O Brasileirão sempre se portou como um destino para diversos atletas estrangeiros, seja qual forem os seus países natais. O carinho dos remanescentes desta terra sempre chamou atenção sobre o futebol, então de braços abertos, muitos profissionais foram recebidos, até com uma moral mais alta que o comum, quando alguns desses, defendiam suas seleções na época.
A questão é que, assim como Luís Suárez chegou no Grêmio e brilhou como um holofote de mais alta potência, outras estrelas também pisaram no Brasileirão e não entregaram nada. Diante desta questão, pegamos o gancho de Dimitri Payet, meia francês que está com os dias contados no Vasco da Gama, depois de ter passado por diversos problemas físico, tanto de lesão quanto sobre sua forma.
Agora, estaremos apresentando outros nove nomes, além do ex-atleta do West Ham e do Olympique de Marseille, para enriquecer ainda mais esse top 10 de atletas estrangeiros que defendiam as suas seleções, e não vingaram no tão amado Brasileirão.
Top-10 estrangeiros que fracassaram no Brasileirão

1. Dimitri Payet, Vasco
A chegada de Payet ao Brasileirão teve muito destaque, por se tratar de um profissional com passagens pela Premier League, Ligue 1, Seleção Francesa e afins. Seus primeiros jogos até foram interessantes, mas a presença do meia-armador parecia que não engataria nunca, sempre era uma partida de muita qualidade técnica, sumiu por outros quatro jogos e no quinto ele era ausência.
O ritmo do futebol brasileiro teve mais uma vítima, porque esse cenário mais acalorado, de mais confrontos em pequenos espaços de tempo, simplesmente devoraram o atleta francês. Assim como as recorrentes lesões apareciam, dava a entender que a melhor forma física não era um foco dele, sendo considerado um fracasso no Brasileirão.
Com um salário de aproximadamente 1.5 milhões de reais, não há planos do Vasco de continuar com ele por mais tempo.
2. James Rodríguez, São Paulo
As decisões de James Rodríguez depois de sua saída do Real Madrid em 2017, sempre se apresentaram de uma maneira mais complicada. Como se o colombiano já não estivesse tão focado quanto estava em seu auge, apesar das inúmeras demonstrações de que teria dificuldade para entregar numa equipe novamente, o São Paulo resolveu aceitar o desafio e trouxe o camisa 10 para o Brasileirão.
Apesar das recorrentes saídas pelos fundos dos seus últimos destinos, o nível apresentado por James na Colômbia era absurdo. Era possível bater o olho nos dois profissionais, e considerar que são pessoas completamente diferentes, minutagem miserável na equipe brasileira, mas quando chega a convocação da Seleção Colombiana, ele estava presente, era titular e ainda fazia chover com a bola no pé.
Chegou de graça em julho de 2023, mas no ano seguinte, já estava se juntando ao Rayo Vallecano, da Espanha. Hoje já está no México, com o León.
3. Juanfran, São Paulo
O lateral-direito Juanfran, que teve grande parte de sua carreira feita no Atlético de Madrid, não se escondeu e decidiu viver a realidade do Brasileirão. Junto ao São Paulo, aos olhos do espanhol, era o maior time sul-americano existente, então não havia motivos para não se transferir, e defender as cores da camisa tricolor.
Em 2019, a contratação do veterano foi bem surpreendente, mas coincidiu com a falta de espaço nos colchoneros devido a sua idade. Mesmo sem aguentar os esforços na La Liga, a situação parece ter sido pior no país sul-americano, porque Juanfran até ressaltou um ponto do Brasileirão, considerando que tudo o que faziam no Brasil, era mais longo, precisando de mais vontade e energia para sobreviver.
Não é atoa que foi engolido na competição. Muitos atletas fizeram ele de gato e sapato, como Talles Magno, do Vasco na época, Everton Cebolinha com o Grêmio, e entre outros nomes da época. Teve bons jogos, mas esteve bem longe de entregar o imaginado e esperado, por conta disso, dá para considerar mais um fraco do São Paulo no mercado da bola.
4. Keisuke Honda, Botafogo
Sim, essa contratação realmente aconteceu e não foi um delírio coletivo, Keisuke Honda atuou pelo Botafogo no Brasileirão. Antes de sonhar em SAF, o Glorioso resolveu apostar na experiência e qualidade do japonês, que já trabalhou no Milan, da Itália, Pachuca, do México, figurinha carimbada na Seleção Japonesa, e quando chegou, foi contratado junto ao Vitesse, da Holanda.
O famoso número 4 foi uma jogada interessante do Botafogo de chamar mais atenção do público, e ainda conquistar um espacinho melhor entre os melhores colocados do Brasil, por se tratar de um profissional bem técnico. Honda estava longe de chegar ao seu limite físico, porém, existia uma expectativa maior do que foi entregue.
Apenas três gols feitos nesta passagem no Brasileirão, a falta de competitiva no time alvinegro na época, fez com que Honda repensasse bastante sobre sua continuidade. Dá a entender que um projeto mais interessante foi colocado na mesa para convencê-lo, ou ele só pensava na possibilidade de entregar boas atuações e ter a confiança da diretoria, algo que não rolou.
5. Bryan Ruiz. Santos
O meia Bryan Ruiz deu o que falar em sua chegada ao Santos, depois de ter sido um dos destaques da Copa do Mundo pela Costa Rica, só com quatro anos de atraso. Em 2014, ele chamou atenção, enquanto estava entre PSV, Fulham e Sporting, porém, o Peixe resolveu aproveitar uma oportunidade de mercado em 2018, culminando na sua procura por um novo camisa 10.
O pensamento da diretoria deve ter sido o seguinte, se ele conseguia entregar algo no passado, porque não pode acender essa luz novamente? A resposta esperada por alguns apareceu, ele simplesmente não conseguia mais, Bryan Ruiz fechou por dois anos com um salário de 500 mil mensal, e utilizou a camisa do Santos em 14 oportunidades.
Estamos falando de 400 mil reais por partida, talvez não tenha sido o melhor dos negócios no Brasileirão. Ao fim de seu contrato, se transferiu para um time costa-riquenho, onde em seguida, encerrou sua carreira com o bolso cheio de dinheiro, sem nem ter trabalhado direito. Em todas as suas partidas pelo Santos, somou duas assistências no campeonato nacional.
6. Salomon Kalou, Botafogo
É cada nome engraçado que pintou no Brasileirão que eu vou te falar, o atacante Salomon Kalou foi mais um desses. O Botafogo não pensou duas vezes ao ter a oportunidade de contratar um atleta ofensivo, com uma bagagem de muita qualidade. Com duas Copas do Mundo nas costas (2010 e 2014), ainda com Feyenoord, da Holanda, Chelsea, da Inglaterra e Lille, da França no seu currículo, o clube carioca se viu com o atleta perfeito para resolver os problemas do ataque.
O marfinense atuou pelo alvinegro no Brasileirão por quase um ano, mas se enquadrou no grupo dos que assinaram uma rescisão antes também. Diferente do que esperado, Kalou não foi capaz de apresentar um bom futebol, sendo deixado de lado pelo Botafogo, até estar livre para se juntar a outra equipe do mundo.
Foram 27 partidas e apenas um gol. Não dá para negar, é uma passagem bem esquecível para um atacante estrangeiro.
7. Diego Godín, Atlético-MG
O veterano Diego Godín tentou a sorte no Brasileirão, ao escolher o Atlético-MG para ser sua casa. Após uma exímia passagem pelo Atlético de Madrid, o zagueiro uruguaio foi mais um a conhecer um novo destino, por conta do encerramento da geração de Diego Simeone, principalmente pela ausência de títulos de expressão dos colchoneros.
Ao começar a buscar opções mais próximas do seu país natal, o Galo surgiu como um dos destinos mais interessantes. A questão é que, Godín não gostou tanto do Brasil como se imaginava, a única explicação possível é a alta escala de jogos, com pouco espaço de descanso, porque foram apenas sete meses necessários para ele fechar com o Vélez, da Argentina, onde ficou por um ano.
Havia acabado de chegar do Cagliari, da Itália, e simplesmente não durou nem uma temporada no clube mineiro.
8. Néicer Reasco, do São Paulo
O lateral-direito equatoriano Néicer Reasco foi uma das contratações do São Paulo para dar mais profundidade em 2006. A busca da diretoria tricolor era por um reserva para Cicinho, Reasco até conseguiu causar uma boa impressão de primeira, porém, quebrou a perna com certa velocidade e simplesmente não foi capaz de se recuperar ao ponto de corresponder as expectativas.
Grande parte de sua carreira foi feita na LDU, e por lá, e conseguiu entregar resultados e atuações, porém, ao utilizar a camisa do São Paulo no Brasileirão, teve muito azar. Apesar das ausências, o tricolor paulista não se encontrou prejudicado pela situação, sendo tri campeão do Campeonato Brasileiro na época.
9. Arturo Vidal, Flamengo
O meio-campista Arturo Vidal aceitou o desafio de defender o Flamengo e até foi feliz nesta passagem. Depois de vestir a camisa de times como Juventus, Barcelona, Bayern de Munique, Inter de Milão e entre outros gigantes do futebol europeu, se rendeu ao clube rubro-negro, onde foi capaz de sair vencedor de alguns títulos.
Em 51 partidas, fez 2 gols e deu 4 assistências. E ainda conquistou a Copa Libertadores (2022) e Copa do Brasil (2022). A questão é que, para a expectativa, Vidal não conseguiu corresponder no Brasileirão, suas atuações foram um pouco complicados, de baixo nível, e ainda fez questão de arrumar algumas confusões pelo fato de ser reserva.
No final das contas, saiu pela portas dos fundos para o Athletico-PR.
10. Diego Forlán, Internacional
Esse foi deixado por último porque divide muitas opiniões. O atacante Diego Forlán chegou para reforçar o Internacional no Brasileirão, após ter brilhado na Copa do Mundo de 2010. O uruguaio se transferiu em 2012, ficando em Porto Alegre até 2014 e em seguida, continuou sua extensa carreira por diversos locais diferentes.
Enquanto defendia as cores do Colorado, Forlán balançou as redes em 22 oportunidades em 55 partidas. Seu único título foi o Campeonato Gaúcho de 2013, sendo um ponto fatal para a sua passagem no Brasileirão, a ausência de conquistas de expressão com a camisa do Inter. Alguns acreditam que ele foi capaz de entregar o necessário, ao mesmo tempo que outras pessoas almejavam mais dele.
Foto: Alexandre Lops / Inter, DVG


