Atlético-MG
Futebol Brasileirão

Atlético-MG pode extrair pontos positivos em derrota contra o Bragantino?

O Atlético-MG ainda não encontrou o seu estilo de jogo ideal na atual temporada e Jorge Sampaoli está sofrendo na busca por uma identidade que possa definir as atuações do Galo. Diante do Red Bull Bragantino fora de casa, pela 2ª rodada do Brasileirão, a derrota por 1 a 0 pode ser vista por dois prismas diferentes: na etapa complementar, o time reagiu bem e foi muito corajoso em tentar buscar o empate por diversas formas, mas o primeiro tempo mostrou diversas correções que ainda precisarão ocorrer, com um desempenho que deixou o time refém de bolas longas buscando Hulk e Dudu na frente.

Atlético-MG não transformou volume ofensivo em gols

Cumprindo com as expectativas pré-jogo, Vagner Mancini manteve a identidade agressiva do Red Bull Bragantino utilizando um 4-3-3 com transições muito rápidas e um meio-campo físico, sendo um fator que chama atenção considerando o histórico de times muito compactados montados pelo treinador em diferentes equipes do futebol brasileiro.

O grande destaque individual consistiu em Gustavinho, pois além de ditar o ritmo do meio-campo, marcou o gol da vitória com um chute de primeira após rebote na entrada da área, e sua capacidade de infiltração desequilibrou o sistema de marcação do Galo. Além disso, o Massa Bruta explorou muito bem os lados do campo. Henry Mosquera foi um pesadelo constante para o lateral Preciado, utilizando o drible curto para quebrar a primeira linha de pressão do Atlético.

Gustavo Marques e Alix Vinícius também tiveram atuações de destaque no jogo aéreo e nas antecipações sobre Hulk, impedindo que o camisa 7 do Galo conseguisse girar e finalizar com liberdade em diversos momentos. O Atlético-MG veio à campo em um 4-3-3 com variações para uma espécie de 2-3-5 nas fases ofensivas, com os laterais Preciado e Renan Lodi subindo simultaneamente.

No entanto, apesar de ter tido mais volume no segundo tempo, o Atlético-MG sofreu com a falta de criatividade no último terço do campo. Hulk e Dudu tentaram jogadas individuais, mas pararam na compactação defensiva do Braga. A entrada de Cuello e Gustavo Scarpa acabou melhorando a circulação de bola, e o argentino inclusive foi bem participativo acertando o travessão aos 25’/2ºT e marcando um gol anulado por falta nos acréscimos, evidenciando que a pressão existiu, mas não foi muito bem organizada.

Apesar do esforço, o que realmente deve ter incomodado a torcida do Atlético foi o fato de ter sofrido mais gol por falha recorrente: a demora dos volantes (Maycon e Alan Franco) na cobertura da entrada da área, permitindo o chute livre de Gustavinho. Para o Galo, fica a preocupação com o início de campeonato (apenas 1 ponto em 6 disputados) e a dificuldade em transformar posse de bola em gols, um problema que Sampaoli precisará resolver rapidamente para a próxima rodada.

O problema é que o tempo curto do calendário não permite respiros, e o Galo terá nesse fim de semana um duelo decisivo na fase de grupos do Campeonato Mineiro diante do Athletic, com a necessidade da vitória para evitar sustos e ficar de fora das finais do estadual.

Imagem: Gazeta Press