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Brasileirão 2025: Muito dinheiro, pouco futebol; as 5 piores contratações até o momento!

Os clubes do Brasileirão iniciaram o ano com apetite e não pouparam esforços para reforçar seus elencos, com o objetivo de obter bons resultados nas competições nacionais e internacionais. Como resultado, alguns times do país apostaram em estratégias ambiciosas, abrindo os cofres, mas nem tudo são flores.

Nesse cenário de contratações custosas no Brasileirão, os reforços visaram preencher lacunas técnicas e fortalecer posições estratégicas. Contudo, alguns nomes não vêm correspondendo dentro de campo, frustrando as expectativas de torcedores e dirigentes. É o caso de atletas como Gabigol e Júnior Santos, que defendem os arquirrivais Cruzeiro e Atlético-MG, respectivamente, e chegaram com grande expectativa para a temporada, mas ainda não renderam o esperado.

A seguir, apresentamos cinco jogadores que, mesmo cercados de expectativa no Brasileirão, ainda não justificaram os valores desembolsados por seus clubes:

As 5 piores contratações do Brasileirão 2025 até o momento

Confira abaixo uma análise dos cinco reforços mais frustrantes da atual edição do Brasileirão, destacando o contexto da chegada, as expectativas iniciais e os motivos para o baixo rendimento:

1. Gabigol (Cruzeiro)

Após sua saída do Flamengo, Gabigol desembarcou no Cruzeiro cercado por esperanças de ser um dos pilares ofensivos da equipe. Porém, seu rendimento tem sido aquém do esperado, com atuações apagadas e episódios de indisciplina, como a expulsão no clássico diante do Atlético-MG.

Além da forma física longe do ideal, seus poucos gols, a falta de intensidade e o comprometimento em campo agravam a pressão da torcida, especialmente considerando seu histórico recente tumultuado, inclusive fora das quatro linhas.

Segundo as informações divulgadas, o jogador que chegou sem custo de transferência pois estava livre no mercado após saída do Flamengo, assinou por cerca de 3 milhões de reais mensais, entre luvas, direitos de imagem e salários. Muito para um jogador que nesse momento está no banco de reservas.

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

2. Benjamín Rollheiser (Santos)

Contratado por €11 milhões junto ao Benfica, o argentino chegou como uma das maiores apostas do Santos. Apesar disso, ainda não se firmou como titular e suas atuações têm sido discretas. O atleta atuou pouco no tempo que estava no Benfica, jogando apenas 521 minutos em 1 ano e meio.

Rollheiser tem oferecido pouco ofensivamente e não demonstrou impacto nos jogos decisivos e do Brasileirão até aqui. Parece tímido, e apesar de mostrar seu talento em raros momentos não mostrou a naturalidade pela qual teve destaque no Estudiantes da Argentina. O alto investimento, até o momento, não tem se pagado.

Foto: Divulgação/Santos FC

3. Thaciano (Santos)

Após uma temporada de destaque no Bahia, onde foi artilheiro em 2024, Thaciano voltou ao Santos com contrato até 2028. No entanto, seu desempenho tem decepcionado.

Sem espaço no time titular e com participações limitadas, não tem demonstrado a intensidade e a dinâmica esperadas. Sua contratação foi criticada pela torcida, principalmente por envolver altos valores (R$ 32 milhões) para um jogador com características físicas e táticas, que não salta aos olhos quando está em campo.

Foto: Divulgação/Santos FC

4. Lucas Barbosa (RB Bragantino)

Ex-Santos, e com boa passagem por empréstimo pelo Juventude em 2024, Lucas Barbosa foi contratado por €2,5 milhões para impulsionar o setor ofensivo do RB Bragantino nesse Brasileirão. Porém, tem tido dificuldades de adaptação ao estilo do novo time e pouca participação efetiva em campo.

Com atuações sem brilho e pouco impacto nos poucos minutos em que esteve em campo, sua contratação parece ter sido um erro estratégico, já que sua contribuição ao time tem sido mínima após a recuperação de uma lesão sofrida.

Foto: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino

5. Júnior Santos (Atlético-MG)

Adquirido por cerca de R$48 milhões, o atacante chegou ao Galo como uma das principais apostas para o ataque. Até aqui, porém, suas apresentações foram irregulares e pouco produtivas.

Com decisões equivocadas e finalizações ineficazes, seu estilo de jogo não se encaixou com a proposta tática do técnico Cuca. Atualmente, é reserva e alvo frequente de críticas da torcida.

Foto: Pedro Souza/Atlético-MG

Esses exemplos mostram que, mesmo com altos investimentos, nem sempre o retorno em campo é imediato. A cobrança sobre esses jogadores deve aumentar se o desempenho não melhorar nas próximas rodadas. Apesar do início abaixo do esperado, esses atletas ainda têm margem para recuperação no Brasileirão 2025. Para isso, será fundamental evoluir dentro de campo e se encaixar melhor nas propostas de seus treinadores.

Veja como cada um pode dar a volta por cima no Brasileirão 2025:

Gabigol (Cruzeiro)

  • Recuperar a confiança: Reencontrar seu poder de decisão e se adaptar ao estilo do time são passos essenciais para retomar o protagonismo.
  • Ajuste tático: Jogadas rápidas e em profundidade podem explorar melhor suas características ofensivas.

Rollheiser (Santos)

  • Explorar sua capacidade de finalização: Com mais intensidade e presença próximo à area pode contribuir mais com seus chutes potentes de média e longa distância.
  • Criar mais chances para o time: Além de finalizar, precisa também ser um articulador de jogadas, já que tem excelente visão de jogo, bom passe para quebrar linhas e achar espaços.

Thaciano (Santos)

  • Ganhar mais protagonismo no meio: Participar da criação e da marcação para agregar valor ao time. Sua chegada como elemento surpresa na área pode ser decisiva também.
  • Equilibrar a defesa: Sua contribuição na recomposição pode aumentar sua relevância.

Lucas Barbosa (RB Bragantino)

  • Usar sua técnica nas transições: Com maior volume de jogo, pode ajudar o time na criação.
  • Retomar a confiança ofensiva: Participar ativamente nas jogadas decisivas será chave.

Júnior Santos (Atlético-MG)

  • Explorar seu físico: Pode ser útil em contra-ataques e no jogo aéreo.
  • Buscar regularidade: Melhorar o posicionamento e a tomada de decisão é essencial para reconquistar espaço.

Para todos, o desafio maior será manter constância, entender o modelo tático proposto e evoluir mentalmente. Se superarem esses obstáculos, ainda há tempo de reverter o cenário e se tornarem peças importantes na caminhada de seus clubes no Brasileirão.

(Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)