Bruno Guimarães, Seleção Brasileira
Futebol Seleção Brasileira

Bruno Guimarães fala em naturalidade sobre pressão no Brasil: “Tranquilidade nunca vai existir”

O tempo urge, e a tabela aponta para a Seleção Brasileira uma necessidade para fechar 2024 bem: vencer. Após um ano irregular vivendo mudança de técnico, eliminação e derrotas que custaram até mesmo a perda das primeiras posições das Eliminatórias, o Brasil tenta esta noite diante do Uruguai encerrar a temporada na segunda colocação da seletiva, mas ainda enfrenta a possibilidade de fechar o período como terminou o ano passado, em sexto lugar. Cenário o qual aponta preocupação, várias cobranças e muita expectativa. Coisas as quais Bruno Guimarães afirma já tratar com naturalidade ao vestir a camisa da Amarelinha.

Representando a Seleção desde março de 2020, quando foi chamado por Tite para jogos contra Bolívia e Peru, o volante do Newcastle afirmou em entrevista ao ge que está ciente do quanto uma vitória contra os uruguaios em Salvador é crucial para afastar uma crise, que na década tem sido comum para o futebol brasileiro. Mas que para o final de 2024, torna-se importante evitar, e garantir um final de primeiro ano do ciclo de Dorival Júnior tranquilo para sua comissão técnica e jogadores.

Tranquilidade na Seleção nunca vai existir. Aqui todo jogo temos que ganhar, mas obviamente esse é um jogo-chave e a vitória nos coloca em uma situação muito confortável dependendo dos outros jogos, praticamente com a classificação encaminhada”

— Se a gente perder, vai ficar aquela sensação de perder o último jogo do ano e não é o que a gente quer. Estamos treinando bastante e vivemos um momento bom. Acho que não haveria momento melhor para jogar. É como se fosse uma final. Eliminatórias são sempre jogos difíceis, mas em casa, com o apoio do torcedor, o último jogo o ano… Estamos muito motivados para conquistar os três pontos, destacou.

Bruno Guimarães destaca o que o Brasil precisa para frear o Uruguai

Com 31 jogos pelo time principal do Brasil, Bruno Guimarães tem ainda 18 jogos pela Seleção Olímpica, na qual conquistou uma medalha de ouro nos Jogos de Tóquio 2020. Convocado para Copa do Mundo e Copa América, o volante titular da Amarelinha fez um destaque do que aguarda do adversário de hoje, na Arena Fonte Nova, e do que os brasileiros terão de fazer para frear o Uruguai:

— O Uruguai é um time diferente do ponto de vista defensivo, porque tem referências individuais. Sempre tem um comigo, no outro meio-campista e nos acompanha no campo. É uma característica do Bielsa, que já tinha feito isso na Premier League. Se é uma marcação individual, o único que não vai marcar individual é o Darwin Nuñez, que normalmente tenta dividir os dois zagueiros. É um jogo muito individual e temos que tentar tirar vantagem induzindo eles a saltarem no zagueiro para que um do meio possa ficar sozinho, afirmou.

Futebol é coletivo, mas contra o Uruguai é bem individualizado. Temos que ser melhor que o nosso marcador para, aí sim, fazer a diferença. Os jogadores ofensivos que temos de 1 x 1 vão ser bastante benéfico se a gente conseguir o drible e tirar vantagem da marcação”

Para derrotar o Uruguai de Marcelo Bielsa, e estancar a pressão sofrida pelo Brasil em 2024, Bruno Guimarães cita que a Seleção precisa melhorar na bola parada, e destaca a versatilidade do elenco quando o assunto se torna desempenhar múltiplas funções. O volante citou que Dorival e sua comissão tem realizado uma boa troca de ideias sobre o que fazer em campo, e que através disso, o time tem melhorado nos últimos jogos.

— Acredito que temos grandes cobradores e possamos melhorar nas faltas e escanteios com jogadores que possam atacar a bola, como Marquinhos e Gabriel Magalhães, que é o principal cabeceador do Arsenal e faz muitos gols de cabeça. Temos treinado bastante, é algo que você pode não estar muito bem na partida e ganhar o jogo de bola parada. E aconteceu de jogarmos melhor e tomar o empate por uma bola parada. É algo que define jogo, é muito importante e a Premier League faz bastante. Treino bola parada praticamente todos os dias, iniciou.

— Como treinador, eu adoraria (ter um time versátil). É uma dor de cabeça boa para o treinador ter o jogador que pode desempenhar duas, três funções. É bom para a equipe, bom para o jogador. Nas Eliminatórias, são dois jogos para suspensão. Então, você tem que estar sempre pronto, até pelo jogador que você chama. Essa questão de entrosamento é algo que você pega jogando, mas é uma dor de cabeça boa.”

O Dorival está gostando do que estamos desempenhando, eles têm mostrado vídeos por setores do campo, escuta da gente o que dá para melhorar. Tem sido uma troca boa entre jogadores e comissão, dar opinião, algo que aconteceu primeiro contra o Chile e melhorou bastante, ajudou a desenvolver o time.”

Seleção tenta diante do Uruguai guinada na tabela das Eliminatórias

Invicta nos últimos três jogos, com duas vitórias e um empate recente contra a Venezuela, a Seleção Brasileira recebe o Uruguai em Salvador com a missão e obrigação de vencer para sonhar com uma guinada à liderança das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Nesse momento, o Brasil é o quarto colocado na classificação com 17 pontos, atrás de Argentina (22), Uruguai (19) e Colômbia (19).

No confronto desta terça-feira, caso derrote os uruguaios, e a Colômbia perca para o Equador, a Seleção de Dorival tem a chance de assumir momentaneamente a segunda colocação das Eliminatórias e virar o ano vice-líder, com 20 pontos. O jogo contra a Celeste será disputado na Arena Fonte Nova, em Salvador, às 21h45 (de Brasília).

Seleção treina para duelo contra o Uruguai em Salvador
Seleção brasileira treinou no Barradão, em Salvador, neste domingo — Foto: Rafael Ribeiro/CBF