O Cruzeiro está na final da Copa Sul-Americana e não terá vida fácil diante do Racing. Em 10 dias, o time argentino e o brasileiro se enfrentarão pelo título, na busca de coroar suas temporadas de 2024 e cravar uma vaga na próxima Copa Libertadores. Sem esconder os problemas de seu time no ano, o técnico Gustavo Costas cita o peso de comandar sua equipe e ter a chance de conquistar um troféu desta importância.
“Ninguém pode tirar nosso sonho. É o único”, relatou ele.
Apesar de sonhar com a Sula, o Racing ainda tem chances de conquistar o Campeonato Argentino, estando apenas com três pontos atrás do Vélez diante de três rodadas para o fim da competição. Mesmo com essa questão, o técnico do clube argentino acaba dando mais importância para o duelo contra o Cruzeiro, deixando clara a importância de conquistar a Copa.
“Eu falo com eles: vocês têm que sonhar. Onde quer que estejam, têm que pensar na Copa.”
“Isso eu venho dizendo, mesmo que estejam com a noiva, com a esposa, têm que estar pensando na Copa. O único que têm que fazer é pensar: a Copa, a Copa, a Copa, a Copa”, completou o treinador do Racing sobre o confronto diante do Cruzeiro.
Com o sangue do Racing em suas veias, Costas defendeu a camisa do time argentino por 10 anos, antes de se tornar treinador. Em sua quarta passagem pelo clube, com 61 anos nas costas, possui uma experiência sobre títulos, que já foram conquistados na Colômbia, mas considera essa oportunidade, o lugar mais alto de sua carreira inteira.
“Tive momentos lindos na carreira, mas não se compara, porque o Racing é tudo para mim. Poder vencer algo com o Racing, ainda mais internacional, é o que eu mais quero. Agradeço a Deus por viver este momento”, concluiu Costas.
O adversário do Cruzeiro já enfrentou momentos de fragilidade, mas por agora, é considerado um bravo guerreiro para se ter pela frente. Com um grande indício de vitórias na Sul-Americana, o técnico Gustavo Costas falou sobre os altos e baixos do time argentino em 2024.
“Tivemos muito inconvenientes durante o ano. Foi difícil. Tivemos lesões de jogadores importantes. Estávamos armando a equipe e nunca podíamos arma-la, porque tivemos problemas nesse aspecto. Por isso a equipe teve muitos altos e baixos. Há muitos jogadores novos que não tinham ainda passado por esses problemas. Não é fácil vestir a camisa do Racing. Nos custou, mas sempre tive uma fé incrível”, finalizou ele.
Cruzeiro x Racing
Assim como o Racing chega com a bola toda, não dá pra falar o mesmo do Cruzeiro, que tem tido dificuldades desde que contou com Fernando Diniz no comando. Teve de ser suado para deixar o Lanús para trás na última fase, e agora, precisará entregar um futebol semelhante ao que teve contra o Criciúma na última rodada do Brasileirão.
Cada vez mais que o tempo passa, o Cruzeiro apresenta os traços de Diniz e esse ponto é interessante quando as coisas começam a dar certo.
Foto: Divulgação/Racing