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Brasileirão: 3 grandes que precisam se reforçar para brigar na parte de cima da tabela!

O Brasileirão já está em sua terceira rodada, e tem apresentado um choque de realidade para alguns times da competição. Antes do campeonato nacional ter início, era possível notar quais eram os principais elencos de 2025, porém, a banda não tem tocado como o esperado, e certos times devem precisar ir ao mercado para brigarem por algo nesta temporada.

O objetivo principal dos três que serão citados neste texto não é o mesmo, porém, dá para considerar que todos pretendem entrar presentes no topo da tabela do Brasileirão. Diante deste gancho, confira os três grandes times do futebol brasileiro que ainda necessitam de reforços para “causar” em seu país e na América do Sul.

Brasileirão e seus 3 grandes “incompletos”

1. São Paulo

O São Paulo atraiu os holofotes da América do Sul ao anunciar o retorno de Oscar ao Brasileirão. O meia, que brilhou no Chelsea e na Seleção Brasileira, estava há anos no futebol chinês, onde virou praticamente uma lenda. Agora, em busca de mais competitividade, se juntou a nomes como Calleri, Lucas Moura, Luciano, Luiz Gustavo e companhia. Mas, por enquanto, o esporte praticado não tem sido nada “aconchegante”.

Apesar do brilho individual de Lucas e Oscar, o Tricolor tem tropeçado nas primeiras rodadas do Brasileirão, sem falar na eliminação para o Palmeiras na semifinal do Paulistão. Com dois empates nos dois primeiros jogos da liga, o time já acende o sinal de alerta, especialmente pela dificuldade ofensiva quando Oscar não está em campo.

Sem marcar gols até agora, o São Paulo empatou com o Sport no MorumBIS, em jogo que teve pênalti isolado por Calleri, e repetiu um 0 a 0 contra o Atlético-MG na Arena MRV. Zubeldía já começa a sentir a pressão, mas o problema vai além do banco: a falta de peças à altura no elenco, somada à fragilidade física dos principais jogadores, deveria estar no radar da diretoria.

O elenco precisa de opções mais confiáveis, especialmente para substituir nomes que vivem no departamento médico, inclusive um volante, já que Pablo Maia teve lesão grave e ficará longo período fora. Com Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil, o elenco é muito curto se o time quiser disputar em mais de uma frente no ano.

2. Atlético-MG

Falando em pressão, o Atlético-MG também não começou o Brasileirão como esperava. Comandado por Cuca, o Galo parecia embalado depois de um título mineiro conquistado com sobras, Hulk em boa fase, ataque funcionando… Mas bastou o Brasileirão começar pra esse time “sumir” do mapa. E a torcida já cobra a reaparição dele.

Na estreia contra o Grêmio, fora de casa, o Galo dominou boa parte do jogo, mas foi inofensivo. O adversário foi cirúrgico: duas chegadas, dois gols. O Galo até tentou reagir, descontou, mas o estrago já estava feito e o tempo não foi suficiente pra buscar o empate.

A reformulação no ataque parece ainda estar longe do ideal. Apesar de ser o time que mais finalizou na Copa Sul-Americana até aqui, o Atlético-MG só balançou as redes uma vez em dois jogos. Isso diz muito.

A saída de Paulinho e Deyverson tá doendo mais do que a diretoria imaginava. Mesmo com as chegadas de Júnior Santos e Rony, o setor ofensivo ainda não engrenou. E se a ideia é brigar na parte de cima da tabela, vai precisar de mais.

3. Santos

Engraçado ver o Santos aqui, né? Ainda mais depois da barulheira que foi a janela de transferências. O Peixe contratou bastante, e se mesmo assim precisa de mais, é porque o buraco era bem fundo.

Com um ponto somado em dois jogos, o time deixou escapar vitórias tanto contra o Vasco, em São Januário, quanto contra o Bahia, na Vila Belmiro. Detalhe: ainda não contou com Neymar no Brasileirão, algo que deve mudar na próxima rodada, contra o Fluminense no Maracanã.

Só que a volta do camisa 10, por mais simbólica que seja, não resolve tudo. Pra sonhar alto no campeonato, o Santos precisa urgentemente consertar o sistema defensivo, que vem mostrando um nível preocupante.

Do meio pra frente, o time até tem boas peças, movimentação, criatividade, talento. Mas o problema começa nos volantes e se estende até a linha de zaga, incluindo os laterais . E aí não tem Neymar que dê conta sozinho. Se a ideia é brigar por vaga em Sul-Americana (ou quem sabe até surpreender no Brasileirão), a diretoria precisa reforçar os setores mais carentes.

Porque nomes como Gil e João Schmidt, com todo respeito à história, não podem ser as principais soluções de um time que quer mais do que só participar. Nas alas o time vem utilizando Escobar pela esquerda e JP Chermont pela direita. O argentino vem fazendo boas partidas, mas peca na limitação técnica apesar da boa capacidade defensiva e entrega dentro de campo. O lado direito o jovem Chermont é o principal alvo dos adversários e tem sofrido tanto atrás quanto no ataque. O reserva Godoy causa pesadelos no torcedor santista devido aos jogos que fez no Campeonato Paulista.

A volta de Aderlan e Zé Rafael de lesõs pode ajudar, mas não há garantia da situação física de ambos. É bom a diretoria santista abrir o olho, pois o campeonato é duro, e o fantasma da série B pode perseguir a equipe durante todo o campeonato.

Foto: Marcello Zambrana/AGIF