Após a derrota do Cruzeiro para o Racing por 3 a 1 na final da Sul-Americana, o técnico Fernando Diniz explicou as escolhas que fez para a escalação inicial, especialmente a formação do meio-campo. O treinador detalhou o raciocínio por trás da substituição de Walace ainda na primeira etapa, afirmando que foi uma decisão estratégica. Diniz também defendeu os titulares, destacando o empenho da equipe e reforçando que o grupo trabalhou duro durante toda a competição, apesar do resultado negativo na final.
– O time, para iniciar o jogo, era o time que iniciou, na minha opinião. Contra o Lanús, o Walace foi muito bem no jogo. E na minha percepção ele tinha que iniciar o jogo. O time, como um todo, não começou bem a partida. A gente começou a sentir um pouco, talvez o próprio peso da decisão.
– Com a troca do Lucas Silva, o time ia ganhar mais mobilidade. Era isso que a gente queria. Com a troca, a gente ganhou mobilidade, a gente conseguiu já no primeiro tempo criar chance de gol e no segundo tempo a gente teve uma melhora acentuada, fizemos um gol e poderíamos ter empatado a partida – completou o treinador do Cruzeiro.
Fernando Diniz e escalação do Cruzeiro na final
Fernando Diniz afirmou que não se arrepende da escalação que escolheu para a final, destacando que a decisão foi tomada com base nas circunstâncias e no que acreditava ser o melhor para o time. Ele mencionou que, caso tivesse escalado Lucas Silva, a situação poderia ter sido ainda pior, implicando que as escolhas feitas foram dentro de uma estratégia que, embora não tenha dado certo, não foi equivocada.
– Eu não me arrependo do que eu fiz. Então, depois que acontece, é mais fácil fazer a avaliação. E o jogo aconteceu e eu fiz a mudança que eu tinha que fazer, porque o Lucas podia ter começado e podia ter dado errado. Disse o treinador do Cruzeiro.
Questionados recentemente, William e Marlon, laterais titulares do Cruzeiro, vivem momento de baixa. Entretanto, Diniz saiu em defesa dos jogadores.
– Eu acho que são dois grandes jogadores (Marlon e William). Quando o momento é bom, sempre tem um outro jogador que acaba se destacando mais. E nesse momento, eu acho que eles podem ter oscilado, como o time tem oscilado. O William, por exemplo, contra o Criciúma fez uma grande partida, na minha opinião. E o Marlon tem feito bons jogos também. Eu acho que o Cruzeiro tem dois grandes laterais e a gente conta e eu confio muito nos dois desde quando eu cheguei aqui.
Diniz reiterou que os erros da final foram coletivos e não individuais.
– Eles têm ajudado a equipe. Não é uma coisa individual. Não dá para tratar de uma maneira individual. Os erros que aconteceram hoje têm falha coletiva. O time errou. Errou na abordagem da pressão na bola, errou na subida da linha, errou no recuo da linha, errou na recomposição e por isso que nós tomamos gols.
O treinador celeste assumiu que o comandante da equipe tem um peso importante tanto na derrota, quanto na vitória.
– O técnico tem um peso importante na equipe. Quando tem um tipo de resultado no começo, o treinador tem um peso… Uma falha tática como aconteceu, o treinador nunca está isento. A gente treinou, a gente fez, a gente sabia e a gente errou. Certamente o treinador interfere e tem responsabilidade grande tanto no fracasso quanto no sucesso.