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Seleção Brasileira: Ancelotti tem seus erros e acertos nesta convocação; entenda

A Seleção Brasileira está se preparando para mais uma rodada de amistosos e, desta vez, terá Senegal e Tunísia pela frente na Data FIFA. Com Carlo Ancelotti fazendo ajustes para encontrar o elenco ideal rumo à próxima Copa do Mundo, a nova lista de convocados divulgada nesta segunda-feira (3) trouxe algumas surpresas. Entre acertos e erros, confira uma análise sobre as movimentações do italiano em mais uma oportunidade pela Amarelinha.

Diante de uma base já esperada na Seleção, Ancelotti resolveu ousar em alguns pontos ou, para muitos, jogou pelo seguro, algo que não costuma encantar o olhar do público.

Erros de Ancelotti nesta convocação da Seleção

Assim como chamou atenção por alguns acertos nas últimas listas, Ancelotti fez movimentos bem questionáveis nesta altura da temporada. Começando pelos nomes que defendem o gol da Seleção Brasileira: sem Alisson disponível, o técnico decidiu convocar Bento e Hugo Souza para trabalhar ao lado de Ederson, que tem tudo para ser a primeira opção.

O primeiro ponto polêmico é justamente a presença do ex-Athletico, que perdeu espaço no Al-Nassr e está fora dos planos de Jorge Jesus, mas segue recebendo oportunidades. Mesmo com boas atuações de Everton, Léo Jardim e outros goleiros em alta no futebol brasileiro, Ancelotti opta por manter Bento.

Saindo da meta e indo para a defesa, o questionamento aumenta: com cinco zagueiros, dois laterais-direitos e três laterais-esquerdos, a pergunta que fica é, por que tantos?

Os cinco zagueiros convocados são Danilo, do Flamengo, Éder Militão, do Real Madrid, Fabrício Bruno, do Cruzeiro, Gabriel Magalhães, do Arsenal, e Marquinhos, do PSG. É inacreditável ver o primeiro nome dessa lista presente numa convocação da Seleção Brasileira em 2025/26, já que ele é reserva de Léo Pereira, um dos melhores defensores da temporada, que está saudável e disponível.

Desse quinteto da Seleção, quatro são destros e apenas Magalhães é canhoto, outro ponto que chama atenção, especialmente por deixar o camisa 4 do Flamengo de fora.

Deixando a defesa, o meio-campo também traz dúvidas. Fabinho, do Al-Ittihad, ser uma opção até faria sentido alguns anos atrás, mas hoje a convocação soa anacrônica. Ele dificilmente terá muito espaço, já que Andrey Santos e Casemiro devem revezar como primeiros volantes.

Talvez Ancelotti tenha pensado em algo diferente, quem sabe até utilizá-lo improvisado na defesa, o que seria improvável, mas, com o italiano, nunca se sabe.

No ataque, o debate é inevitável: há muitos nomes em alta, o que torna a presença de Richarlison questionável. A relação de confiança entre Ancelotti e o camisa 9 do Tottenham é evidente, mas a fase atual do jogador está longe de justificar nova convocação para a Seleção.

A lembrança imediata é de um nome observado por Ancelotti no último domingo (2), no Rio de Janeiro: Rayan, do Vasco. Jovem, versátil, com força física impressionante e velocidade, o atacante merecia espaço. Por que não reduzir o número de defensores e dar chance à prata da casa do Gigante da Colina? Em vez disso, o técnico preferiu apostar em veteranos para uma posição que já conta com boas opções.

Acertos de Ancelotti para os amistosos contra Senegal e Tunísia

A Seleção Brasileira chega de um tropeço dolorido contra o Japão, após abrir 2 a 0 e sofrer a virada por 3 a 2. O time poderia estar com mais moral, mas precisará se contentar com o que tem. E, apesar dos deslizes, Ancelotti também acertou em alguns pontos importantes.

Sem Vanderson, lesionado, o técnico decidiu pela continuidade de Paulo Henrique em vez de Vitinho. Ambos foram suplentes na última convocação, mas o jogador do Vasco se saiu melhor e mereceu a vaga.

Na lateral-esquerda, Luciano Juba finalmente ganha espaço. O jogador do Bahia pedia passagem há algum tempo e agora foi recompensado. A concorrência, porém, é pesada: Alex Sandro vive grande fase pelo Flamengo, e Caio Henrique, sólido como sempre, brilha no Monaco. Ainda assim, é justo reconhecer o mérito de Juba, que vem sendo um dos destaques do Brasileirão 2025.

Outro ponto positivo é a presença de Vitor Roque. É claro que muitos prefeririam ver Rayan, mas o “Tigrinho” traz leveza e movimentação ao ataque, características valiosas para uma Seleção que busca um estilo mais dinâmico e técnico.

Agora, é esperar para ver se as escolhas de Ancelotti vão envelhecer como leite no sol ou como um bom vinho no barril.

Foto: RAFAEL RIBEIRO/CBF