Carro da Fórmula 1 2026
Automobilismo Fórmula 1

Fórmula 1 – Relembre as últimas corridas antes de grandes mudanças na categoria

O Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2025 da Fórmula 1 não só será marcado pela decisão tripla no título de pilotos mas também como o fim da era DRS e dos motores V6 Turbo Híbrido. São manobras comuns que a principal categoria do automobilismo mundial faz para brecar algum grande domínio e/ou ajudar na competitividade. 2026 será mais uma prova dessa mudanças.

Neste texto, iremos relembrar as corridas dos últimos 32 anos onde a Fórmula 1 passaria por grandes mudanças de um ano para outro e reservou momentos históricos e marcantes para os fãs.

GP da Austrália 1993 – O fim dos auxílios eletrônicos

1993 Australian GP (Foto: Divulgação)

A corrida em Adelaide, no encerramento da temporada de 1993, tinha como pano de fundo a última corrida do campeão daquele ano: o francês Alain Prost, que faturou o seu quarto e último título de pilotos com a Williams duas corridas antes em Portugal. No auge da eletrônica, e que muitos desses auxílios estão banidos até hoje, a Austrália foi palco de outros “últimos” acontecimentos.

Nessa prova, Ayrton Senna fazia sua última corrida pela McLaren onde conseguiu uma pole position histórica, quebrando a sequência de 24 poles seguidas da Williams, e conquistou sua 41ª e última vitória na carreira. No pódio, a cena eternizada das pazes feitas entre o brasileiro e o francês.

Para 1994, os auxílios eletrônicos seriam banidos e o reabastecimento seria adotado. Infelizmente, é uma temporada que ninguém quer lembrar.

GP da Europa de 1997 – Dos carros largos para os estreitos

1997 European GP (Foto: Divulgação)

A última corrida em Jerez de la Frontera foi histórica não só pela despedida dos carros largos e espaçados. Foi a corrida onde aconteceu o empate triplo na pole position entre os postulantes ao título, Jacques Villeneuve e Michael Schumacher, e também Heinz-Harald Frentzen com o tempo de 1:21.072.

Na Espanha, uma decisão tensa onde ficou marcada com a tentativa de Schumacher em repetir Adelaide três anos atrás não funcionar, abandonar e ser desclassificado do mundial de pilotos meses depois. Villeneuve, com o terceiro lugar na prova, conquistou seu único título na Fórmula 1 e o último da Williams até hoje. A vitória ficou com Mika Hakkinen, sua primeira na categoria.

Para 1998, os carros passariam por grandes mudanças aerodinâmicas ficando mais estreitos e os pneus receberiam ranhuras com a proposta de diminuir a velocidade dos carros e aumentar a segurança. Hakkinen e a McLaren se beneficiaram no começo, mas depois Ferrari e Schumacher dominaram a partir de 2000.

GP do Brasil 2008 – O adeus aos pneus de ranhuras e a volta dos carros mais largos

2008 Brazilian GP (Foto: Divulgação)

Outra prova marcante e infelizmente dolorosa para nós, brasileiros. Num ano marcado por uma disputa entre Ferrari e McLaren e com os principais nomes ao título, Lewis Hamilton e Felipe Massa, bem inconstantes, Singapuragate e etc., Interlagos seria o palco da decisão da temporada pelo quarto ano seguido.

Precisando vencer e torcer para o inglês ser sexto, Massa fez sua parte e venceu. Hamilton, que perdeu a quinta colocação faltando duas voltas para o final, estava vendo o título escapar de novo em solo brasileiro. Até Timo Glock da Toyota não conseguir segurar o carro na pista com a aumento da chuva, ser ultrapassado na junção por Hamilton e o piloto McLarista se sagrar campeão do mundo com o quinto lugar.

Para 2009, os carros seriam mais largos, o pneu slick retornaria depois de 11 anos, o Kers seria introduzido e uma brecha no regulamento originou o difusor duplo. E assim se iniciou o conto de fadas da Brawn GP.

GP do Brasil 2013 – Os motores não seriam mais os mesmos

2013 Brazilian GP (Foto: Divulgação)

Diferente de outras corridas citadas aqui, a prova de Interlagos em 2013, a última vez que o Brasil foi o palco do encerramento da temporada, foi a menos marcante. O campeão estava definido com três provas de antecedência, com Sebastian Vettel assegurando o seu tetracampeonato consecutivo na Índia e vencedor das últimas oito provas até então.

O resultado não foi diferente. Vettel venceu no Brasil e fechou o ano com chave de ouro com nove triunfos seguidos, um recorde que durou 10 anos. A corrida também marcou a aposentadoria de Mark Webber, que fechou a dobradinha e foi o terceiro colocado no mundial de pilotos.

Para 2014, os motores V8 dariam lugar aos atuais V6 turbo híbrido, mudando o som que os fãs da Fórmula 1 estavam acostumados há décadas. A Mercedes acertou no motor e o resto é história.

GP de Abu Dhabi 2021 – A última antes da volta do efeito solo

2021 Abu Dhabi GP (Foto: Divulgação)

Com a mudança de 2014, a Mercedes passou a doutrinar na categoria num domínio nunca antes visto, liderados por Toto Wolff, Hamilton e Nico Rosberg. Foram sete títulos consecutivos de pilotos (Hamilton 6, Rosberg 1) e construtores até ali. E na despedida para os carros de efeito solo, surgiu um desafiante: a Red Bull e Max Verstappen.

Num ano histórico para a Fórmula 1, a corrida em Abu Dhabi presenciou Hamilton e Verstappen empatados em pontos para a última etapa. O que parecia ser o octacampeonato e a coroação do piloto inglês como o maior campeão da história, mudou com a batida de Nicholas Latifi. Na última volta, com muita polêmica da direção de prova, Max ultrapassou Lewis para vencer e conquistar seu primeiro título mundial.

Para 2022, a categoria passou por grandes mudanças aerodinâmicas com mais efeito solo. Entre quicadas e mudanças no regulamento, a Red Bull recuperou o seu domínio.

Troca de regulamento está significando grandes corridas. O que esperar para 2025?