stamford Bridge.

O gol demorou, mas veio como recompensa natural pelo volume e pela intensidade dos donos da casa. O Chelsea foi para o vestiário com vantagem no placar e sob aplausos, refletindo um primeiro tempo de controle, imposição e merecimento.

Ajustes de Emery, reação imediata e virada dos Villans

Watkins comemora com a torcida do Villa em Stamford Bridge. Foto: Divulgação / Aston Villa FC.
Watkins comemora com a torcida do Villa em Stamford Bridge. Foto: Divulgação / Aston Villa FC.

 

Ficou claro que Unai Emery precisaria fazer ajustes, sobretudo no último terço do campo. Ainda assim, o técnico espanhol surpreendeu ao retornar para o segundo tempo com a mesma equipe e viu o roteiro da etapa inicial se repetir nos primeiros minutos. A diferença é que, desta vez, a reação não demorou a acontecer.

O Chelsea mantinha o controle do jogo no início, mas as substituições mudaram completamente o cenário. Com as entradas de Watkins, Onana e Sancho, o Aston Villa passou a ser outra equipe. Na nova configuração, o camisa 11 atuou mais centralizado, enquanto Rogers e Sancho ficaram abertos pelos lados. Onana e Tielemans assumiram a base da construção, dando sustentação e liberdade aos homens de frente. O efeito foi imediato: os Villans passaram a jogar de forma mais propositiva, em linha com o que vinham apresentando nas rodadas anteriores.

E o impacto veio rápido. Watkins precisou de menos de cinco minutos em campo para empatar a partida. Um detalhe simbólico: a jogada começou justamente com Onana, acionado para dar equilíbrio ao meio-campo e liberar Tielemans e Kamara para avançarem.

A partir do gol, o Chelsea passou a demonstrar insegurança. As cobranças de Enzo Maresca à beira do gramado se tornaram constantes, numa tentativa de resgatar a intensidade do primeiro tempo. No entanto, os Blues não conseguiram conter a pressão do Aston Villa, que ainda desperdiçou boas chances com Maatsen e Rogers.

O controle que havia marcado a atuação do Chelsea na primeira etapa desapareceu. A equipe passou a ceder espaços, recuou suas linhas e teve dificuldades até mesmo para sair jogando, mesmo após as entradas de Delap, Gittens e Estêvão, pensadas para renovar o fôlego ofensivo.

Nesse contexto, Watkins foi decisivo não apenas como referência, mas sobretudo pelo faro de gol. Aos 39 minutos, o camisa 11 voltou a balançar as redes e sacramentou a virada — resultado direto da mudança de postura e da leitura precisa de Emery.

O Aston Villa demorou a entrar no jogo, mas quando ajustou sua estrutura, foi eficiente e dominante. A vitória poderia até ter sido mais elástica, não fosse a boa defesa de Robert Sánchez em cobrança de falta de Digne. No fim, triunfo merecido de quem soube corrigir erros e se adaptar às circunstâncias. O 11º triunfo dos Villans na competição os coloca, de vez, na briga pelo título.

Próximos compromissos de Chelsea e Aston Villa

Com a derrota, o Chelsea deixou o G4 e viu o Liverpool assumir a quarta colocação da Premier League. O desfecho da rodada ainda pode ser mais negativo para os Blues, já que o Sunderland entra em campo e pode ultrapassá-los, empurrando a equipe londrina para o sexto lugar. Os comandados de Enzo Maresca voltam a campo antes da virada do ano, no dia 30 de dezembro, quando enfrentam o Bournemouth, em Stamford Bridge, às 16h30 (de Brasília).

Já o Aston Villa mantém a sequência positiva e chegou à 11ª vitória consecutiva na Premier League. A equipe soma agora 39 pontos e ocupa a terceira colocação, consolidando-se de vez na briga pelo título. Os Villans estão a dois pontos do Manchester City, segundo colocado, e a três do líder Arsenal. O cenário dá um tempero especial para a 19ª rodada do campeonato, quando o time de Unai Emery encara justamente os Gunners, no Emirates Stadium, no dia 30 de dezembro, às 17h15 (de Brasília).

Ficha técnica da partida

Chelsea 1 x 2 Aston Villa

Local: Stamford Bridge, Londres (ING)
Data: Sábado-feira, 27 de dezembro 2025
Horário: 14h30 (de Brasília)
Competição: 18ª rodada do Campeonato Inglês

Árbitro: Stuart Attwell (ING)

Gol(s)

• Chelsea: João Pedro, 37’/1°T
• Aston Villa: Ollie Watkins, 18’/2°T e 39’/2°T

Cartões amarelos

• Chelsea: Reece James, Trevoh Chalobah, Moisés Caicedo, Liam Delap, Enzo Fernandez
• Aston Villa: Matty Cash, Morgan Rogers, Boubacar Kamara

Chelsea: Sánchez; James, Chalobah, Badiashile e Cucurella (Gusto); Caicedo e Enzo Fernandez; Pedro Neto, Palmer (Estevão) e Garnacho (Gittens); João Pedro (Delap). Técnico: Enzo Maresca.

Aston Villa: Martínez; Cash, Konsa, Lindelof e Maatsen (Digne); McGinn (Onana), Kamara (Bogarde), Tielemans e Buendía (Watkins); Malen (Sancho) e Rogers. Técnico: Unai Emery.

Créditos da foto de capa: Divulgação / Aston Villa FC