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Futebol Brasileirão

Dudu marca no último lance e Atlético-MG se “safa” com empate por 3 a 3 diante do Remo na Arena MRV

Na noite desta quarta-feira (11), o Atlético-MG recebeu o Remo na Arena MRV em duelo válido pela 3ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com ambas as equipes buscando sua primeira vitória na competição, tivemos um embate agitadíssimo com as redes balançando seis vezes – o Remo chegou a conseguir a virada nos minutos finais do segundo tempo, mas um gol de Dudu no último lance impediu uma pesada derrota da equipe de Sampaoli, que fica cada vez mais pressionado em meio à dificuldade de conseguir consertar o setor defensivo atleticana.

Ainda com o amargor de sair sem sua primeira vitória na Série A desde 1994, o Remo, definitivamente, deixou o campo com mais pontos positivos do que o time mandante. O Leão Azul chegou ao seu segundo ponto na competição e figura na 15ª colocação. Com a mesma quantidade de pontos, o Atlético-MG está uma posição na frente do time paraense por conta do saldo de gols.

Bom início do Atlético e Hulk (sempre) decide 

O Atlético-MG iniciou a partida com uma postura bastante ofensiva: ambos os laterais atuando como alas (destaque para Preciado jogando muito agudo pela direita), Hulk como referência no ataque, Reinier como uma espécie de falso nove e Tomás Cuello como um ponta atacando a última linha defensiva do Remo, se encontrando muitas vezes em posição mais ofensiva que Reinier.

O meio-campo do Remo deu bastante espaço para Maycon e Alan Franco tentar a conexão da defesa com o ataque, o Galo conseguiu criar boas jogadas, principalmente pelo lado direito, sempre com muitos jogadores populado a grande área. A primeira grande chance surgiu nos pés de Vitor Hugo, que foi o mais próximo de um camisa 10 da equipe de Sampaoli na primeira etapa – após boa jogada pela direita, o meia acertou um belo lançamento para Cuello na segunda trave – de primeira, o colombiano finalizou para fora.

A marcação do Remo foi um grande problema na primeira etapa. Jean Lucas cedeu muito espaço para Cuello, que frequentemente aparecia completamente livre na grande área. Zé Ricardo, como volante, teve uma atuação bastante fraca, perdendo a maioria dos lances de disputa na intermediária. Entretanto, no movimento ofensivo, o time paraense conseguia aplicar um pouco de pressão, buscando ligação direta com Alef Manga ou Vitor Bueno espetados nos lados do campo.

Defesa atleticana começa a demonstrar fragilidade e Remo aproveita

Inicialmente, a defesa mineira não teve dificuldade para segurar as disparadas de Manga pela esquerda, e o domínio atleticano foi total até a inauguração do marcador. Em um erro de saída de bola do Remo, Vitor Hugo interceptou o passe e conseguiu deixar a bola “redonda” para Hulk sair de cara com o goleiro Marcelo Rangel. Com uma finalização forte, a estrela do Galo balançou as redes.

Porém, não demorou muito tempo para a já contestada defesa do Atlético começar a sofrer para segurar as investidas do Leão. Seja uma questão tática, técnica ou de organização, os erros no setor eram claros – a primeira boa oportunidade do time visitante surgiu aos 24 minutos, em uma pressão alta errada de Preciado em cima de Patrick de Paula – o lateral deixou o corredor aberto e Patrick acionou Alef Manga, que chutou por cima.

Atlético empata com o Remo pelo Brasileirão - Clube Atlético Mineiro
Foto: Site oficial do Atlético-MG

O Atlético teve uma boa chance para ampliar ainda no primeiro tempo, com Reinier finalizando na trave, e na sequência, com Cuello errando um cabeceio praticamente embaixo da trave, livre de marcação. E ao invés de ir tranquilo para o vestiário, o Galo levou o empate com mais um erro defensivo: com Preciado no ataque, o Remo rapidamente acionou Alef Manga na esquerda, que disparou e conseguiu levar a bola até a entrada da área. Com um cruzamento rasteiro, o camisa 11 encontrou Vitor Bueno – Junior Alonso errou na antecipação do desarme e deixou Vitor livre para marcar o tento de empate.

Remo melhor no segundo tempo e substituições questionáveis de Sampaoli

O Remo iniciou a segunda etapa muito bem, não tendo dificuldades em conseguir encaixar contra-ataques rápidos – a lentidão de Maycon e Alan Franco no meio-campo foi um fator que influenciou as investidas frequentes do time paraense. Por outro lado, a boa movimentação ofensiva do Atlético se inibiu completamente na volta do vestiário. Reinier fez boas jogadas como pivô no primeiro tempo, quebrando linhas e saindo em boas condições de acionar Hulk ou Cuello.

Entretanto, além de uma participação quase nula no segundo tempo, o camisa 19 ainda foi substituído por Bernard, que não contribuiu em absolutamente nada e tornou a formação tática do Atlético ainda mais ineficiente. O Remo pressionou e chegou ao gol da virada: mais uma vez, a defesa atleticana deixou João Pedro subir para deixar a bola para Leonel Picco – livre, o volante argentino balançou as redes, mas o tento foi anulado por um toque na mão de João Pedro no lance.

Na bola parada, o Galo ampliou: Hulk cobrou na esquerda e Ruan subiu alto entre a marcação para balançar as redes em uma falha de Marcelo Rangel. Apesar de ter pouco a posse e tomar decisões erradas no ataque com certa frequência, o camisa 7 do Galo, de certa forma, foi o único jogador em campo com a capacidade de criar chances de perigo, em praticamente todos os sentidos – no passe, na finalização, no drible, na bola parada ou na movimentação.

Fim de jogo frenético: Remo vira e Galo busca empate no último lance

Aos 30 minutos, Osorio sacou Vitor Bueno e colocou Yago Pikachu – um movimento quase que óbvio, explorando o corredor deixado por Renan Lodi com um jogador de velocidade. Sampaoli sacou Preciado para a entrada de Dudu, colocando Cuello improvisado na direita. Posteriormente, Hulk saiu para a entrada de Igor Gomes, em uma tentativa falha de manter a bola no ataque. Consequentemente, as alterações do técnico argentino convidaram o Remo para explorar ainda mais o contra-ataque.

Aos 43 minutos, Patrick de Paula teve liberdade e tempo para conseguir carregar a bola pelo meio e acionar Pikachu na direita – com uma finalização espetacular e praticamente sem ângulo, o camisa 22 marcou o gol de empate. Agora sem qualquer referência no ataque, o Atlético atacava de maneira pouco organizada, mas com bastante pressa para tentar reverter a situação. E com a receita perfeita para o erro, a virada do time visitante saiu.

Renan Lodi tentou recuar a bola para Everson de maneira inexplicável, deixando Patrick de Paula em boas condições. O arqueiro do Galo saiu para o combate, mas o meia chegou primeiro e conseguiu acionar Alef Manga na entrada da área. Sem goleiro, o camisa 11 se redimiu das chances desperdiçadas na partida e balançou as redes, em um lance que marca o ápice da crise defensiva do Atlético na atual temporada.

Mesmo com os erros adversários, o Remo seguiu muito bem seu plano de jogo e tinha total mérito em conseguir a virada, ficando muito próximo de conseguir sua primeira vitória na Série A do Brasileirão desde 1994. Porém, a torcida do Leão teve seu coração partido – se considerarmos “merecimento”, o time paraense deveria ter saído com os três pontos da Arena MRV.

Já sob muitas vaias por parte da torcida, o Galo de Sampaoli conseguiu um “respiro” ao conseguir o empate no último lance da partida. Com a equipe inteira no ataque, Maycon encontrou Gustavo Scarpa em boas condições na direita – o meia conseguiu o drible em cima de Léo e cruzou rasteiro para Dudu completar. O fato do atacante sequer ter comemorado o tento mostra o peso de mais uma atuação fraca do time do Sampaoli.

Resultado: Atlético-MG 3 x 3 Remo

Foto principal: Pedro Souza/Galo